Meio Ambiente: Governo orienta embaixadas a defender políticas de Bolsonaro para Amazônia - PressFrom - Brasil

Meio AmbienteGoverno orienta embaixadas a defender políticas de Bolsonaro para Amazônia

01:55  24 agosto  2019
01:55  24 agosto  2019 Fonte:   exame.abril.com.br

Noruega bloqueia € 30 milhões de Fundo Amazônia

Noruega bloqueia € 30 milhões de Fundo Amazônia A Noruega, principal mecenas da proteção da floresta amazônica, anunciou nesta quinta-feira (15) o bloqueio de € 30 milhões em subvenções destinadas ao Brasil. A justificativa é uma ausência de vontade de interromper o desmatamento. O rico país escandinavo critica o Brasil pour ter “rompido o acordo” com os doadores do Fundo Amazônia, para o qual Oslo transferiu cerca de € 828 milhões desde a sua criação, em 2008. “O Brasil quebrou o pacto com a Noruega e com a Alemanha desde que suspendeu o conselho de administração e o comitê técnico do Fundo”, declarou o ministro do Meio Ambiente e do Clima, Ola Elvestuen, ao jornal Dagens Naeringsliv (DN).

No texto, governo diz que mudanças no Fundo Amazônia ocorreram para torná-lo 'mais eficaz'; leia íntegra do documento.

Intenção de Bolsonaro de indicar filho para embaixada nos EUA gera críticas. "Uma posição enviesada que não se deve esperar de um embaixador, que deve sempre defender o interesse do país Floresta ameaçada. Alertas de desmatamento na Amazônia sobem 203% entre junho e agosto.

Governo orienta embaixadas a defender políticas de Bolsonaro para Amazônia© Luoman/Getty Images Amazônia: bioma tornou-se destaque no mundo por conta de incêndios e dados de desmatamento

O governo brasileiro enviou a postos diplomáticos no exterior uma circular com orientações para temas sensíveis ao governo como desmatamento, Amazônia, agricultura e meio ambiente. O documento foi enviado em meio a críticas no Brasil e no exterior sobre a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, que podem colocar em risco o acordo entre Mercosul e União Europeia.

No documento, o governo destaca o Fundo Amazônia, financiado majoritariamente por Noruega e Alemanha, como um “mecanismo que se mostrou ineficaz para controlar o desmatamento”. “As mudanças propostas pelo governo brasileiro não têm por objetivo acabar com o Fundo, e sim torná-lo mais eficaz”, diz trecho do documento.

Bolsonaro dispara contra Noruega: ‘Não é aquela que mata baleia?’

Bolsonaro dispara contra Noruega: ‘Não é aquela que mata baleia?’ País congelou repasses ao Fundo Amazônia. 'Não tem nada a dar exemplo a nós', disse

Documento traz a defesa do governo Bolsonaro sobre dois assuntos que ganharam grande destaque no cenário político internacional nos últimos meses: a gestão do Fundo Amazônia e o desmatamento. Erro ao carregar o recurso de vídeo.

Governo orienta embaixadas a defender imagem do Brasil. 16. Governo monta gabinete de crise para tratar avanço das queimadas na Amazônia .

Assim como foi feito pelo presidente Bolsonaro, o texto critica o fato de que 40% dos recursos ao fundo tenham sido destinados para Organizações Não Governamentais (ONGs), alegando que as entidades não empregaram o dinheiro “de forma adequada ou suficientemente transparente”. “Prova disso é o aumento da taxa de desmatamento entre 2012 e 2018, período anterior ao início do atual governo”, afirma o documento.

Sobre um dos pontos-chave para a ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia, o Acordo de Paris, o texto afirma que “o Brasil ambiciona concluir as negociações sobre mercado de carbono, instrumento-chave para a redução de emissões de gases de efeito estufa”.

“O Brasil se mantém como participante bastante ativo no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), do Protocolo de Quioto e do Acordo de Paris, bem como em negociações e debates sobre o tema”, diz outro trecho.

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional'

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional' O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que os incêndios que atingem a Amazônia são uma "crise internacional" e convocou os membros do G7 a discutir "esta emergência" na cúpula de Biarritz, prevista para este final de semana. Membros do G7, vamos discutir esta emergência nos dois primeiros dias" da cúpula, tuitou o presidente. © Lauren Dauphin Imagem aérea da NASA mostra incêndios ativos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 13 de agosto. Macron acompanhou seu tuíte, escrito em francês e inglês, de uma foto tirada da Amazônia há 16 anos pelo fotógrafo americano Loren McIntyre, falecido em 2003.

Queimadas na Amazônia . Na TV, Bolsonaro promete 'tolerância zero' com crimes ambientais. Há 3 horas Política . Governo autoriza uso das Forças Armadas no combate a queimadas. Itamaraty orienta embaixadas a defender imagem do Brasil. Embaixadas brasileiras são alvo de protestos ao redor do mundo.

Governo orienta embaixadas a defender imagem do Brasil. 5. 24 seg. Cidades têm panelaço durante pronunciamento de Bolsonaro sobre Amazônia .

O governo também alega que “a área com cobertura vegetal nativa no Brasil corresponde a 66,3% do território: 25,6% como vegetação nativa em propriedades rurais; 13,8% como terras indígenas; 10,4% como unidades de conservação; e 16,5% em terras devolutas e não cadastradas. “Se somente as terras indígenas e as unidades de conservação fossem superpostas à Europa, cobririam plenamente os territórios de Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Portugal e Reino Unido”, afirma o governo nas orientações.

Também destaca que há atualmente 600 terras indígenas no Brasil e que “essas reservas constituem as maiores áreas de preservação de vegetação nativa no Brasil”.

“O país tem atuado intensamente no controle e na restrição a atividades irregulares com envolvimento de madeireiros, grileiros e garimpeiros, de modo a reduzir índices de desmatamento e invasão de terras indígenas. Desde janeiro de 2019, implementou 80 ações de proteção territorial, que abrangem um conjunto de 64 reservas indígenas.”

Bolsonaro muda decreto e permite queimadas fora da Amazônia.
O presidente Jair Bolsonaro alterou o decreto que proibia as queimadas em todo o País durante o período da seca e abriu uma exceção para as práticas agrícolas fora da Amazônia Legal. O novo decreto presidencial, publicado em edição extra do Diário Oficial na sexta-feira, 30, permite a realização de queimadas em razão de “práticas agrícolas, fora da Amazônia Legal, quando imprescindíveis à realização da operação de colheita, desde que previamente autorizada pelo órgão ambiental estadual”.

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