Esportes Por que ideia da Fifa de ‘nova janela de transferências’ é ruim (e boa) para o Brasil

21:31  26 março  2020
21:31  26 março  2020 Fonte:   goal.com

Fifa estuda impacto do coronavírus em calendário e contratos de jogadores

  Fifa estuda impacto do coronavírus em calendário e contratos de jogadores Fifa estuda impacto do coronavírus em calendário e contratos de jogadoresAs cinco principais ligas da Europa - Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França - foram suspensas, assim como a Liga dos Campeões e a Liga Europa, aumentando o potencial de acúmulo de partidas caso as competições sejam retomadas ainda este ano.

  Por que ideia da Fifa de ‘nova janela de transferências’ é ruim (e boa) para o Brasil © ESPN

De acordo com informações do jornal inglês Telegraph, a Fifa estaria estudando uma medida para sanear a crise financeira dos clubes: uma extensão da janela de transferências.

Assim, a janela do meio do ano, que normalmente vai do começo de julho ao final de agosto nas grandes ligas europeias, poderia ser extendida até janeiro de 2021. Desta maneira, os clubes teriam alguns meses recebendo receitas antes do período de contratações.

Mas e o Brasil, como fica nesta história?

Existem duas formas de analisar o impacto que tal medida poderia ter futebol brasileiro. O assédio geral dos europeus ficaria prolongado até o final do ano. Assim, não seria nenhum absurdo imaginar que clubes poderiam perder jogadores em meio à competições como o Brasileirão.

Covid-19: calendário do futebol pode mudar, diz presidente da Fifa

  Covid-19: calendário do futebol pode mudar, diz presidente da Fifa Por conta do avanço da pandemia do novo coronavírus, ninguém tem ideia de quando o futebol voltará a ser disputado. O presidente da Federação Internacional do Futebol (Fifa) Gianni Infantino foi categórico em entrevista publicada hoje (23) na Gazeta Dello Sport, principal publicação esportiva da Itália. "Primeiro vem a sáude, depois todo o resto". O dirigente afirma ainda que as partidas de futebol só voltarão a acontecer quando for “possível” e recomendou às federações e ligas que sigam as determinações dos governos locais.

Claro, é possível que, neste caso, mecanismos seriam feitos para impedir que isso acontecesse. No entanto, caso a janela realmente se extenda, é natural que os europeus queiram buscar jogadores brasileiros, mais baratos - devido a desvalorização do Real - e, em suma maioria, com possibilidade de revenda.

João Pedro estreia Watford Tranmere FA Cup 04 01 2020 © Fornecido por Goal.com João Pedro estreia Watford Tranmere FA Cup 04 01 2020

Fica óbvio que este possível êxodo de jogadores mais jovens seria péssimo para o futebol brasileiro... mas não tão ruim para os clubes.

Endivididas, as equipes brasileiras que já passam por problemas financeiros perderiam quase meio-ano de receitas devido à crise do coronavírus Covid-19. Não só isso: caso o Brasileirão seja realmente jogado em mata-mata, fica difícil imaginar que a TV Globo e a Turner, emissoras que transmitem a competição, pagariam o mesmo valor de cotas de TV e transmitiram menos datas.

Desta maneira, fica claro que o impacto financeiro que a pandemia irá causar nos clubes será significativo... assim, talvez algumas equipes só se sustentem vendendo seus jovens valores, como já acontece hoje. Neste caso, a abertura da janela não seria de todo mal.

Como a maioria das coisas na vida, uma medida tal impactante para o futuro do futebol traria benefícios e malefícios. Se o futebol brasileiro perdesse talentos, ele também possivelmente ganharia clubes mais saudáveis financeiramente. Como ainda não se sabe a decisão da Fifa, fica difícil imaginar qual seria a decisão. Segue nos próximos capítulos.

Crise do coronavírus poderia provocar grandes mudanças no futebol, diz presidente da Fifa .
A crise provocada pela pandemia do coronavírus poderia provocar grandes mudanças no mundo do futebol, alertou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista publicada nesta segunda-feira (23) pelo diário esportivo italiano La Gazzetta dello Sport. "Precisamos de uma avaliação do impacto econômico global" provocado pela pandemia do coronavírus, afirmou o mandatário da entidade que rege o futebol. "Vamos calcular o prejuízo, olhar como cobri-lo, fazer sacrifícios e seguir em frente", completou.Infantino explicou que isso não significa "começar do zero" e alertou que é preciso "salvar o futebol de uma crise que pode ser irreversível".

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