Brasil Fotos levantam suspeita de que miliciano foi executado, e não morto em confronto

07:45  14 fevereiro  2020
07:45  14 fevereiro  2020 Fonte:   poder360.com.br

Caso Marielle: esquerda sugere ‘queima de arquivo’ em morte de miliciano

  Caso Marielle: esquerda sugere ‘queima de arquivo’ em morte de miliciano Caso Marielle: esquerda sugere ‘queima de arquivo’ em morte de milicianoO miliciano foi morto neste domingo (9.fev.2020) depois de troca de tiros com policiais militares na zona rural de Esplanada, na Bahia.

Antes de ser morto , Cigarrão, como era conhecido o suspeito , comemorava em sua rede social o fato de seu bando ter invadido a Comunidade Nogueira.

A revista Veja mostra, agora à noite, fotos que sugerem que o ex-capitão e miliciano Adriano da Nóbrega, figura próxima dos Bolsonaro, foi executados com tiros de curta distância e As imagens reforçam a acusação feita por sua esposa e por seu advogado de que ele foi executado — e de que

O miliciano Adriano Nóbrega, investigado no caso da morte da vereadora Marielle Franco (Psol) © Reprodução O miliciano Adriano Nóbrega, investigado no caso da morte da vereadora Marielle Franco (Psol)

Imagens registradas logo após a autópsia no corpo do miliciano Adriano Magalhães de Nóbrega, morto no último domingo (9.fev.2020) na Bahia, reforçam a suspeita de que o ex-capitão do Bope teria sido executado. As fotos dos exames foram obtidas e publicadas pela revista Veja (exclusivo para assinantes).

As imagens mostram marcas no peito, no tórax, na testa e no queixo do ex-policial militar, que era apontado como chefe da milícia do Rio das Pedras e do chamado “Escritório do Crime”, investigado no inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco.

Em esconderijo de capitão Adriano, polícia apreende 13 celulares e quatro armas

  Em esconderijo de capitão Adriano, polícia apreende 13 celulares e quatro armas Em esconderijo de capitão Adriano, polícia apreende 13 celulares e quatro armasOs telefones e as armas foram encontradas em diferentes cômodos da casa, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Não foram revelados quem são os proprietários dos celulares. Segundo a polícia, Adriano estava sozinho na casa no momento da abordagem.

Suspeito estava escondido em Esplanada. Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime — Foto : Reprodução. Adriano foi morto em um confronto com policiais militares no domingo (9), em um sítio na zona rural de Esplanada, a cerca de 168 km de Salvador.

Secretário de segurança pública fala sobre morte de miliciano carioca no interior da Bahia. Adriano foi morto em um confronto com policiais militares no domingo (9), em um sítio na zona rural de Esplanada, a cerca de 168 km de Salvador.

Oficialmente, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia sustenta que Adriano foi morto por 2 tiros (1 de carabina e o outro de fuzil), que provocaram lesões no tórax, pescoço e clavícula do miliciano. Os disparos teriam sido efetuados pelos policiais porque Adriano reagiu ao ser enquadrado em 1 sítio no município de Esplanada.

Dois especialistas ouvidos pela Veja analisaram as fotos obtidas pela reportagem e apontaram características que sugerem que Adriano teria sido executado por disparo realizado a curta distância.

O médico legista Malthus Fonseca Galvão chamou a atenção para uma marca na região do peito do ex-policial. Disse que o disparo foi feito a uma distância de, “no máximo“, 40 centímetros. Mencionou também que uma das fotografias mostra uma marca cilíndrica cravada no peito do corpo, o que, em sua avaliação, “tem muita chance” de ter sido provocada pelo cano quente de uma arma logo após o disparo.

Witzel diz que operação que resultou na morte de capitão Adriano ‘obteve o que se esperava’

  Witzel diz que operação que resultou na morte de capitão Adriano ‘obteve o que se esperava’ Witzel diz que operação que resultou na morte de capitão Adriano ‘obteve o que se esperava’“(A polícia) chegou ao local para prender, mas, infelizmente, o bandido que ali estava não quis se entregar, trocou tiros com a polícia e infelizmente faleceu. A polícia do Rio mostrou que está em outro patamar”, disse Witzel durante a inauguração das unidades Queimados e Belford Roxo, na Baixada Fluminense, do programa Segurança Presente.

Há mais de um ano que era um dos homens mais procurados no Brasil e apontado como um dos envolvidos no homicídio da vereadora Marielle O seu advogado revelou que o seu cliente temia ser morto para se apagar o rasto do assassínio. “Ele [Adriano] disse que essa operação não seria para

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Outro especialista disse que, provavelmente, o disparo que atingiu Adriano logo abaixo do queixo foi feito a uma distância de aproximadamente 15 centímetros.

Ambos os especialistas ressalvaram à revista que o ideal seria fazer a análise do corpo, e não somente avaliá-lo por meio de fotografias.

A Justiça do Rio de Janeiro proibiu que o corpo de Adriano fosse cremado, conforme pretendia ter feito a família do ex-policial nessa 4ª feira (12.fev).

A juíza Maria Izabel Pena Pieranti escreveu em sua decisão que, caso autorizasse a cremação, “inviabilizadas estariam eventuais providências a serem levadas a efeito pela autoridade policial”.

“Não é despiciendo enfatizar que o interesse público na cabal elucidação dos fatos tem preponderância sobre o desejo de seus familiares”, completou.

O interesse público acerca da morte de Adriano vai para além de sua relação com a milícia e seu suposto envolvimento com a morte de Marielle. No passado, Adriano já foi homenageado pelo então deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flavio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.

A ex-mulher e a mãe de Adriano já foram empregadas no gabinete de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Estado investiga se parte do salário das ex-servidoras era repassado para o suposto esquema de ‘rachadinha’ operado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz –que era amigo pessoal do miliciano.

Na 4ª feira (12.fev), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse na Câmara dos Deputados que as forças policiais baianas precisarão prestar explicações a respeito da operação que vitimou Adriano de Nóbrega.

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IML do Rio informa à Justiça que corpo do miliciano Adriano está apodrecendo .
IML do Rio informa à Justiça que corpo do miliciano Adriano está apodrecendoNo texto escrito a mão, a perita legista Luciana Lima informa que o corpo de Adriano já deu entrada com sinais de “putrefação”, já que “o óbito ocorreu há mais de uma semana”. O IML explica ainda que “não dispõe de câmaras de congelamento de corpos”. O instituto possui apenas equipamentos de refrigeração, que podem retardar a decomposição, mas não evitá-la totalmente.

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