Brasil Brumadinho 1 ano depois: tragédia elevou uso de antidepressivos

14:55  19 janeiro  2020
14:55  19 janeiro  2020 Fonte:   em.com.br

Destino para os rejeitos da barragem

  Destino para os rejeitos da barragem Destino para os rejeitos da barragemOs rejeitos estão espalhados pelos 9,6 quilômetros de extensão do Ribeirão Ferro-Carvão e parte do leito do Rio Paraopeba. Os resíduos serão injetados na antiga cava da Mina Córrego do Feijão, uma depressão rochosa aberta na serra com capacidade para receber até 27 milhões de m3 de material, dentro do próprio complexo minerário.

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Desde a tragédia , ocorrida em 25 de janeiro do ano passado, 259 corpos foram resgatados. A maioria dos mortos eram trabalhadores da própria Vale ou de empresas terceirizadas que prestavam serviço para a mineradora. Permanecem desaparecidas onze pessoas e o Corpo de Bombeiros prossegue

Marli Rodrigues dos Santos Souza, 52 anos, dona de casa, que perdeu o genro, amigos e vizinhos na tragédia © Edésio Ferreira/EM/D.A Press Marli Rodrigues dos Santos Souza, 52 anos, dona de casa, que perdeu o genro, amigos e vizinhos na tragédia  

A receptividade mineira com prosa amigável, pães de queijo e café são traços culturais que nem o rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão conseguiram eliminar de Brumadinho, tragédia que completa um ano no sábado, dia 25. Mas a avalanche de lama e rejeitos de mais de 10 milhões de metros cúbicos (m3) que resultou na morte de 270 pessoas, sendo 11 desaparecidas, acrescentou à realidade da população atingida caixas e mais caixas de medicamentos para a saúde mental, debilitando radicalmente seu comportamento.

Sobrevivente de tragédia do Ninho do Urubu desabafa após dispensa do Flamengo: 'Somos apenas números'

  Sobrevivente de tragédia do Ninho do Urubu desabafa após dispensa do Flamengo: 'Somos apenas números' Sobrevivente de tragédia do Ninho do Urubu desabafa após dispensa do Flamengo: 'Somos apenas números'O Flamengo optou por não renovar o vínculo de diversos garotos da base, e Felipe, de 16 anos, foi um dos cinco sobreviventes da tragédias que foram liberados.

Uma barragem da mineradora Vale, na região do Córrego do Feijão, se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho , na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram os estragos causados pela invasão do mar de lama na região. AO VIVO: acompanhe a cobertura em tempo real.

Renan foi morar na Irlanda em Setembro de 2016. Seu irmão com o casamento marcado para o dia 23Set2017, o Renan falava que não poderia vir por conta das

No município, do ano passado para este, o consumo público de ansiolíticos aumentou 79%, o de antidepressivos subiu 56% e o de medicamentos em geral ampliou 233% segundo a prefeitura local, que precisou contratar pessoal e ampliar sua rede de assistência para lidar com tantas pessoas vítimas de estresse pós-traumático. Há moradias onde esse consumo medicamentoso é tão evidente que as pessoas, enquanto recepcionam quem as visita, de repente andam confusas, abrindo várias embalagens amassadas de remédios que ficam espalhadas à procura de cartelas que ainda contêm comprimidos e os tomam, não muito certas de que seja o horário prescrito.

“Sem o medicamento, a gente não dorme. Com ele, ficamos vagando, como se fôssemos zumbis. Mas, pelo menos, não volta aquilo tudo que a gente passou de novo (tensão e dificuldades após o rompimento da barragem). Misericórdia”, conta a dona de casa Marli Rodrigues dos Santos Souza, de 52 anos, moradora do Bairro Parque da Cachoeira, localidade que foi dilacerada pela inundação de lama, pedras e resíduos de minério de ferro após a ruptura do barramento da mineradora Vale.

ANM pede monitoramento diário de barragens em 4 Estados por chuvas nos próximos dias

  ANM pede monitoramento diário de barragens em 4 Estados por chuvas nos próximos dias ANM pede monitoramento diário de barragens em 4 Estados por chuvas nos próximos diasRIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional de Mineração (ANM) afirmou que mineradoras que tenham barragens em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás devem monitorar diariamente as condições das estruturas até segunda-feira, devido a previsão de chuvas intensas, informou a autarquia em nota à imprensa.

Quase um ano depois da tragédia , ninguém foi indiciado pelas 259 mortes em Brumadinho . A Polícia Federal apresentou, nesta quinta (16) A PF explicou que, só depois de obter essa informação, vai poder apontar o papel de cada investigado no inquérito aberto para apurar os crimes contra o meio

Antidepressivos são fármacos eficazes para tratar transtornos depressivos, mas também são utilizados para tratar diversas outras doenças, como transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, distúrbios do sono, disfunção sexual, dor crônica, adicção e mal de Parkinson.

A comerciante Maria Marques, de 64 anos, trata sintomas surgidos depois do rompimento da barragem e espera receber a indenização para mudar para sua cidade, no Vale do Mucuri © Leandro Couri/EM/D.A Press A comerciante Maria Marques, de 64 anos, trata sintomas surgidos depois do rompimento da barragem e espera receber a indenização para mudar para sua cidade, no Vale do Mucuri

Na tragédia, a dona de casa perdeu vizinhos, amigos e o genro Peterson Firmino, de 33, que trabalhava na Mina Córrego do Feijão no momento do rompimento. Seu corpo foi encontrado pelos bombeiros e identificado 15 dias depois, podendo ser enterrado em Brumadinho pela família, que nunca mais foi a mesma. “Meu marido, irmão do Peterson, só vive à base de medicamentos. Sem isso ele não dorme, não passa o dia sem chorar. Também tenho crises, fico sem conseguir dormir. No outro dia, cansada, as coisas só pioram. A gente, sem as forças para fazer as coisas do dia, só se lembra daquela desgraça toda e vai se entregando. Misericórdia”, desabafa.

"Custava a parar de chorar"

A dona de casa estava no tanque lavando as roupas da família no momento do rompimento da barragem e dos fundos da casa ouviu o ruído, que compara ao de uma explosão. Das ruas do bairro começou a escutar carros buzinando e gente gritando que a barragem tinha rompido e que era para que todos fugissem. “Larguei tudo do jeito que estava, peguei meu carro e corri para o lugar mais alto que tinha. Passei o dia ali torrando debaixo do sol quente, ligando para Deus e o mundo para saber notícias das pessoas. Rastrearam o celular do meu genro numa mata. Mas quando o acharam, já estava morto”, lembra.

Fundação percorre Paraopeba e constata alta concentração de metais pesados um ano depois da tragédia

  Fundação percorre Paraopeba e constata alta concentração de metais pesados um ano depois da tragédia Relatório da Fundação SOS Mata Atlântica encontra acúmulo de ferro, manganês e cobre em níveis muito acima dos limites máximos permitidos . Esses elementos acarretam danos à saúde humana e ao meio ambiente. A concentração de cobre verificada foi de 44 vezes acima da permitida, enquanto o manganês encontrado foi 14 vezes o permitido. A quantidade de ferro chegou a 15 vezes superior ao nível máximo estabelecido. O consumo de água contaminada com cobre pode provocar náuseas e vômitos. A ingestão de manganês representa riscos de sintomas como rigidez muscular, tremores nas mãos e fraqueza.

Especialistas analisam possíveis motivos da tragédia de Brumadinho (MG) - Продолжительность: 9:37 Domingo Espetacular 552 025 просмотров. Imagens aéreas mostram situação após rompimento de barragem em Brumadinho - Продолжительность: 1 :49 TV Canção Nova 77 738

A tragédia em Brumadinho ocorreu em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração pertencente à Vale. A barragem que se rompeu em Brumadinho estava, segundo a mineradora Vale, inativa desde 2015, último ano em que recebeu rejeitos provenientes da produção

  Brumadinho 1 ano depois: tragédia elevou uso de antidepressivos © Arte: Soraia Piva/Em/D.A Press

Daí em diante, a rotina de atendimentos médicos, psicológicos e com assistentes sociais não parou mais. “Custava a parar de chorar e conseguir dormir. Aí, sonhava que tinha lama entrando para dentro de casa pelas janelas, debaixo da porta, e eu ficando sem ar. Acordava e não dormia mais. Com o remédio, pelo menos me esqueço disso”, afirma a dona de casa.

De acordo com o secretário municipal de Saúde de Brumadinho, Junio Araújo Alves, o aumento de atendimentos da área de saúde mental tem relação direta com o rompimento da barragem e mudou a rotina do município. “Essa tragédia mexeu com o emocional das pessoas e com seu comportamento, desencadeando agressividade, violência, angústia e uma série de questões que trazem o adoecimento mental”, afirma.

  Brumadinho 1 ano depois: tragédia elevou uso de antidepressivos © Arte: Soraia Piva/Em/D.A Press

Antes do rompimento, o administrador da pasta afirma que o atendimento era equilibrado com as demandas. “Foi necessário contratar para atender as pessoas no pós-rompimento, que nos trouxe desequilíbrio, pois as pessoas estão doentes”, diz. O número de funcionários da saúde aumentou 160% e o de psicólogos 33% para fazer frente às necessidades crescentes.

25 de janeiro: um ano da tragédia de Brumadinho

  25 de janeiro: um ano da tragédia de Brumadinho 25 de janeiro: um ano da tragédia de BrumadinhoFoi no dia 25 de janeiro de 1947 que faleceu, aos 48 anos, All Capone,  gângster ítalo-americano que liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 1920 e 1930. Co-fundador do Chicago Outfit, é considerado por muitos como o maior gângster da história americana. Al era conhecido no seu círculo íntimo pelo apelido de Scarface, devido a uma cicatriz em seu rosto, que obteve em uma briga na adolescência.

Alternativas aos antidepressivos . Uso de antidepressivos no Brasil. Perguntas frequentes. Após 2 anos tomando os antidepressivos e fazendo o acompanhamento, Luís e o psiquiatra resolveram Antidepressivo engorda? Depende. Existem diversos relatos de pessoas que tiveram um aumento

A barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho , na Região Metropolitana, rompeu-se no início da tarde desta sexta-feira(25). A barragem pertence à Vale.

Os custos desses encargos deveriam ser arcados pela Vale, depois da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) intermediado pelo Ministério Público. “Mas essa é uma relação bastante difícil, pois a empresa paga apenas em parcelas, tudo precisa passar pela auditoria interna dela, que está habituada a lidar com empresas privadas e não entende os procedimentos públicos”, afirma o secretário. Segundo Alves, o governo estadual auxiliou apenas com apoio técnico-científico e o federal com o mesmo tipo de ajuda acrescida de recursos financeiros.

  Brumadinho 1 ano depois: tragédia elevou uso de antidepressivos © Arte: Soraia Piva/Em/D.A Press

O secretário conta que é um atendimento complexo, pois muitos pacientes evitam os serviços de saúde e sofrem sozinhos ou em família. “Criamos um contingente de pessoal especializado para identificar e acolher pacientes de saúde mental dentro da população. Capacitamos o pessoal das unidades básicas de saúde e equipes de saúde da família para que os identifiquem. Há também os serviços de portas abertas para os casos agudos, nos quais as pessoas chegam de forma espontânea ou levadas por familiares quando estão numa crise.

Mais de 6 mil atendimentos

”Três equipes credenciadas no Ministério da Saúde em saúde mental e compostas por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais foram instituídas para treinar, pelo menos duas vezes por semana, os profissionais das unidades de saúde para esse acolhimento aos pacientes. “Do rompimento da barragem pra cá, fizeram mais de 6 mil atendimentos”, calcula o secretário.

Moradores soltam 2 mil balões vermelhos em homenagem às vítimas de Brumadinho

  Moradores soltam 2 mil balões vermelhos em homenagem às vítimas de Brumadinho Moradores soltam 2 mil balões vermelhos em homenagem às vítimas de BrumadinhoDois mil balões, vermelhos e brancos, sobem às 12h28 deste sábado (25) ao céu de Brumadinho, na Grande BH, para lembrar as 270 vítimas (259 mortos e 11 desaparecidos). O sol brilhou, dando mais beleza e força à homenagem. Esse foi o exato momento (12h28), há um ano, do rompimento da Barragem B1 da Mina do córrego do Feijão, da Vale. O lançamento dos balões foi precedido da leitura dos nomes das vítimas, no local denominado Letreiro, na entrada da cidade, e que se tornou um ponto de homenagens por parte de miradoes e visitantes.

Novas imagens de câmeras de segurança, reveladas uma semana após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho , Minas Gerais, mostram o início da

Universidade catalã participa de apuração da tragédia de Brumadinho . Ceará usa estratégia adotada em Brumadinho para conter expansão do óleo. Medidas preventivas começaram a ser adotadas para evitar que outras praias e rios do Ceará sejam alcançadas pelo

Braços, antebraços, pescoço, costas, barriga e pernas coçam tanto que o alívio só vem quando a comerciante Maria Marques dos Santos, de 64 anos, crava suas unhas na pele e chega a abrir ferimentos nela. Dona de um dos únicos restaurantes ainda em funcionamento no Bairro Córrego do Feijão, em Brumadinho, a mulher achava que as irritações cutâneas se deviam a algo presente na água fornecida na região após o rompimento da barragem B1 da Mineradora Vale.

Contudo, assim como Maria, várias pessoas daquela comunidade e de outras áreas do município diretamente atingidas pelo desastre começaram a apresentar reações adversas devido ao estresse pós-traumático que a experiência trouxe, levando-os a desenvolver depressão e ansiedade. Muitos ali conheciam ou eram parentes dos 270 mortos pela tragédia, sendo que 11 ainda não tiveram seus corpos encontrados ou reconhecidos para receber um funeral adequado.

"Jesus Cristo, é uma coceira braba demais. A gente coça com força para ver se passa e não passa de jeito nenhum. Estamos ficando doentes aqui no Córrego do Feijão. Precisamos que alguém nos ajude e olhe por nós aqui. Já tentei de tudo, tomar banho para ver se passa, mas tem vez que de tanto coçar a pele se enche de bolhas que depois abrem e ficam feridas iguais às de queimaduras", descreve a comerciante Maria Marques. Ela conta que devido a essa condição, precisa ir frequentemente ao posto de saúde, onde, além de medicamentos para a coceira, passou a fazer acompanhamento com psicólogos do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Brumadinho ainda tem sete barragens em alto risco por problemas na estrutura

  Brumadinho ainda tem sete barragens em alto risco por problemas na estrutura Brumadinho ainda tem sete barragens em alto risco por problemas na estruturaEnquanto o órgão federal responsável pela fiscalização de todas as barragens de mineração do país ainda atua com dificuldade —na atual conjuntura, cada fiscal do órgão teria que visitar 62 barragens para dar conta da demanda do país—, Minas Gerais e outros três Estados estão em alerta pelo período chuvoso.

Mar de lama — Foto: Washington Alves/Reuters. A mineradora Vale divulgou uma lista de possíveis vítimas da tragédia em Brumadinho (MG) que estão desaparecidas. A empresa diz que o balanço será atualizado conforme as pessoas forem encontradas.

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Sintomas decorrentes da tragédia

Depressão e ansiedade passaram a fazer parte de sua vida desde que a barragem B1 da Mina Córrego do Feijão se rompeu, há quase um ano. Mesmo seu estabelecimento tendo ficado sempre cheio durante a época das buscas. “Assim que a Vale me indenizar, vou embora para minha cidade, Nanuque (Vale do Rio Mucuri, a 600 quilômetros de Belo Horizonte). Brumadinho para mim acabou. Tenho 64 anos, não quero começar a vida toda de novo aqui”, desabafou.  Desde o rompimento da barragem em Córrego do Feijão, 600 famílias são acompanhadas por programa criado pela mineradora na cidade © gladyston rodrigues/em/d.a press %u2013 25/1/19 Desde o rompimento da barragem em Córrego do Feijão, 600 famílias são acompanhadas por programa criado pela mineradora na cidade

Para conseguir dormir e tentar controlar os sintomas que tornaram sua pele tão irritada, a comerciante passou a utilizar medicação psiquiátrica forte. Atualmente, ela toma Alprazolam, um medicamento utilizado frequentemente no tratamento de ansiedade e síndrome do pânico, e Sertralina, que é um antidepressivo. “Foram 20 anos lutando aqui em Brumadinho, no Córrego do Feijão, agora chegou a hora de desistir e ir embora. Buscar sossego de novo”, lamentou.

De acordo com o secretário municipal de Saúde de Brumadinho, Junio Araújo Alves, devido aos problemas psiquiátricos, muitas pessoas desenvolvem outros sintomas, como é o caso de Maria Marques. “Questões clínicas acabam sendo potencializadas também. Cefaleias (dores de cabeça), infecções respiratórias agudas, cistites (infecções da bexiga), erupções, alergias e reações autoimunes aumentam devido a uma baixa de imunidade associada a essa situação estressante em que as pessoas se encontram”, afirma o secretário.

“Por não procurar atendimento, muitas pessoas acabam em sofrimento e se automedicando para sintomas que deveriam ser tratados com especialistas das nossas equipes de saúde mental”, afirma o secretário de Saúde de Brumadinho. Uma das pessoas que se queixam de problemas para dormir e de estar se sentindo atormentada pelas memórias do desastre é o encarregado de manutenção de vagões de trens João Ribeiro da Silva, de 56, que trabalhava prestando serviço para a Vale.

Risco de rompimento da barragem de Brumadinho era 20 vezes maior que o aceitável, afirmam peritos da PF

  Risco de rompimento da barragem de Brumadinho era 20 vezes maior que o aceitável, afirmam peritos da PF Risco de rompimento da barragem de Brumadinho era 20 vezes maior que o aceitável, afirmam peritos da PFO laudo é subscrito pelos peritos da PF Alan de Oliveira Lopes, Bruno Salgado Lima, Gustavo Costa Guimarães, Leonardo Mesquita de Souza, Sídney de Oliveira Barbosa e Thalles Evangelista Fernandes de Souza, designados pelo chefe do setor Wenderson do Carmo Maia, que atuam na Superintendência da PF em Minas.

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Desde o desastre, está desempregado. “Podia ter sido eu debaixo dessa lama, porque meu turno acabou na quinta-feira, às 9h30, e o acidente foi na sexta-feira. Depois de ter passado os dias, de ter ajudado a socorrer gente de dentro da lama, isso veio em minha cabeça. Não paro de pensar nisso”, afirma o desempregado.

De acordo com ele, foi no posto de saúde do Córrego do Feijão que os funcionários perceberam que o desempregado estava abalado e que precisava procurar ajuda profissional na saúde mental. “Me disseram (no posto de saúde) que era para eu procurar o pessoal psicólogo e assistentes sociais, mas até hoje não fui. Não procurei ninguém ainda, mas sempre penso nisso. Não paro de pensar nisso”, disse João.

Solidariedade para se reerguer

Além da Prefeitura de Brumadinho, várias instituições, organizações não governamentais e igrejas fazem trabalhos de auxílio à população marcada pelo rompimento. A Arquidiocese de Belo Horizonte, por exemplo, atuou no atendimento emergencial com acolhida espiritual à população em velórios, nos lares, dedicação permanente aos familiares por meio da escuta, orientação, conforto e incentivo; doação de cestas básicas, roupa, material escolar, itens de higiene. Nos três primeiros meses após a tragédia foram realizados 810 atendimentos.

Logo a seguir, a Arquidiocese, a partir da PUC Minas, com a sua extensão universitária, iniciou ações dedicadas a Brumadinho, planejadas a partir dos seguintes eixos: educação, gestão, assessoria jurídico-contábil, amparo psicossocial e sociocomunitário, saúde humana, saúde animal e socioambiental. Números totais dessas iniciativas, realizadas a partir do segundo semestre de 2019, tiveram 2.300 beneficiários diretos e 12.820 indiretos.

Integração com a sociedade

Entre as ações, destacam-se empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento em Brumadinho, acolhimento e orientação jurídica, em parceria com a Defensoria Pública da União, previdência rural, projeto integrado de educação em saúde, oficinas e encontros psicossociais, serviço de atendimento jurídico itinerante, orçamento familiar e gestão financeira, oficinas de comunicação para jovens, assessoria jurídico-contábil, reciclagem solidária e inclusiva.

A Vale informou, por e-mail, que 600 famílias estão sendo acompanhadas por profissionais do Programa Referência da Família, como forma de garantir assistência às pessoas diretamente atingidas pelo rompimento. “Como se trata de um luto coletivo, os esforços voltados à saúde emocional devem envolver não só um trabalho direcionado aos familiares, mas à população como um todo. Por isso, a empresa assinou acordo de cooperação com a prefeitura para repasses que já totalizam R$ 32 milhões, destinados, exclusivamente, à ampliação da assistência de saúde e psicossocial no município. Em 2019, foram realizados mais de 18 mil atendimentos médicos e acolhimentos psicossociais à população.” 

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Risco de rompimento da barragem de Brumadinho era 20 vezes maior que o aceitável, afirmam peritos da PF .
Risco de rompimento da barragem de Brumadinho era 20 vezes maior que o aceitável, afirmam peritos da PFO laudo é subscrito pelos peritos da PF Alan de Oliveira Lopes, Bruno Salgado Lima, Gustavo Costa Guimarães, Leonardo Mesquita de Souza, Sídney de Oliveira Barbosa e Thalles Evangelista Fernandes de Souza, designados pelo chefe do setor Wenderson do Carmo Maia, que atuam na Superintendência da PF em Minas.

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