Esportes Nova exposição do Museu do Futebol homenageia goleiros e põe Barbosa no centro do debate sobre o racismo

03:45  12 junho  2021
03:45  12 junho  2021 Fonte:   lance.com.br

Grêmio fica no empate com o La Equidad e perde os 100% na Sul-Americana

  Grêmio fica no empate com o La Equidad e perde os 100% na Sul-Americana Atuando com time sub-21, Imortal acaba não aproveitando as chances no jogo e placar não sofre alterações no Equador; adversário nas oitavas sairá de sorteioCom o resultado, o Tricolor, líder da chave, encerrou sua participação com 16 pontos, porém agora terá que esperar seu adversário no mata-mata através de um sorteio. Já a equipe colombiana, com o tropeço, fechou sua campanha na 3ª colocação somando 7 pontos.

Em nova exposição temporária do Museu do Futebol, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, a expressão "tempo de reação" ganha outra dimensão ao trazer o goleiro Moacyr Barbosa (1921-2000) para o centro do debate. A mostra abre ao público no dia 19 de junho no espaço físico do museu, localizado embaixo das arquibancadas do Pacaembu. Em 2021, comemora-se os 150 anos da posição de goleiro.

Barbosa dizia ter vivido uma 'prisão perpétua', tamanha a vilania que lhe foi imposta (Arte Lance!) © Barbosa dizia ter vivido uma 'prisão perpétua', tamanha a vilania que lhe foi imposta (Arte Lance!) Barbosa dizia ter vivido uma 'prisão perpétua', tamanha a vilania que lhe foi imposta (Arte Lance!)

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Museu olímpico de Atenas, uma viagem pela história dos Jogos

  Museu olímpico de Atenas, uma viagem pela história dos Jogos A dois passos do Estádio Olímpico de Atenas, um museu dedicado ao espírito e à história dos Jogos abre suas portas, no berço do olimpismo e semanas antes de Tóquio receber uma nova edição do evento. É "uma viagem única pela história e pelo espírito dos Jogos Olímpicos", comemora Maria Papaioannou, diretora do museu. "Ele foi pensado para oferecer ao visitante uma experiência pessoal incomparável", conta à AFP. O museu propõe uma visita cronológica que traça a evolução dos Jogos, desde a Antiguidade até os dias de hoje.

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O arqueiro teve uma longa trajetória profissional, com grande sucesso nos times em que atuou, mas a memória sobre sua carreira é ainda aprisionada à derrota do Brasil na Copa do Mundo de 1950. No ano em que completaria 100 anos, ele tem sua trajetória recontada sob outra perspectiva.

Com o auxílio das lembranças e do acervo preservados por Tereza Borba, sua filha adotiva, os curadores problematizam a narrativa hegemônica da responsabilização do goleiro pelo "Maracanazo". A partir daí, discutem-se também as consequências dessa narrativa para a história do futebol e para a trajetória do próprio Barbosa, evidências do racismo que estrutura o futebol e a sociedade. As reflexões e debates propostos pela mostra convidam o público a agir para mudar essa estrutura - pois o “tempo de reação” ao racismo é agora.

Jorginho decide no fim, e Ceará vence Grêmio na estreia do Brasileirão

  Jorginho decide no fim, e Ceará vence Grêmio na estreia do Brasileirão Vozão abriu vantagem na etapa inicial, viu o tricolor gaúcho buscar o placar, mas contou com o brilho do camisa 16 nos acréscimosAmbas equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira (2), mas pela Copa do Brasil. O Ceará tem pela frente o Fortaleza, atuando como visitante no clássico que promete ser a revanche da final do Campeonato Cearense, às 19h. Por outro lado, o Grêmio recebe o Brasiliense, em Porto Alegre, às 16h30.

A mostra é um ponto de inflexão na agenda antirracista assumida pelo Museu do Futebol desde sua fundação, e que se aprofunda agora ante acontecimentos de 2020, como o movimento Vidas Negras Importam. “Tempo de Reação - 100 anos do goleiro Barbosa” conta com patrocínio do SporTV, e com apoio da EMS Farmacêutica por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem como parceiro a Poker Esportes e consultoria de conteúdo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, Coletivo Pretaria e Malik Esporte e Cultura.

A curadoria foi um processo participativo, envolvendo especialistas e representantes de diferentes setores do Museu do Futebol. Ao todo, cerca de 50 pessoas foram consultadas em seis meses de trabalho, que teve a coordenação da antropóloga Daniela Alfonsi e a consultoria de Marcelo Carvalho, do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, e do ex-atleta do taekwondo e membro da comissão de atletas do COB, Diogo Silva.

Internacional sai na frente, mas vê Sport buscar o empate pelo Brasileirão

  Internacional sai na frente, mas vê Sport buscar o empate pelo Brasileirão Colorado dominou o jogo durante a etapa inicial, porém Leão da Ilha buscou o resultado no segundo tempoEntrando direto na 3ª fase da Copa do Brasil, o Internacional estreia no torneio na próxima quinta-feira (3), quando visita o Vitória, no estádio do Barradão, às 19h. Por outro lado, já eliminado na copa nacional, o Sport só volta a campo no domingo (6), quando enfrenta o Atlético-MG, na Ilha do Retiro, às 20h30, pelo Campeonato Brasileiro.

Toda a pesquisa foi conduzida pelo historiador Marcel Tonini juntamente com a equipe do Centro de Referência do Futebol Brasileiro, núcleo do museu responsável pelos acervos e levantamentos.

A exposição reúne extensa pesquisa feita a partir de entrevistas com especialistas, jornalistas, goleiros e biógrafos, conteúdo do Centro de Memória do Vasco e do acervo pessoal da família Barbosa, que foi digitalizado e será disponibilizado ao público pelo Museu do Futebol. A partir de fotos da carreira de Barbosa e áudios de entrevistas que ele concedeu ao longo da carreira, um vídeo exclusivo revisita sua trajetória, com comentários do ex-goleiro Aranha.

Dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, mapa de ações de combate ao racismo no futebol e um manifesto antirracista permeiam o espaço expositivo.

História e interatividade - A exposição também apresenta histórias e curiosidades sobre a posição do goleiro e sua evolução ao longo das décadas, além de, claro, muitas defesas espetaculares. Zetti, Jefferson, Thaís Picarte, Luciana, Carla e vários outros goleiros e goleiras dão depoimentos nos vídeos expostos ao longo da exposição.

Árbitro de 4 de Julho x São Paulo foi suspenso pela Federação do RN no último domingo após erro em final

  Árbitro de 4 de Julho x São Paulo foi suspenso pela Federação do RN no último domingo após erro em final Zandick Gondim foi afastado pela FNF após marcar de, maneira equivocada, um pênalti a favor do ABC, que resultou no gol do título da equipe diante do Santa CruzGondim, foi suspenso no último domingo (30) pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol por um erro na final do segundo turno do Campeonato Potiguar.

As experiências interativas, que são uma marca do Museu do Futebol, também estão presentes na mostra. Na instalação “Visão a Contracampo”, o público se coloca sob uma trave de tamanho oficial, como se fosse o goleiro. À sua frente, numa tela de dez metros de largura, o visitante-goleiro vê os jogadores do time adversário pressionando a defesa, em jogadas em movimento, cobrança de falta e de pênalti.

Em outra instalação interativa, a “Rádio Grande Área”, o visitante escolhe uma defesa memorável de Jefferson, Dida ou Bárbara, das seleções brasileiras, para gravar uma narração em áudio, como se fosse um locutor de rádio. O material é enviado ao visitante por email, na sequência. Detalhe importante: por conta da pandemia de coronavírus, a instalação funciona por comando no celular do visitante, sem toque em nenhum equipamento do museu.

Raridades - Entre os objetos expostos, como fotografias de Barbosa, luvas de Aranha e das goleiras Thaís e Monique, e camisas de goleiro clássicas, destaca-se um pedaço das traves utilizadas no Maracanã na Copa do Mundo de 1950. Feitas de madeira e com quinas quadradas, as balizas que testemunharam o “Maracanazo” foram substituídas em 1968 para atender ao novo requisito que previa traves cilíndricas e de ferro nos campos oficiais.

O músico de Vinicius e Toquinho que faria 80 anos e desapareceu na ditadura argentina

  O músico de Vinicius e Toquinho que faria 80 anos e desapareceu na ditadura argentina Pianista Francisco Cerqueira Tenório Júnior, o Tenorinho, nunca mais foi visto depois de show em Buenos Aires, em 1976. Seu sumiço e como este se relaciona à ditadura argentina nunca foram totalmente esclarecidos, mas sua família ainda considera entrar em mais uma luta judicial para que ele seja reconhecido como vítima.Eram tempos de perseguições, sequestros, torturas e mortes de opositores na Argentina e no Brasil. Mas o caso do músico Francisco Cerqueira Tenório Júnior, o Tenorinho, é também intrigante porque ele não tinha atividades políticas, segundo pessoas próximas. Seu destino, como o de outras vítimas daquele período atroz, ainda tem várias lacunas.

Os gestores do Maracanã chamaram Barbosa e a imprensa para marcar a troca e registrar o momento em que o goleiro tirou com as próprias mãos a trave que o abrigou em momentos marcantes de sua carreira.

Reza a lenda, alimentada por jornalistas da época, que uma das balizas ficou com Barbosa e ele a teria queimado anos depois como lenha para churrasco. O certo é que a outra seguiu para a pequena cidade de Muzambinho, no interior de Minas Gerais, e foi utilizada no campo amador da cidade até virar acervo da Casa de Cultura local. Este pedaço, doado pela instituição a Tereza Borba em 2014, agora será exibido na nova exposição do Museu do Futebol.

“O tempo, mais do que nunca, é de reação.

A atitude antirracista de cada um de nós

deve ser como estar em campo

buscando os melhores ângulos

para uma partida justa e épica.”

(Trecho do manifesto da exposição Tempo de Reação)

SERVIÇO

O funcionamento do Museu do Futebol pode ser alterado em função das medidas de prevenção ao coronavírus estabelecidas pelo Governo do Estado de São Paulo. Consulte o site para informações atualizadas: www.museudofutebol.org.br

Museu do Futebol

Estádio do Pacaembu - Praça Charles Miller, s/n, São Paulo

De terça a domingo, das 11h às 18h (entrada até 17h)

Ingressos: www.museudofutebol.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 20,00 Inteira | R$ 10,00 Meia

Acesso exclusivamente mediante compra antecipada com horário marcado.

Crianças até 7 anos não pagam.

Entrada gratuita para todos às terças-feiras (é obrigatória a emissão antecipada de ingresso pelo site).

Caso Lázaro expõe racismo crônico com associação de religiões negras ao satanismo .
Enquanto o Brasil presencia uma perseguição contra um criminoso digna de filmes policiais, a Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) e parte da mídia parecem estar seguindo uma pista cega, construída com base em preconceitos ao invés de fatos. Fotos de um assentamento de Candomblé foram associadas, de forma preconceituosa, com rituais satânicos e o argumento agora determina uma suposta característica do baiano Lázaro Barbosa, de 32 anos, que está sendo procurado por ser suspeito da chacina que vitimou uma família em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.

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