Esportes Adriano circulava de fuzil e dava medo, relatam moradores de Esplanada

01:36  13 fevereiro  2020
01:36  13 fevereiro  2020 Fonte:   msn.com

Vizinhança da família que abrigou capitão Adriano vive clima tenso

  Vizinhança da família que abrigou capitão Adriano vive clima tenso Vizinhança da família que abrigou capitão Adriano vive clima tensoLeandro Guimarães é uma espécie de celebridade local, por causa das vaquejadas que organiza em Esplanada, município de menos de 30 mil habitantes no litoral norte da Bahia. Pertence a uma família abastada que, além de promover vaquejadas com prêmios de mais de R$ 100 mil, tem atuação política em Pojuca. Nas duas cidades, os Guimarães são figuras conhecidas. Para descobrir onde moram, basta pedir informação a qualquer um em posto de gasolina, lanchonete ou na beira da estrada. Todos sabem.

“ Eu fiquei com meus filhos dentro de casa orando pra que nada acontecesse. Na zona do sítio onde o miliciano Adriano da Nóbrega foi morto os moradores não parecem ter tomado medidas para aumentar a segurança de suas casas, apesar da declarações de apreensão e medo .

Em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, os moradores não aguentam mais a falta de segurança. O medo de assaltos é presente e é difícil encontrar

O cenário da casa em que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto no último domingo, 9, ainda guarda vestígios do desespero em que ele estava antes da operação policial que o encurralou. Localizado à beira de uma estradinha em Esplanada, na região do litoral norte da Bahia, o imóvel de dois quartos, visitado pelo Estado nesta quarta-feira, 12, ainda tem vestígios deixados pelo ex-policial. Manchas espessas de sangue sujam o chão da sala e deixam rastros até a saída. Na residência vizinha, a simplicidade do local é ilustrada por um cartaz: “Vende-se geladinho” - ou “sacolé”, para cariocas como Adriano.

Adriano circulava de fuzil e dava medo, relatam moradores de Esplanada

  Adriano circulava de fuzil e dava medo, relatam moradores de Esplanada Adriano circulava de fuzil e dava medo, relatam moradores de EsplanadaAlém do sangue, há na casa um colchão de solteiro sem lençol, roupas desarrumadas e uma quantidade abundante de remédios. Sobre a mesa da sala, doze pães sem embalagem, sobrevoados por moscas. O outro quarto está cheio de fibra alimentar para gado. A casa, que pertence ao vereador Gilson de Dedé (PSL), tem sete janelas. Em uma delas se vê uma marca que parece ser de bala, apesar de a polícia ainda não confirmar oficialmente.

Moradores relatam medo de sair às ruas. Secretário da Segurança confirma que é a maior chacina do Ceará. Um outro morador , que preferiu não se identificar, disse que os suspeitos estavam armados com pistolas e fuzis , usando coletes e balaclavas.

Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um determinado assunto. Traz dados , estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.

Além do sangue, há na casa um colchão de solteiro sem lençol, roupas desarrumadas e uma quantidade abundante de remédios. Sobre a mesa da sala, doze pães sem embalagem, sobrevoados por moscas. O outro quarto está cheio de fibra alimentar para gado. A casa, que pertence ao vereador Gilson de Dedé (PSL), tem sete janelas. Em uma delas se vê uma marca que parece ser de bala, apesar de a polícia ainda não confirmar oficialmente.

Uma camiseta de Adriano ocupa o topo da pilha de roupas encontrada no quarto em que o miliciano ficou. A peça de roupa tem os dizeres “Vaqueiro & caveira & rico & meu tio”, com as palavras na vertical. O livro As 48 Leis do Poder, do escritor norte-americano Robert Greene, estava sobre o colchão.

Na região, cercada por construções humildes, vigora a lei informal do silêncio. A morte do miliciano ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que estava foragido da Justiça do Rio desde janeiro de 2019, deixou a população local aflita. Com medo de represálias, moradores desconversam quando lhes perguntam onde estavam na hora da operação de domingo. Os poucos que falam o fazem sob anonimato. Sem saber bem do que Adriano é acusado, os esplanadenses ficaram surpresos com a repercussão nacional do caso. A morte agitou a cidade de menos de 30 mil habitantes, que tem uma réplica - não muito exata - do Cristo Redentor, símbolo maior do Rio.

Justiça da Bahia proíbe cremação de capitão Adriano

  Justiça da Bahia proíbe cremação de capitão Adriano Justiça da Bahia proíbe cremação de capitão AdrianoO pedido havia sido feito pelos promotores de justiça Dario Kist e Gilber de Oliveira após o juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, determinar na segunda-feira, 17 que não é mais necessário conservar o corpo do ex-policial.

Baianos sofrem golpes aplicados por bandidos via aplicativo de conversa. Dois moradores de Salvador relataram que tiveram o aplicativo de troca de mensagens clonado por criminosos e, que, após isso, pessoas que eles tinham como contato no app foram vítimas de golpes.

De acordo com a vizinhança, uma guerra de facções tem causado medo e eles já temem Um vídeo que circula nas redes sociais, e que o CORREIO teve acesso O CORREIO esteve no Hospital Menandro de Farias, e verificou que os quatro homens deram entrada na unidade sem identificação.

“Só se fala disso”, comentou o garçom de um restaurante no Centro, referindo-se à morte do ex-policial.

A mais de 1.600 quilômetros dali, no Rio, Adriano é acusado de atuar como chefe da milícia Escritório do Crime, citada nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco. O ex-capitão do Bope também é mencionado na apuração da prática de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Ele se beneficiaria do esquema por intermédio da ex-mulher, que trabalhava para o parlamentar. A mãe do miliciano também teve cargo lá.

A simplicidade e a bagunça da casa em que Adriano foi morto contrastam com a fazenda na qual passou a última semana de vida. Ficou nela até antes de partir, na noite anterior à morte, para a casa onde foi baleado pela Polícia. Pertencente a Leandro Guimarães, homem conhecido pelas vaquejadas que organiza em Esplanada, o território é vasto e repleto de gado, coqueiros e montanhas.

Polícia apura se miliciano morto mantinha uma ‘rede de proteção'

  Polícia apura se miliciano morto mantinha uma ‘rede de proteção' Polícia apura se miliciano morto mantinha uma ‘rede de proteção'Foragido da Justiça desde janeiro de 2019, ele estava em território baiano havia, no mínimo, um mês e meio. Era investigado no Rio por supostamente chefiar a milícia Escritório do Crime. A quadrilha, suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, explora comunidades pobres, promove extorsões e comete homicídios por encomenda, entre outros delitos.

👍 Quando Dava Medo Da Seleção Brasileira com Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Kaká, Adriano Relembrando uma grande partida da seleção mais temida contra a

Perfis dos moradores de rua. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, podemos traçar o perfil das pessoas Além desses projetos, qualquer pessoa pode ajudar um morador de rua que esteja precisando de auxílio.

Fica ali o Parque Gilton Guimarães, uma herança de família que hoje é controlada por Leandro. Ele vive no espaço com a mulher e a filha. Nos últimos dias, contudo, desde que foi preso pela Polícia e depois solto pela Justiça, ninguém sabe para onde foram Leandro e os Guimarães.

“Nunca mais vi. Só estou cumprindo minhas funções, que já sei ‘de cabeça’”, disse um empregado da fazenda, que preferiu não se identificar.

O funcionário conta que por duas vezes viu Adriano, que classificou como um homem “que era grande” e “dava medo”. O ex-PM estava, em uma das ocasiões, a cavalo; na outra, a pé. “Era muito fechado, só falava com o patrão”, comentou. Colegas dele lhe relataram ter visto o forasteiro em situações distintas, como na última vaquejada organizada por Guimarães, em janeiro deste ano. Também há relatos de que o chefe do Escritório do Crime portava fuzil enquanto passeava pelo terreno.

A polícia da Bahia investiga quão importante era Guimarães na rede de proteção a Adriano no Estado. Os investigadores apuram ainda a suposta lavagem de dinheiro praticada pelo miliciano por meio de compra de terra e gado na região.

Retorno de Tardelli, Caio Henrique apresentado e Fogão de treinador novo… Confira o vaivém desta quarta-feira

  Retorno de Tardelli, Caio Henrique apresentado e Fogão de treinador novo… Confira o vaivém desta quarta-feira Retorno de Tardelli, Caio Henrique apresentado e Fogão de treinador novo… Confira o vaivém desta quarta-feira

Boletim de TV - Leandro Mazzini - Rede Mais. Anvisa reforça proteção em trabalhadores de portos e aeroportos. Com novos casos suspeitos de coronavírus em seis estados, a Agência Nacional de Vigilância

Vídeo oficial de " Medo de Amar Nº3" de Adriana Calcanhotto. Você diz que eu te desprezo Que eu me comporto muito mal Também diz que eu nunca rezo Ainda me chama de animal.

Preso pouco antes de o miliciano ter sido morto, Guimarães foi solto por decisão nesta terça-feira, 11, da Justiça baiana, que reconheceu o direito dele de responder em liberdade. Os investigadores haviam pedido a prisão preventiva - ou seja, sem tempo determinado. A Justiça negou.

Operação

Além de entrar na casa, cuja porta estava aberta, e visitar a fazenda, o Estado também acompanhou, na tarde desta quarta-feira, 12, diligências feitas pelo promotor Dario Kist, do Ministério Público da Bahia. Após o advogado de Adriano, Paulo Emilio Catta Preta, ter dito que o miliciano tinha “certeza” de que não queriam prendê-lo - e sim matá-lo -, muitos questionamentos foram feitos aos policiais. Há preocupação com a versão de que a morte do ex-oficial da PM do Rio foi “queima de arquivo”.

A Polícia não permitiu que repórteres acompanhassem as diligências do promotor, que foi à fazenda e à casa em que Adriano foi morto. Quando o MP já estava quase no fim da segunda visita, quatro agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) chegaram e entraram na casa. Além deles, três homens à paisana - um deles encapuzado - acompanharam a diligência. Perguntados sobre de onde eram, não responderam. Tampouco o fez o promotor.

Kist explicou que o MP, no momento, trabalha com a versão oficial da polícia: houve resistência (a tiros) por parte de Adriano. Por isso, segundo os agentes, ele foi morto. O que embasa a versão, até aqui, são as marcas de duas balas num escudo policial.

“Existem indícios. O Ministério Público entende que houve resistência porque o escudo que a polícia utilizava foi alvejado. Isso reflete, em linha de tese, indícios de que houve resistência”, apontou o promotor. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia informou no final da tarde de quarta, 12, que está analisando o escudo.

O DPT também anunciou que a necropsia no corpo de Adriano identificou duas perfurações por arma de fogo: uma entre o pescoço e a clavícula, e outra no tórax.

Fotos levantam suspeita de que miliciano foi executado, e não morto em confronto .
Fotos levantam suspeita de que miliciano foi executado, e não morto em confrontoAs imagens mostram marcas no peito, no tórax, na testa e no queixo do ex-policial militar, que era apontado como chefe da milícia do Rio das Pedras e do chamado “Escritório do Crime”, investigado no inquérito que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais
usr: 53
Isto é interessante!