Ciência e Tecnologia: Governo brasileiro pode ter criado as bases para uma vigilância igual à da China - - PressFrom - Brasil

Ciência e Tecnologia Governo brasileiro pode ter criado as bases para uma vigilância igual à da China

19:20  18 outubro  2019
19:20  18 outubro  2019 Fonte:   canaltech.com.br

China cria câmera com 500 MP para reconhecer centenas de pessoas na multidão

  China cria câmera com 500 MP para reconhecer centenas de pessoas na multidão China cria câmera com 500 MP para reconhecer centenas de pessoas na multidãoAgora, pesquisadores do país desenvolveram uma câmera de reconhecimento facial que conta com sensor de 500 MP, capaz de capturar, em apenas uma única imagem, milhares de rostos de pessoas dentro de um estádio. A foto é então enviada para a nuvem, onde é analisada e gera informações que permitem identificar um alvo quase instantaneamente.

Decretos nº 10046 e 10047, assinados por Jair Bolsonaro, criam um banco de dados centralizado de todas as informações dos cidadãos e que pode ser usado como base para um aparato de vigilância comparável ao utilizado pelo governo chinês .

A China , que é parceira do Brasil desde os anos 80 em um programa de desenvolvimento de satélites, não aderiu a Sustentam, porém, que o uso do centro após esse acordo pode criar oportunidades de futuras Image caption Governo quer ampliar base para exploração comercial, o que exigiria novas

Vigilância China© Satoshi Kambayashi Vigilância China

Um dos tópicos mais discutidos por especialistas de segurança digital nos últimos anos - principalmente nos últimos dois anos - é a responsabilidade que empresas privadas e governos têm em garantir a privacidade de nossos dados pessoais, que são recolhidos por eles para o funcionamento de seus serviços e aplicativos. Nesse assunto, o Brasil está bem avançado em comparação a outros países devido à aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que deverá passar a valer a partir de agosto de 2020. Mas, ao mesmo tempo, podemos ter dado um passo atrás na questão da privacidade com dois decretos (decreto nº 10046 e decreto nº 10047) publicados no dia 9 de outubro pelo presidente Jair Bolsonaro.

EUA e China chegam a acordo que pode dar trégua à guerra comercial

  EUA e China chegam a acordo que pode dar trégua à guerra comercial EUA e China chegam a acordo que pode dar trégua à guerra comercialO secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou, que as duas partes tiveram "dois dias produtivos de discussão". Quando questionado sobre se o mercado de ações estava "certo" ao estar "otimista" de que haverá algum entendimento ao fim das conversas, Mnuchin limitou-se a responder: "O mercado de ações está sempre certo.

Risco igual , apenas em 1984. “A probabilidade de catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos de desastre devem ser tomadas “De fato, o mundo teria sido melhor se [Harry] Truman [presidente norte-americano de 1945 a 1953] nunca tivesse criado a OTAN.

A Saúde Pública no Brasil durante o regime militar começou com um processo de mudança que criou as primeiras bases para o surgimento do SUS (Sistema Único de Este princípio pode ser auferido a partir da definição do artigo 196 Assistência Farmacêutica. Gestão do SUS. Vigilância em Saúde.

Foi nesta data que, a partir da publicação no Diário Oficial da União, foram criados o Cadastro Base do Cidadão (CBC) e o Comitê Central de Governança de Dados (CCGD). O discurso oficial é o de facilitar o acesso dos brasileiros a serviços governamentais, já que centralizaria em um único banco de dados todos as informações que o governo possui de seus cidadãos, como CPF, CNPJ e cadastro do Seguro-Desemprego. Mas, ainda que o objetivo de criação seja algo nobre, o modo como ele foi feito e a descoberta de algumas informações mais específicas sobre como esse cadastro será realizado cria diversas dúvidas sobre as reais intenções da sua criação.

A primeira coisa estranha é o modo como o CBC e o CCGD foram criados. Ao contrário da LGPD, que foi o resultado de oito anos de debates entre setor público, empresas privadas e população, o CBC e o CCGD foram criados na base da “canetada” da noite para o dia, sem qualquer tipo de discussão com a população sobre como a plataforma iria afetar a vida dessas pessoas - algo que é esperado em uma democracia quando falamos da criação de uma base de dados tão grande quanto essa  eque irá afetar de maneira direta o acesso da população a serviços e programas de auxílio do governo.

Exposição ao óleo a longo prazo pode causar câncer, diz cartilha do governo

  Exposição ao óleo a longo prazo pode causar câncer, diz cartilha do governo Exposição ao óleo a longo prazo pode causar câncer, diz cartilha do governoA cartilha, porém, não especifica qual é o período de exposição necessário para o surgimento de doenças mais severas. Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, consequências mais graves da exposição ao poluente são mais comuns em trabalhadores do setor petroquímico.

"Quando o governo contrata uma empresa para desempenhar determinado serviço, ele (o governo ) está abrindo um processo de licitação a fim de Afirmar que gastos do governo geram crescimento significa afirmar que tomar dinheiro de uns para gastar com outros pode enriquecer a todos.

Vigilância Sanitária é a parcela do poder de polícia do Estado destinada à proteção e promoção da saúde, que tem como principal finalidade impedir que a saúde humana seja exposta a riscos ou, em última instância, combater as causas dos efeitos nocivos que lhe forem gerados

  Governo brasileiro pode ter criado as bases para uma vigilância igual à da China

Outro problema são sobre as informações que ficarão armazenadas nesse cadastro. De acordo com o decreto, o CBC deverá centralizar 51 bases de cadastro nacionais, onde estarão documentações pessoais (como CPF e Renavam), documentos jurídicos (como CNPJ), e documentos trabalhistas (como FGTS e a folha salarial do Seguro-Desemprego). Essas são informações esperadas de uma sistema que pretende centralizar o acesso a serviços sociais geridos pelo governo.

Saúde

No entanto, a plataforma abrigará outras informações cuja necessidade ainda é um tanto nebulosa: dados relativos à vida acadêmica dos cidadãos (como o Sisu, ProUni e Fies) e até mesmo à saúde, que não tenha diretamente a ver com algum programa público, como o Prontuário Eletrônico de Paciente (PEP) e o Sistema de informação do câncer de colo do útero e do câncer de mama. Isso permitiria que o Estado, a partir de seu CPF, puxasse uma “ficha corrida” com todos os seus dados pessoais, informações sobre sua vida acadêmica, situação de moradia, trabalho e até mesmo sua saúde.

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Há uma comunidade brasileira expressiva na República Popular da China . Em razão do crescimento econômico do país, o número de estudantes e Pelo plano Brasil Direto, a Embratel oferece a possibilidade de que cidadãos brasileiros possam ligar para um número telefônico no Brasil a partir

Facilidade acesso

E aí entramos em um terceiro ponto, ainda mais complicado: a facilidade com que esse dados poderiam ser compartilhados. Isso porque ele não prevê a necessidade de nenhum tipo de convênio ou contrato para que o acesso à plataforma seja feito por motivos de pesquisa, por exemplo. Isso permitiria que qualquer pessoa - o que pode incluir stalkers ou grupos criminosos - consiga, a partir de seu nome, acesso a uma base cadastral completa com todas as informações que deveriam ser de acesso apenas do governo.

Outro ponto intrigante é a facilidade com que empresas privadas poderão ter acesso a essas informações. Isso porque os decretos também instituem a criação do Observatório de Previdência e Informações do Cnis - programa que tem o objetivo de fomentar pesquisas na área de Previdência, facilitando o intercâmbio de experiências e informações entre entidades públicas e privadas. Assim, seria possível que qualquer empresa privada que tenha ao menos um projeto de promoção de políticas sociais (algo que a maioria das grandes companhias, de todos os ramos de atividade, possui) possa ter acesso a esse enorme banco de dados do governo, com informações privadas completas de todos os cidadãos. Ter o acesso direto a uma base como essa, que engloba toda a população brasileira, é uma “mina de ouro” para qualquer empresa que saiba como operar a análise de dados do consumidor a seu favor.

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"A China está tentando criar uma força de fuzileiros navais apenas duas vezes inferior à dos No entanto, tal número de fuzileiros pode ser preciso, por exemplo, para uma conexão A possível instalação de fuzileiros navais chineses em Djibouti vai provavelmente aumentar a vigilância dos EUA.

Echelon é uma rede de vigilância global e de espionagem para a coleta e análise de sinais de inteligência (SIGINT), operada inicialmente pelos cinco Estados signatários do Tratado de Segurança UK-USA conhecido como "Cinco Olhos" (Five Eyes - em inglês): Estados Unidos, Canadá, Austrália

  Governo brasileiro pode ter criado as bases para uma vigilância igual à da China

Quem vigia os vigilantes?

E há ainda outro problema bastante preocupante: o fato do CBC não ter um dispositivo de fiscalização confiável - algo extremamente importante para se evitar abusos de uso ou vazamentos de dados. Isso porque o mais correto para esse tipo de plataforma seria ter um comitê de averiguação formado por membros do governo, da iniciativa privada e da sociedade civil, distribuídos de forma equilibrada, para que os diferentes interesses garantam que nenhum dos poderes esteja abusando do acesso às informações - algo semelhante ao que ocorrerá com o comitê responsável por garantir que a LGPD seja respeitada e seguida por todos.

Ao invés disso, o CBC será fiscalizado pelo Comitê Central de Governança de Dados, que será composto apenas por representantes do governo, fazendo com que o Estado seja o responsável por garantir que não haja abuso de sua própria parte no trato dos dados de seus cidadãos

Claro, ainda não é possível julgar com clareza o que exatamente o governo espera conseguir com a criação deste cadastro único, pois o texto do decreto que o institui é muito cru e extremamente genérico. Além disos, ainda não houve nenhum tipo de conversa com entidades de fora do governo sobre como deverá ser formato final dele.

Mas, do jeito que está redigido, nenhuma das possíveis saídas parecem ser interessantes para a população: na melhor das hipóteses, o CBC será um banco de dados onde todas as informações privadas dos cidadãos estarão centralizadas em um ambiente de pouca segurança contra invasões. Na pior das hipóteses, o CBC possui todos os fatores para que o governo crie um aparato de vigilância estatal comparável ao que já existe na China, onde o acesso de indivíduos a programas de auxílio do governo ou a outras necessidades básicas (como crédito em bancos) fica sujeito ao quão “rebeldes” ao governo elas são. Com isso, ficaria fácil realizar uma perseguição política a opositores de um jeito mais “brando”, cortando aos poucos todos os direitos que essas pessoas possuem como cidadãos do país.

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As revelações da vigilância global referem-se à divulgação, a partir de 2013, de informações sobre fatos e organizações relacionados com a prática de espionagem e vigilância globalizada - isto é , além das fronteiras internacionais - e com capacidade de intromissão nos meios de comunicações de todo

Hoje, com um sistema de vigilância que também passou pela revolução digital, são os nossos próprios celulares, navegadores e sensores que compartilham essas informações para o governo , as quais o Estado pode coletar, interpretar ou mesmo hackear — por exemplo

Claro que o CBC pode se tornar algo bem mais interessante, caso a ideia seja discutida de forma mais ampla com os diversos setores da sociedade, como se espera que ocorra nos próximos meses. Mas o fato de tudo isso ter sido criado na base da canetada, e sem nenhuma conversa prévia, dá margem para se cogitar que um sistema de vigilância estatal está sendo criado. Como ele será usado daqui para frente só depende da fiscalização por parte da população brasileira.

Fonte: The Intercept

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Falou em reunião fechada do Brics. Em 2018 dizia que país era ameaça.Em 2018, Bolsonaro disse várias vezes que os chineses estavam “comprando o Brasil”. Na reunião com os chefes de Estado do Brics, afirmou, segundo o jornal, ele disse que as afirmações foram feitas  na condição de candidato e que hoje todos  sabem que  isso não reflete a verdade.  Participaram da reunião o presidente da China, Xi Jinping; o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa; e o presidente da África do Sul, Narenda Modi.

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