Esportes Pandemia leva esportistas a se enfrentarem nas competições de videogame

10:51  09 abril  2020
10:51  09 abril  2020 Fonte:   estadao.com.br

Camarote da Arena Corinthians anuncia promoção para pagar salários

  Camarote da Arena Corinthians anuncia promoção para pagar salários Empresa faz pacote antecipado para o Campeonato Brasileiro e vai distribuir camisa do ex-goleiro RonaldoO intuito do camarote é de conseguir pagar os salários dos funcionários, já que como não há jogos no momento, a empresa não consegue faturar. "Essa foi a forma que encontramos de gerar renda para pagar o salário dos nossos funcionários, já que estamos parados desde 15 de março e não há previsão de retorno das torcidas nos estádios", disse o diretor executivo da empresa, Leonardo Rizzo.

Em vez de quadras, pistas e gramados, as estrelas do esporte migraram para as telas de videogame durante a pandemia do novo coronavírus. A paralisação do calendário das modalidades para evitar o contágio da doença levou as ligas e organizadores das competições a serem inovadores nesta quarentena. Para compensar a suspensão das competições, a saída foi recrutar os principais nomes de cada modalidade e fazê-los se enfrentar em videogames e simuladores.

Quem gosta de acompanhar esportes e é ligado também à área do e-Sports viu nos últimos dias pela internet um GP do Bahrein virtual na Fórmula 1, um mata-mata entre times do Campeonato Espanhol ou até mesmo confrontos da NBA. O curioso é que os jogadores participantes de cada uma dessas disputas foram exatamente os mesmos que estariam em ação caso a pandemia não tivesse paralisado o mundo esportivo.

O dia do mercado: Edílson pede reforços, Godín cobiçado e futuro de Coutinho…

  O dia do mercado: Edílson pede reforços, Godín cobiçado e futuro de Coutinho… O dia do mercado: Edílson pede reforços, Godín cobiçado e futuro de Coutinho…

Max Verstappen, piloto da Red Bull, treina em simulador © Reprodução/Instagram Max Verstappen, piloto da Red Bull, treina em simulador

No último domingo, por exemplo, a Fórmula 1 reuniu os pilotos via internet para a prova virtual do GP da Austrália, etapa que no campeonato deste ano acabou cancelada. Quem dominou e venceu a disputa no simulador F1 2019 para computador foi o piloto monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. "Acredito que talvez seja ainda mais difícil do que a vida real. É muito mais mental. Estamos sentados em uma cadeira, sem que haja a força G que temos em um carro real. Mas estou suando como um louco. Os músculos não estão doendo, mas a concentração é tudo", comentou depois da vitória.

A categoria vai fazer ainda mais outras provas, sempre no domingo em que seriam realizadas as etapas do Mundial. Fora pilotos, há convidados e jogadores profissionais de videogame. A Fórmula Indy tem feito a mesma programação, inclusive com o modelo de transmitir as corridas virtuais pelas redes sociais. Na F-Indy, há até mesmo um ex-piloto como comentarista.

Análise: Esporte não sabe ser uma empresa digital

  Análise: Esporte não sabe ser uma empresa digital A crise provocada pela pandemia do coronavírus mostrou uma dura realidade para o esporte brasileiro. Por mais que, nesta década, as entidades tenham investido bastante no meio digital, o esporte não sabe o que é estar preparado para ter o pensamento digital. A falta de iniciativa do esporte brasileiro em geral nesse momento de crise é a prova de que o pensamento ainda é analógico. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa as entidades souberam dar respostas rápidas à crise, por aqui estamos parados.

A principal liga de basquete do mundo está com um torneio virtual de Xbox One na fase decisiva. Nesta quarta-feira, o playoff reúne competições entre jogadores profissionais no comando do jogo 2k20. Vale vaga nas semifinais. No entanto, os competidores não precisam comandar nas partidas os seus próprios times na vida real.

Essa exigência, por sua vez, havia no Campeonato Espanhol de futebol virtual. O campeão da disputa no Fifa20 foi o Real Madrid, comandado pelo atacante Marco Asensio. Na final ele superou o Leganés, Autor Ruibal, por 4 a 2. A competição durou três dias e arrecadou quase R$ 800 mil em doações para a Unicef.

OPORTUNIDADE DE EXPOSIÇÃO

Segundo especialistas em marketing esportivo, em um momento de calendário paralisado, as competições de videogame são fundamentais para manter o engajamento do público. Se as competições não estão em andamento, pelo menos há a oportunidade perpetuar a exposição de marcas e dos nomes dos atletas.

"O que antes da pandemia era complementar na estratégia das entidades, agora praticamente virou única solução. Os torneios virtuais e conteúdo de qualidade, como reprises de grandes momentos do esporte ou inteligência artificial, veem se mostrando como sucesso de audiência e engajamento", explicou Gustavo Herbetta, fundador e diretor de comunicação da Lmid, agência de marketing esportivo. "As marcas que investem em uma competição querem se relacionar com esses fãs, seja através de visibilidade, seja através de ativações, promoções, venda de produtos", acrescentou.

"A indústria do esporte daqui para frente é uma agregadora de entretenimento. Ela se move pela paixão que é capaz de mover, não só pelos jogos que promove. O que estamos vendo são exemplos de quem já entendeu isso e consegue minimizar suas perdas com o principal produto através de inovações nos produtos secundários", afirmou Bruno Maia, ex-vice-presidente de marketing do Vasco, diretor executivo da Agência de Conteúdo 14 e especialista em negócios e novas tecnologias no esporte.

Atletas cubanos apelam à criatividade para treinar durante pandemia de coronavírus .
Atletas cubanos apelam à criatividade para treinar durante pandemia de coronavírusHAVANA (Reuters) - Nadar quilômetros em uma piscina improvisada com uma corda amarrada na cintura ou bater em um pneu com um taco de beisebol para manter a força são algumas das fórmulas que os atletas cubanos desenvolveram para não perder a forma física em meio à pandemia de coronavírus.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais
usr: 1
Isto é interessante!