Meio Ambiente: Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA - PressFrom - Brasil

Meio AmbienteIncêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA

08:55  24 agosto  2019
08:55  24 agosto  2019 Fonte:   hypeness.com.br

Queimadas na Amazônia podem ser vistas do espaço, mostra Nasa

Queimadas na Amazônia podem ser vistas do espaço, mostra Nasa São Paulo — As queimadas que atingem Amazônia desde o fim de julho têm sido tão fortes que podem ser vistas do espaço, segundo fotos do satélite Aqua divulgadas pela agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, nesta quinta-feira (21). Smoke from wildfires in the #AmazonRainforest spreads across several Brazilian states in this natural-color image taken by a @NASAEarth instrument on the Suomi NPP satellite. Although it is fire season in Brazil, the number of fires may be record-setting: https://t.co/NVQrffzntrpic.twitter.

Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA© Kauê Vieira

Após a divulgação de imagens de satélite mostrando o deslocamento da fumaça, a NASA diz que os focos de incêndio na floresta amazônica têm assinatura do desmatamento.

Pesquisadores da agência espacial norte-americana endossaram o aumento expressivo diagnosticado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o órgão brasileiro, entre janeiro e agosto, os incêndios na Amazônia atingiram o maior número desde 2013.

Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA© Kauê Vieira

– Todos ex-ministros do Meio Ambiente se reúnem e alertam: O futuro está por um fio

De acordo com matéria do jornal Folha de São Paulo, a NASA relaciona os focos com o calor detectado pelos satélites Terra e Aqua. Com isso, está descartada a possibilidade de registrar outras atividades do campo como limpeza de pastos.

Desmatamento é 'principal causa' de incêndios na Amazônia, afirma Paulo Moutinho

Desmatamento é 'principal causa' de incêndios na Amazônia, afirma Paulo Moutinho O alarmante aumento dos incêndios na Amazônia se deve, em grande parte, no desmatamento e não à seca, como afirma o governo do presidente Jair Bolsanaro, avaliou Paulo Moutinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em entrevista à AFP. P: - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse hoje [quarta-feira] que o avanço dos incêndios se deve "ao tempo seco, ao vento e ao calor. É isto? R: - Historicamente, as queimadas na região estão ligadas ao avanço do desmatamento, combinado a períodos de seca intensa. O que é estranho neste ano de 2019 é que não há uma seca tão severa como nos anos anteriores e há um aumento substancial dos focos de incêndio.

“Dez dias atrás, olhei as imagens dos nosso sensores dos satélites em órbita e eles mostravam claramente os focos de calor separados, com colunas de fumaça enormes saindo daquelas áreas da fronteira agrícola, como Novo Progresso, a região da Terra do Meio, no Pará, e o sudeste do estado do Amazonas”, declarou à Folha de São Paulo Douglas Morton, chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas do Centro Goddard de Voo Espacial da NASA, em Maryland, nos Estados Unidos.

Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA© Kauê Vieira

Ele descartou ainda a chance de combustíveis atingirem uma altura tão grande. Morton rebateu a argumento de apoiadores de Jair Bolsonaro de que os incêndios da Bacia Amazônia estão dentro da média.

A nota divulgada pelo Earth Observatory da Nasa, diz o pesquisador, está correta. No entanto, mesmo que o ano de 2004 aumente a média, não é possível desconsiderar o aumento em relação aos últimos sete anos. Morton pontua que a última vez que o cenário gerou tanta preocupação foi justamente entre 2002 e 2004, com desmatamento acima dos 20 mil km².Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA© Kauê VieiraIncêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA© Kauê Vieira

Incêndios generalizados podem ter liberado 255 megatoneladas de CO2 na atmosfera.
Agência da ONU documenta prejuízos causados ao clima global em agosto. Além do CO2, monitoramento aponta alta liberação também de monóxido de carbono e outros poluentes Imagem: Agência Brasil A Organização Meteorológica Mundial (OMM) publicou dados de satélites de observação que detectaram quase 4 mil incêndios ocorridos nos primeiros 25 dias de agosto. As informações da nota emitida esta quarta-feira (28) apontam que o fogo na floresta amazônica “aumenta a pressão sobre o clima e o meio ambiente global”, após incêndios florestais excepcionais no Ártico e em partes da África tropical.

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