Esportes Imbatíveis! Martine e Kahena levam o ouro nos Jogos de Tóquio e selam o bicampeonato olímpico na 49erFX

07:47  03 agosto  2021
07:47  03 agosto  2021 Fonte:   lance.com.br

Vela: Mais brasileiros entram em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio

  Vela: Mais brasileiros entram em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio Estreias das campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze (49erFx) marcam terceiro dia de regatas em Enoshima, nesta terça-feira+ Brasil x Zâmbia: saiba onde assistir e as prováveis escalações da partida da Seleção feminina nos Jogos Olímpicos

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram nesta terça-feira o bicampeonato olímpico na classe 49erFX. As velejadoras terminaram a regata da medalha em Tóquio na terceira colocação, o que foi suficiente para decretarem a primeira colocação geral e a 12ª medalha da delegação verde e amarela no Japão.

Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram a prata nos Jogos de Tóquio (FOTO: Olivier MORIN / AFP) © Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram a prata nos Jogos de Tóquio (FOTO: Olivier MORIN / AFP) Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram a prata nos Jogos de Tóquio (FOTO: Olivier MORIN / AFP)

A prata ficou com as alemães Tina Lutz Susann Beucke, enquanto o bronze acabou nas mãos das holandesas Annemiek Bekkering Annette Duetz.

Vela: Martine e Kahena sobem para terceira posição, mas Scheidt cai para sexto na classificação geral

  Vela: Martine e Kahena sobem para terceira posição, mas Scheidt cai para sexto na classificação geral Os iatistas brasileiros competiram na classe 49er FX e Laser nos Jogos Olímpicos de Tóquio na madrugada desta sexta-feira (30) e seguem no sábado. As classes competem em dez regatas, e os 10 melhores barcos de classificam pra a medal race, a regata da medalha. © Martine e Kahena ao lado de Torben Grael. Detalhes podem fazer a diferença em Tóquio (Foto: World Sa... Martine e Kahena ao lado de Torben Grael. Detalhes podem fazer a diferença em Tóquio (Foto: World Sailing) 470No feminino, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram em sétimo e sexto lugar nas regatas de hoje.

A vela brasileira mantém assim a tradição de ir ao pódio nos Jogos. Esta foi a 19ª medalha do Brasil em Olimpíadas: foram até hoje oito ouros, três pratas e oito bronzes. É o esporte que mais rendeu medalhas de ouro ao país no evento.

A medal race de todas as categorias tem pontuação dobrada e não há descarte. Na Rio-2016, Martine e Kahena venceram a regata da medalha e saíram com o inédito ouro para a vela feminina brasileira.

As brasileiras chegaram ao Japão com status de favoritas e mantiveram a regularidade durante toda a semana, para escrever mais um capítulo da vitoriosa parceria.

Martine é filha do bicampeão olímpico Torben Grael, e começou a velejar com quatro anos de idade pelo Rio Yacht Club. Kahena também é filha de um velejador campeão mundial, Claudio Künze. Elas se conheceram no início da adolescência, aos 13 anos, e começaram a participar de competições em barcos diferentes.

Depois de conseguirem o ouro em 2016, foram vice-campeãs mundiais em 2017, repetindo o feito de 2013 e 2015. Venceram o Campeonato Mundial de Classes Olímpicas em Aarhus, na Dinamarca, em 2018, e com isso se classificaram para Olimpíada de Tóquio-2020. Tudo isso mesmo com as duas afastadas da 49erFX por uma temporada para que Martine competisse na Volvo Ocean Race.

Já em 2019, elas venceram a etapa da Copa do Mundo disputada em Miami e, no mesmo ano, foram campeãs dos Jogos Pan-Americanos de Lima. No ano seguinte, a dupla foi vencedora do evento-teste que aconteceu em Tóquio, antes do início da pandemia.

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Irmãos Grael veem o legado da família continuar com o bicampeonato de Martine; Bernardinho saiu do comando do vôlei masculino, mas tem Bruninho em Tóquio buscando a segunda medalha de ouro olímpica na carreiraA família Grael tem história na vela e também em Olimpíadas. No total, são nove medalhas olímpicas, contando as façanhas dos irmãos Torben e Lars, além de Martine, bicampeã da categoria 49er FX em Tóquio. Quem também sabe o que é vencer em Jogos Olímpicos é Bernardinho, ex-técnico da seleção brasileira de vôlei (feminina e masculina) e próximo comandante da França, visando a Olimpíada de 2024, em Paris.

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