Esportes Brasil chega a 22 ouros em dia com mais medalhas nas Paralimpíadas

20:41  04 setembro  2021
20:41  04 setembro  2021 Fonte:   folha.uol.com.br

Rodrigo Pessoa é homenageado na coleção 'Grandes Ídolos do Esporte'

  Rodrigo Pessoa é homenageado na coleção 'Grandes Ídolos do Esporte' Coleção, lançada pela Casa da Moeda do Brasil em parceria com a Memorabília do Esporte, homenageia principal nome do hipismo do país, medalha de ouro em Atenas-2004- É uma grande honra para mim poder fazer parte desse excepcional grupo de atletas, em estar sendo homenageado com essa coleção de medalhas, o que é único. Tenho certeza de que essas medalhas serão belíssimas lembranças para os colecionadores e fãs de esportes - afirmou Rodrigo Pessoa, que vai integrar a equipe de saltos no Japão, sua sétima participação olímpica.

No penúltimo dia das Paralimpíadas de Tóquio-2020, o Brasil alcançou o seu recorde de medalhas de ouro conquistadas em uma edição dos Jogos.

O pentacampeonato no futebol de 5, na manhã deste sábado (4), foi a 22ª medalha dourada do país no Japão, superando as 21 de Londres-2012.

Após a frustração com o ouro revogado de Thiago Paulino no arremesso do peso, os brasileiros puderam comemorar também o título de Fernando Rufino na canoagem, o 21º do Brasil em Tóquio, ainda na noite de sexta (3).

Foram mais 10 medalhas no total, maior número de um dia de competições em Tóquio. Agora, o Brasil soma 71 (22 ouros, 19 pratas e 30 bronzes), na sétima posição do quadro geral, e está a 1 do recorde de 72 obtido no Rio-2016.

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  Brasil supera campanha de Londres e faz história nos Jogos Paralímpicos. de Tóquio. Veja o resumo! País soma 71 medalhas nos Jogos de Tóquio, com 22 ouros, 19 pratas e 30 bronzes, e permanece na sétima colocação no quadro geral de medalhas. A China lidera , com 93 ouros e 200 medalhas, com a Grã-Bretanha em seguida, com 122 medalhas, sendo 41 de ouro, e o Comitê Paralímpico Russo em terceiro lugar, com 36 medalhas de ouro e um total de 117 medalhas.

Nos 200 m classe T11, Thalita Simplício levou a prata, e Jerusa Geber, o bronze. Outro dobradinha de prata e bronze foi nos 400 m T47, com Thomaz Moraes e Petrúcio Ferreira.

Além disso, Giovane de Paula faturou a prata na canoagem e Ricardo Gomes foi bronze nos 200 m classe T37. A seleção feminina de vôlei sentado também alcançou o bronze, assim como Débora Menezes no taekwondo.

Na noite deste sábado, as últimas chances de igualar as 72 medalhas, além de buscar uma inédita sexta posição no quadro, estarão nas maratonas e no badminton.

Penta no futebol de 5 diante da Argentina

O Brasil manteve o seu domínio histórico no futebol de 5 e conquistou o pentacampeonato das Paralimpíadas em cinco edições com a disputa do esporte.

Na decisão de Tóquio-2020, a seleção brasileira venceu a Argentina por 1 a 0, gol de Nonato a sete minutos do fim da partida.

Gabriel Araújo brilha nos 50m costas e conquista mais uma medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos

  Gabriel Araújo brilha nos 50m costas e conquista mais uma medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos Atleta brasileiro da classe S2 liderou a final de ponta a ponta e venceu com tempo de 53s96+ Carol Santiago garante o terceiro ouro nas Paralimpíadas, e Brasil supera campanha nos Jogos do Rio

Em Tóquio, além do ouro, o Brasil manteve a sua invencibilidade de 27 partidas nos Jogos (21 vitórias e 6 empates).

Fernando Rufino ganha 1º ouro da canoagem, que fecha com 3 medalhas

Fernando Rufino, 36, conquistou uma inédita medalha de ouro na canoagem, no va'a masculino da classe VL2 (com uso de braços e tronco na remada). Ele terminou a prova de 200 metros com a melhor marca da história, em 53s077.

O sul-mato-grossense de Itaquiraí liderou a prova com folga desde a largada. Ele imprimiu um ritmo forte e não deu chance aos adversários.

"Este ouro eu dedico ao ano difícil de pandemia que as pessoas tiveram. Eu dedico a todos que perderam pessoas queridas, eu perdi gente que amava. Este ouro é uma forma de alegrar o povo. O brasileiro é um povo lutador e vibrou comigo", disse Fernando, conhecido como "peão". "A vida de peão está no meu sangue. Sou um sertanejo paralímpico", brincou.

Nos Jogos do Rio-2016, quando a canoagem estreou nas Paralimpíadas, o atleta foi cortado por problemas cardíacos.

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  Rayssa Leal: a Fadinha brasileira que voou pela medalha olímpica de prata Brasileira se tornou a sétima atleta mais jovem da história dos Jogos Olímpicos a subir no pódio. Em seis anos, fenômeno viralizou e virou estrela do skate nacionalComo viralizou nas redes?

Giovane de Paula, 23, foi prata na classe VL3 (com uso de braços, tronco e pernas na remada). O paranaense de Apucarana passou parte da prova em terceiro, mas conseguiu ultrapassar o canoísta britânico Stuart Wood e conquistou a segunda posição.

No dia anterior, Luís Carlos Cardoso já havia sido prata no caiaque KL1, totalizando três medalhas para o país no esporte em Tóquio. No Rio, a canoagem teve um bronze.

Duas dobradinhas de prata e bronze no atletismo

O Brasil tinha chances de ir ao pódio com duas dobradinhas em provas de pista neste sábado (4).

Na primeira delas, Thalita Simplício, 24, cravou a mesma marca da chinesa Liu Cuiqing na final dos 200 m classe T11 (atletas cegos), com 24s94, mas acabou com a medalha de prata por ter ficado 4 milésimos atrás. Thalita foi auxiliada pelo guia Felipe Veloso.

"Com certeza, hoje, minha cabeça era correr mais rápido para chegar mais rápido em casa. Mas demos o melhor", brincou Thalita, em entrevista ao SporTV.

Nas Paralimpíadas de Tóquio, a potiguar já havia conquistado a prata nos 400 m T11, quando também perdeu para Cuiqing na final. Nos 100 m, ela foi desclassificada após a cordinha que a unia ao guia arrebentar nos últimos metros.

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A outra brasileira na prova, Jerusa Geber dos Santos, 39, com o guia Gabriel Garcia, levou o bronze na prova ao cravar 25s19. A acriana também acabou fora dos 100 m após a corda arrebentar, no começo da prova.

Na sequência, Thomaz Ruan de Moraes, 20, e Petrúcio Ferreira, 24, conquistaram respectivamente a prata e o bronze na final dos 400 m classe T47 (atletas amputados de braço). Moraes fez a marca de 47s87, a melhor de sua carreira. Já Petrúcio terminou em 48s04.

"Isso é muito legal. Como falei, todo pódio, de qualquer forma, é importante. Não é bem a minha prova. Estou entre os três melhores do mundo em uma prova que não é a minha", comemorou o Petrucio.

O ouro ficou com o marroquino Ayoub Sadni, que cravou 47s38, novo recorde mundial e vibrou junto com o paraibano após a linha de chegada.

Moraes, natural de Jundiaí (SP), fez sua estreia em Paralimpíadas com a medalha de prata.

Ainda na sexta, Ricardo Gomes de Mendonça, 31, conquistou a medalha de bronze nos 200 m da classe T37 (paralisados cerebrais andantes). Ele terminou a prova em terceiro, com o tempo de 22s62.

Novato em Paralimpíadas, o atleta nascido em Natividade (RJ) começou no esporte adaptado em 2019.

Débora leva a prata no taekwondo, que também fecha com 3 medalhas

Débora Menezes, 31, conquistou a prata no taekwondo categoria acima de 58 kg classe K44 (atletas com amputação unilateral nos braços). Na final, ela perdeu para a uzbeque Guljonoy Naimova por 8 a 4.

Daniel Dias, maior atleta do Brasil nas Paralimpíadas, se aposenta com 27 medalhas

  Daniel Dias, maior atleta do Brasil nas Paralimpíadas, se aposenta com 27 medalhas SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Acostumado a sair com pelo menos quatro medalhas de ouro dos Jogos Paralímpicos, Daniel Dias precisou moderar suas expectativas para Tóquio-2020. O atleta de 33 anos teria que se esforçar como nunca para buscar os melhores resultados possíveis, na inédita situação de não ser favorito em nenhuma das seis provas que nadou no Japão. Assim o fez até as últimas braçadas e pernadas nos 50 metros nado livre classe S5, que teve sua final disputada na manhã desta quarta-feira (1º) e marcou a despedida do brasileiro das piscinas com o quarto lugar.

Débora nasceu com uma má-formação abaixo do cotovelo direito. Ela descobriu o esporte paralímpico na reta final da graduação em Educação Física.

Antes de praticar taekwondo, a atleta tentou diversas outras modalidades: futsal, vôlei sentado e atletismo.

"A prova com que eu mais me identifiquei foi o lançamento do dardo. Eu tive uma passagem bem breve, de seis meses, mas que me mostrou o que eu podia fazer dentro do esporte com a minha dedicação", contou a lutadora ao jornal Folha de S.Paulo antes de sua participação.

Em 2019, a paulistana tornou-se campeã no Mundial em Antalya, na Turquia, derrotanto Naimova na final.

Após sofrer uma lesão no joelho, ela poderia ficar fora das Paralimpíadas de Tóquio. Mas o adiamento dos Jogos em um ano deu tempo de recuperação para a lutadora.

A prata de Débora se soma ao ouro de Nathan Torquato e ao bronze de Silvana Fernandes. Os três representantes do país na estreia paralímpica do esporte foram ao pódio.

Seleção feminina de vôlei repete o bronze de 2016

A seleção brasileira feminina ficou com a medalha de bronze no vôlei sentado ao vencer o Canadá por 3 sets a 1 (25/15, 24/26, 26/24 e 25/14). Com isso, o Brasil repete a posição que havia obtido nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016.

Na fase de grupos, a equipe nacional havia vencido as canadenses por 3 sets a 2. Na disputa da medalha, o Brasil levou menos sustos para chegar à sua segunda conquista na modalidade.

Em Tóquio, atletismo e natação mantêm tradição e garantem 41 pódios para o Brasil na Paralimpíada .
Até o nono dia dos Jogos, os dois esportes juntos renderam 283 medalhas aos atletas brasileiros na história da competição e disputam palmo a palmo as conquistas nas ediçõesQuer se manter informado, ter acesso a mais de 60 colunistas e reportagens exclusivas?Assine o Estadão aqui!

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