Meio Ambiente: A eterna catástrofe na Amazônia - PressFrom - Brasil

Meio AmbienteA eterna catástrofe na Amazônia

16:55  24 agosto  2019
16:55  24 agosto  2019 Fonte:   brasil.elpais.com

Desmatamento na Amazônia cresce 15% nos últimos 12 meses

Desmatamento na Amazônia cresce 15% nos últimos 12 meses Só em julho de 2019, foram 1. 287 km². Dados são de monitoramento do Imazon

Com direção de Belisario Franca, que escreveu seu argumento em parceria com Maurício Magalhães, Amazonia Eterna é um documentário longa metragem coproduzido

Hoje trouxemos uma dica de filme para quem se interessa pela temática de meio ambiente - o documentário " Amazônia Eterna ", de Belisário Franca. Nosso amigo

A eterna catástrofe na Amazônia© REUTERS/Ueslei Marcelino Colunas de fumaça cerca de Porto Velho, no Estado brasileiro de Rondonia, o 21 de agosto.

“Nossa casa está em chamas. Literalmente. A selva amazônica —os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta— está em chamas. É uma crise internacional”, proclamou na quinta-feira o presidente francês, Emmanuel Macron, na sua conta do Twitter. Alguns especialistas consultados são mais precavidos. “O que mostram nossos dados é que houve uma intensidade diária de incêndios acima da média em algumas partes da Amazônia durante as duas primeiras semanas de agosto”, diz Mark Parrington, do Copérnico, o programa europeu de observação da Terra. “Mas, em geral, as emissões totais [de CO2 gerado pelos incêndios] estimadas para agosto estiveram dentro dos limites normais: mais altas que nos últimos seis ou sete anos, porém mais baixas que no começo da década de 2000”, salienta.

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional'

Macron diz que incêndios na Amazônia são 'crise internacional' O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira que os incêndios que atingem a Amazônia são uma "crise internacional" e convocou os membros do G7 a discutir "esta emergência" na cúpula de Biarritz, prevista para este final de semana. Membros do G7, vamos discutir esta emergência nos dois primeiros dias" da cúpula, tuitou o presidente. © Lauren Dauphin Imagem aérea da NASA mostra incêndios ativos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 13 de agosto. Macron acompanhou seu tuíte, escrito em francês e inglês, de uma foto tirada da Amazônia há 16 anos pelo fotógrafo americano Loren McIntyre, falecido em 2003.

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" Amazônia Eterna " traz uma nova visão sobre as possibilidades de convivência harmônica entre a exploração da economia verde e a manutenção do Na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, estreia em circuito nosso filme Amazônia Eterna . O documentário, que estará em cartaz no Cine Livraria

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil detectou mais de 76.620 focos desde o começo do ano, quase o dobro que no mesmo período de 2018 (41.400), mas uma cifra não tão distante dos 70.625 registrados em 2016. “O número de incêndios aumentou com relação aos últimos anos e está perto da média de longo prazo”, explica Alberto Setzer, pesquisador do INPE.

A NASA também é cautelosa. "Não é incomum ver incêndios no Brasil nesta época do ano, devido às altas temperaturas e à baixa umidade. O tempo dirá se este ano é um recorde ou simplesmente está dentro dos limites normais", tranquiliza a agência espacial norte-americana em seu site. A NASA recorda que os incêndios na bacia amazônica são muito raros no resto do ano, mas seu número aumenta a partir de julho, durante a estação seca, quando muitos fazendeiros utilizam o fogo para manter seus cultivos ou para limpar a terra para pastos ou outros fins. Os incêndios costumam alcançar seu pico em setembro e desaparecem em novembro.

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O tamanho da área queimada na Amazônia e no Pantanal, comparada com sua cidade A onda de incêndios já devastou mais de 20 mil hectares de vegetação, chegando inclusive à tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai

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" Amazônia Eterna " traz uma nova visão sobre as possibilidades de convivência harmônica entre a exploração da economia verde e a manutenção do Virgílo Viana, com Belisario Franca, produtor e diretor do filme “ Amazônia Eterna ”, João Tezza Neto e Christiane Torloni, também produtora de um

A Amazônia queima durante as secas, mas não por causa das secas", adverte a bióloga brasileira Manoela Machado

“É verdade que a floresta amazônica sofre incêndios regularmente, mas de maneira nenhuma isto significa que seja normal. A Amazônia não evoluiu com incêndios frequentes. Os incêndios recorrentes não são um elemento natural na dinâmica da selva tropical, como em outros entornos, como o Cerrado”, adverte a bióloga brasileira Manoela Machado.

“A Amazônia queima durante as secas, mas não por causa secas. É queimada porque há uma demanda por pastos e terras de cultivo, e o Governo atual [presidido por Jair Bolsonaro] não só não inclui o desenvolvimento sustentável em seus planos como também estimula o desmatamento e restringe as ações sistemáticas contra ele”, lamenta Machado, pesquisadora da Universidade de Sheffield (Reino Unido) que estuda os impactos das atividades humanas nas selvas tropicais. “Não podemos saber exatamente e imediatamente como são os padrões atuais de incêndios comparados com os de outros anos, mas não deveríamos ver isto como algo normal, absolutamente”, alerta.

Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA

Incêndios na Amazônia têm ‘assinatura do desmatamento’, aponta NASA Após a divulgação de imagens de satélite mostrando o deslocamento da fumaça, a NASA diz que os focos de incêndio na floresta amazônica têm assinatura do desmatamento. Pesquisadores da agência espacial norte-americana endossaram o aumento expressivo diagnosticado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o órgão brasileiro, entre janeiro e agosto, os incêndios na Amazônia atingiram o maior número desde 2013. – Todos

"Uma floresta que gera esperança, oportunidades e futuro. A maior floresta tropical do planeta já abriga diversas iniciativas que aliam com sucesso ecologia

Teaser do documentário " Amazônia Eterna - Protagonista do Século 21" (Brasil, 2012), dirigido por Belisario Franca. O documentário mistura belas imagens da

“Acredito que este ano, até agora, esteja normal em média, embora a gravidade dos incêndios varie por regiões. A diferença é que neste ano os meios de comunicação repercutiram a queima da Amazônia, o que é ótimo”, opina o ecólogo David Edwards, chefe do mesmo laboratório da Universidade de Sheffield. O pesquisador recorda que as queimadas na bacia amazônica são especialmente graves quando ocorre o El Niño, um fenômeno meteorológico natural e cíclico, vinculado a um aumento das temperaturas na parte oriental do Pacífico tropical. Os 70.625 focos registrados em 2016 coincidiram com um El Niño potente. Neste ano, entretanto, o fenômeno é fraco e, apesar disso, detectaram-se mais incêndios.

A selva amazônica abriga 10% de todas as espécies conhecidas de animais e plantas e armazena 100 bilhões de toneladas de carbono, uma quantidade dez vezes superior à emitida a cada ano pelo uso de combustíveis fósseis, segundo os cálculos da Universidade do Estado de Oregon (EUA). Edwards adverte que se trata de um peixe que morde o próprio rabo. “O problema é que a mata incendiada perde carbono à medida que as árvores queimadas vão morrendo lentamente, o que provoca uma maior mudança climática e uma maior perda da biodiversidade”, aponta.

Cacique Raoni falou com Macron sobre Amazônia ao fim do G7

Cacique Raoni falou com Macron sobre Amazônia ao fim do G7 O líder indígena Raoni, figura da luta contra o desmatamento da Amazônia, reuniu-se nesta segunda-feira à tarde com o presidente francês, Emmanuel Macron, conforme anunciou em entrevista coletiva em Biarritz ao fim do G7. "Falei com o presidente Macron sobre muitos temas e tivemos uma boa conversa", disse. "Pedi ao presidente Macron que nos ajude a preservar nossas terras". "Ele vai convencer os chefes de Estado a ajudarem a Amazônia com os incêndios e o estado crítico da floresta", acrescentou o cacique caiapó, de 89 anos.

A PAZ ETERNA iniciou suas atividades em 1971, na Vila Rubim, possuindo apenas 1 veículo para remoções e sepultamentos. Com o passar dos anos, a Empresa, sensibilizada com os familiares de seus clientes e querendo melhorar seus serviços, acrescentou um ônibus em sua frota de veículos

A catástrofe do ultravioleta, também chamada catástrofe de Rayleigh-Jeans, é uma falha da teoria clássica do electromagnetismo para explicar a emissão electromagnética de um corpo em equilíbrio térmico com o ambiente, ou um corpo negro.

"Poderíamos acabar vendo essas florestas tropicais úmidas se transformarem em um sistema de savanas", lamenta o ecólogo David Edwards

“Em última instância, o fogo significa que as florestas têm mais probabilidades de voltar a queimar. E poderíamos acabar vendo essas florestas tropicais úmidas se transformarem em um sistema de savanas”, lamenta Edwards, que recorda que o problema não é exclusivo da Amazônia. “Enormes superfícies de Bornéu e Sumatra [no Sudeste Asiático] também sofrem incêndios, especialmente durante anos com um fenômeno potente do El Niño.”

A progressiva transformação da selva em cerrado é uma ameaça real, conforme alertou em 2016 uma equipe de cientistas brasileiros encabeçada pelo climatologista Carlos Nobre, da Academia Nacional de Ciências dos EUA. Em um artigo publicado na revista PNAS, os pesquisadores advertiam que a região amazônica se aqueceu em um grau Celsius nos últimos 60 anos, enquanto perdia 20% de sua superfície pelo desmatamento. Os modelos matemáticos sugerem que chegar a 40% representaria um ponto de inflexão. “Se esse limite for ultrapassado, poderia ocorrer a savanização em grande escala da maior parte do Sul e Leste da Amazônia”, diziam os cientistas.

O holandês Pepijn Veefkind dirige o instrumento Tropomi, um sensor a bordo do satélite europeu Sentinel-5P que é capaz de identificar pontos quentes de gases poluentes na atmosfera. “É verdade que os incêndios em grande escala na região amazônica ocorrem todos os anos. Embora as condições meteorológicas possam desempenhar um papel, é preciso salientar que a maioria desses focos é provocada pelo ser humano”, afirma. “Nossas observações confirmam: a maior parte dos incêndios tem lugar nas beiradas da floresta tropical. Se 2019 terá uma temporada recorde de incêndios é algo que só poderemos saber no final da estação seca.”

Árvore mais alta da Amazônia está longe das queimadas, por enquanto.
Enquanto algumas regiões da Amazônia estão sofrendo queimadas desde o início do mês anterior, uma das principais preocupações dos pesquisadores era o estado da árvore que recebeu o título de mais alta do Brasil. Com 88 metros, algo equivalente a um prédio de 24 andares, a altura da árvore é um grande recorde para a Amazônia – por isso, possui a urgência de ser preservada. Uma equipe composta por pesquisadores de diferentes países, moradores locais, bombeiros e um escalador viajou cerca de 220 quilômetros de barco e mais 10 a pé até encontrar a árvore da espécie Dinizia excelsa, também chamada de Angelim Vermelho.

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