Esportes Referência, Brasil exporta jogadores cada vez mais cedo

04:20  27 abril  2021
04:20  27 abril  2021 Fonte:   lance.com.br

A dupla moral europeia na questão dos agrotóxicos

  A dupla moral europeia na questão dos agrotóxicos Pesticidas banidos na Europa pela alta toxicidade são exportados a outros países onde são permitidos, como o Brasil. França e Suíça agiram contra essa prática. Proibição de exportação é discutida na UE e na Alemanha. © picture-alliance/chromorange/C. Ohde Segundo estudo, cerca de 385 milhões de intoxicações agudas por pesticidas são registradas no mundo anualmente. "É cínico e absurdo: a União Europeia exporta pesticidas proibidos na UE para o Brasil e outros países.

O futebol brasileiro é um mercado tradicionalmente conhecido como grande exportador de jogadores. Segundo o levantamento mais recente do Observatório do Futebol do Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES), o país tem o maior número de atletas atuando no exterior. De acordo com os dados, são 1,2 mil jogadores atuando em 23 campeonatos pelo mundo. Aproveitando essa vitrine mundial, as equipes da Série A enxergam a venda de talentos da base como uma boa oportunidade de arrecadar e gerar mais receita aos cofres dos próprios clubes.

Rodrygo foi alvo de hackers (Foto: AFP) © Rodrygo foi alvo de hackers (Foto: AFP) Rodrygo foi alvo de hackers (Foto: AFP)

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Dólar pressionado vira pesadelo para parte da indústria

  Dólar pressionado vira pesadelo para parte da indústria Situação é complicada para fabricantes de remédios e eletrônicos que usam insumos importados, mas vendem no mercado internoEsse equilíbrio de forças entre benefícios e prejuízos ocasionados pela alta do dólar depende, no entanto, do peso das exportações em cada negócio. Fabricantes de calçados e frigoríficos de aves e suínos, por exemplo, que vendem grande parte da produção para o mercado externo estão conseguindo se sair bem neste momento de câmbio pressionado, pois embolsam receita em dólar.

Nos últimos anos, alguns atletas foram vendidos antes mesmo de completar 18 anos, caso de Vinícius Júnior, revelado pelo Flamengo, e Rodrygo, cria da base do Santos. Em 2017, o atacante da gávea foi negociado aos 16 anos com o Real Madrid e permaneceu no rubro-negro até atingir a maioridade, rendendo R$ 165 milhões ao clube. A joia da Vila Belmiro também foi vendida à equipe merengue aos 17 anos, por 45 milhões de euros, e se transferiu seis meses depois de completar 18 anos.

Apesar desses valores significativos arrecadados com as transferências, uma questão importante foi levantada pelos torcedores na época: Flamengo e Santos poderiam segurar esses jogadores por mais tempo visando um retorno esportivo, além do financeiro? Para Júnior Chávare, gerente do futebol do Bahia, com vasta experiência em futebol de base, o momento certo de aceitar uma proposta por esse perfil de jogador é depois que ele devolver um retorno técnico e, consequentemente, proporcionar um retorno financeiro.

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  O movimento voltou ao Centro. Mas as vendas... Reabertura do comércio não essencial em BH é marcada por promoções e retorno de consumidores e trabalhadores às ruas, mas lojas ainda aguardam reflexo no caixaO movimento de compradores rivalizou com o de trabalhadores retomando suas atividades. Por isso, muitas pessoas carregando sacolas eram lojistas e funcionários reabastecendo pontos de comércio reativados com a flexibilização. Foi o caso da cabeleireira Marta Emílio Moreira, de 53 anos. Logo cedo, ela desceu pelas lojas das ruas São Paulo e dos Caetés para comprar produtos para cabelos, pele e unhas das clientes.

'O ideal é usufruir tanto na área esportiva quanto na área financeira. Esse seria o melhor dos dois mundos e os clubes deveriam focar cada vez mais nessa questão'. O dirigente analisa que, em alguns casos, os clubes acabam queimando etapas para conseguir a venda o mais rápido possível e sanar pendências financeiras. 'Na maioria absoluta das vezes, essas vendas ficaram aquém do que poderiam ser realizadas se tivesse um desempenho dentro de campo. Porém, cada dirigente sabe a realidade do seu clube e onde isso afeta no seu dia a dia'.

No futebol, Chávare tem experiência com trabalhos voltados à captação e formação de atletas ao profissional. Em fevereiro, deixou a coordenação das categorias de base do Atlético Mineiro, depois de dois anos de serviços prestados, e se despediu após levantar a inédita taça de campeão Brasileiro Sub-20. Além da recente experiência no Galo, o dirigente trabalhou em dois gigantes do futebol brasileiro, São Paulo e Grêmio. Por esses clubes, ajudou na revelação de jogadores importantes, inclusive para a seleção brasileira, como o zagueiro Éder Militão (Real Madrid), o meia Arthur (Juventus) e os atacantes Everton (Benfica) e David Neres (Ajax).

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O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, segue uma linha de raciocínio semelhante em relação ao aproveitamento dos talentos da base na equipe principal antes de uma eventual venda. 'Quando o atleta consegue ter um nível de performance e minutagem no time profissional, isso o valoriza para ser vendido por um valor ainda maior. Ele dá algum retorno esportivo ao time de origem e consegue monetizar a venda. Esse é o timing perfeito. Retorno esportivo e depois financeiro'.

Na elite do futebol brasileiro, alguns clubes tentam retomar o protagonismo em relação a venda de atletas para o exterior e buscam a valorização das categorias de base. Paulo Bracks, diretor-executivo do Internacional, admite que essa é uma das metas do clube. 'O ideal é que, quando sai um atleta cria da casa, outro já esteja preparado para entrar. Mas esta linha de sucessão demanda um certo tempo e exige planejamento. Estamos trabalhando para isto todos os dias'.

Bracks também reconhece que a atual situação econômica dos clubes brasileiros é um fator que facilita ainda mais a saída precoce desses atletas. 'Em um cenário que a instituição esteja tranquila com suas finanças, é possível sustentar o assédio e cifras para decidir pelo melhor momento. Mas a maioria dos clubes brasileiros, hoje, estão à mercê da proposta', completa o dirigente.

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A arrecadação com venda de atletas costuma estar entre as prioridades de determinados clubes para atingir a receita planejada na temporada. No entanto, nem todos detêm a visibilidade necessária para atrair o interesse de compradores. O diretor-executivo Marcelo Segurado, com passagens por Goiás e Ceará, entende que só o talento dos jogadores não é o suficiente para chamar atenção de um grande clube europeu. Nesses casos, o peso da camisa também é relevante.

'Hoje, temos poucos clubes brasileiros com essa grife de exportação. Para as equipes de menor expressão, a alternativa buscada é de colocar suas promessas em instituições maiores, com mais visibilidade, para que eles possam resguardar um percentual de futura venda, lucrar com essas transações posteriores e também com projeto de formação'. argumenta o dirigente.

Segurado cita o Fluminense como um caso de sucesso no quesito de arrecadar com os talentos feitos em casa. No início do ano, o tricolor encaminhou a venda do atacante Kayke e do volante Metinho ao City Football Group, que administra o Manchester City, da Inglaterra. Os jovens, que só deixarão o tricolor em 2022, são dois dos principais destaques da “Geração de Sonhos” de Xerém, que conquistou o Brasileirão Sub-17.

Além do valor da transferência, as ações de marketing desenvolvidas pelos clubes, como venda de camisas, campanhas com torcedores, entre outras, também são alternativas para lucrarem com o poder de mídia dos atletas. Para Renê Salviano, ex-diretor comercial, marketing e novos negócios do Cruzeiro, e há mais de 20 anos com experiência no mercado, a necessidade de venda desses jogadores faz parte do negócio esportivo e, em alguns casos, as instituições precisam disso para sobreviver. 'Geralmente estas vendas acontecem em confidencialidade e com prazos que não possibilitam criar produtos, produzir e vender. Além do mais, é mais fácil criar produtos na chegada de um atleta do que na venda'.

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Marcelo Palaia, especialista em marketing esportivo, define os jogadores recém-promovidos ao profissional como um potencial menor de exploração comercial. 'Os mais novos possuem um potencial menor de exploração comercial, já que ainda não estão concretizados como ídolos. Sou a favor de boas propostas comerciais. Se os clubes vendem suas promessas por valores consideráveis e não temos como competir com o mercado internacional, que seja feito negócio', opinou.

Salviano acredita que o fortalecimento econômico dos clubes brasileiros é a única maneira para mudar esse cenário de saída precoce dos atletas para o exterior.

'Devemos fortalecer nosso futebol como um todo, com grande projeção internacional, principalmente com campeonatos transmitidos por todo o mundo, que conseguiremos mudar este cenário. Atualmente é necessário a venda precoce das joias pelo cenário que o futebol brasileiro vive, mas acredito que todos têm buscado a profissionalização para cada vez mais termos campeonatos fortes e nossas joias atuando aqui por mais tempo'.

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