Meio Ambiente Sustentabilidade: uma bússola para a agricultura

12:26  18 outubro  2021
12:26  18 outubro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Ministério da Agricultura contraria Bolsonaro e não vê risco de falta de alimentos

  Ministério da Agricultura contraria Bolsonaro e não vê risco de falta de alimentos BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Agricultura monitora potenciais riscos à produção agrícola brasileira, mas não vê cenário de desabastecimento no ano que vem, contrariando uma previsão apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A pasta reconhece como problema enfrentado pelos agricultores a escalada do preço dos fertilizantes, amplamente usados no plantio brasileiro. A elevação dos valores tem como fatores a alta do dólar e um choque de oferta da China, maior fabricante de nitrogenados do mundo, que tem sofrido com altos preços de energia.

Para isso, aplicaram-se os dois primeiros passos da ferramenta Marco para a Avaliação de Sistemas de Manejo de Recursos Naturais Incorporando Indicadores de Sustentabilidade (MESMIS) em 15 unidades de análise. Os dados foram coletados entre junho e setembro de 2014 e sistematizados a partir de fontes bibliográficas, aplicação de entrevistas semiestruturadas com os meliponicultores, mensuração do uso e ocupação do solo de cada agroecossistema e observação direta dos pesquisadores.

O nosso compromisso de sustentabilidade é a prática duma agricultura sustentável por forma a manter o ecossistema equilibrado e melhorar o ambiente para as gerações futuras. Para uma viticultura sustentável, trabalhamos em colaboração com o ecossistema. Para se terem uvas de boa Em resumo é simplesmente um meio de agricultura sustentável. Em Produção Agrícola Integrada, é essencial a preservação e melhoria da fertilidade do solo e da biodiversidade e a observação de critérios éticos e sociais. Os métodos em agricultura de produção integrada são semelhantes aos

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À medida que cresce na sociedade global a consciência de que o nosso planeta tem recursos finitos, que necessitam ser usados racionalmente e com inteligência, aumenta também, de maneira proporcional, a preocupação com a sustentabilidade. Dentre inúmeras interpretações e definições possíveis, sustentabilidade pode ser considerada como um processo de reconciliação entre os sistemas humanos e a natureza – em especial a atmosfera, os recursos hídricos, os biomas e a diversidade de seres vivos que os povoam.

Carne e sustentabilidade: O que descobri rastreando linhas do Feed e do Carrefour

  Carne e sustentabilidade: O que descobri rastreando linhas do Feed e do Carrefour Carne e sustentabilidade: O que descobri rastreando linhas do Feed e do Carrefour Por isso, dois casos brasileiros, acompanhados de perto pela coluna, merecem ser compartilhados nesta quinta-feira (14), que marca o Dia da Pecuária Nacional. Direto do produtor Um deles é o açougue direto do produtor Feed, de uma família que está na quarta geração de pecuaristas, em Goiás.

de inventário para as zonas piloto de Portugal. no âmbito do projecto FORSEE. - Concelho da Lousã e área do Vale do Sousa –. contempla uma abordagem geral e outra mais específica, que varia com a região piloto. Cada zona piloto propõe-se a realizar um estudo aprofundado sobre cada um dos. critérios de sustentabilidade , nomeadamente a contribuição das florestas para o . armazenamento de carbono, o estado sanitário da floresta, a biodiversidade, as funções.

A sustentabilidade ganhou relevância com o ESG. Deixou ser mero checklist, importante para quem almejava lançar ações em bolsa no exterior. Em um mundo cada vez mais conectado, informado e motivado por causas, práticas de greenwashing e purpose washing são facilmente desmascaradas e publicamente rejeitadas. Usar um falso apelo social ou ecológico quando o discurso institucional não puder se sustentar por meio de práticas, valores e propósitos concretos já põe em risco o futuro de negócios considerados financeiramente seguros.

Se, em 2008, o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial apontava que os principais fatores de risco identificados por executivos em todo o mundo eram econômicos, em 2021 a situação é diferente. Um dos maiores fundos de investimento do mundo, por exemplo, adotou uma série de iniciativas para posicionar a sustentabilidade no coração da sua estratégia. Foi além: vaticinou que não existe negócio ou setor da economia global que não será afetado por mudanças do clima até 2050.

Diante disso, somente com união e foco claro na sustentabilidade conseguiremos nos adaptar e mitigar os efeitos das mudanças do clima. Vários países e empresas já fizeram seus compromissos na direção de uma economia neutra em carbono (net-zero economy). A China fixou o ano de 2060. O Brasil cravou 2050. Empresas do setor de proteína animal e de lácteos miram 2040. Para chegar lá, é importante que as métricas estejam claramente postas. Afinal, quem não mede não gerencia.

O Brasil não acordou para o potencial da bioeconomia

  O Brasil não acordou para o potencial da bioeconomia Com mais investimento público e privado em pesquisa e desenvolvimento, o País poderia liderar a economia verde com o uso sustentável da fauna, flora e microrganismos presentes na Floresta AmazônicaRURAL – Durante visita ao Brasil, o presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), Alok Sharma, esteve na sede da Embrapa.

Os sistemas de inovao para a agricultura tero, cada vez mais, que se referenciarem em aspectos que compreendam, alm da viso utilitria da agricultura , como produtora de alimentos e matrias-primas essenciais para a sobrevivncia e o progresso do homem, outras dimenses e valores. Documents Similar To A agricultura e o desafio da sustentabilidade — Embrapa. Carousel Previous Carousel Next.

A ideia passa por “agregar todos os actores e sectores implicados na sustentabilidade ” dos sistemas alimentares em Portugal e ser um espaço de partilha de “informação sobre as diferentes temáticas”, “dando prioridade ao contexto português e aos conteúdos em português”, de forma a “colmatar” a “falta de visibilidade das iniciativas” existentes no país e “o reduzido intercâmbio de conhecimento entre os diferentes actores. Para o fazer, acreditam, “é necessário ligar todos os actores e sectores do sistema alimentar em Portugal e construir conhecimento colectivo”.

Uma das métricas que mais se destacam em todo o mundo é a conhecida por ESG – do inglês Environmental, Social and Governance. O conceito foi definido na Europa visando a viabilizar a medição dos impactos de investimentos, empresas e negócios. Há grande entusiasmo em torno dessas três letrinhas. A aposta é de que investidores e acionistas estarão cada vez mais interessados em ganhos sustentáveis de longo prazo. Por sua vez, consumidores estão clamando por produtos mais sustentáveis (eco-friendly) e comportamento corporativo responsável.

Mas partir do discurso para a ação leva tempo. E não é trivial nem barato. A maior parte dos compromissos de redução de emissão vem de empresas que estão procurando reduzir os gases de efeito estufa (GEEs) ligados diretamente ao negócio que possuem ou controlam e da geração de energia, calor ou vapor. São os chamados escopos 1 e 2. Por outro lado, apenas 25% das empresas se comprometem a reduzir suas emissões em elos que não são controlados diretamente por elas, como transporte aéreo e cadeia de suprimentos (escopo 3). O detalhe é que as emissões associadas ao escopo 3 podem estar relacionadas a mais de 50% das emissões das diferentes empresas em todo o mundo.

Território ocupado pela agricultura triplica no Brasil e soja já ocupa área maior que a Itália

  Território ocupado pela agricultura triplica no Brasil e soja já ocupa área maior que a Itália MapBiomas mostra que leguminosa já toma 4,53% do País, com 36 milhões de hectares plantados, do total de 55 milhões; metade do cultivo está no CerradoRIO - A área ocupada pelas lavouras no Brasil triplicou entre 1985 e 2020, passando de 19 milhões de hectares para 55 milhões. Desse total registrado no ano passado, 36 milhões são ocupados apenas por plantações de soja. Sozinha, a leguminosa ocupa 4,3% do território nacional – uma área superior à de países como Itália e Vietnã. As informações são do MapBiomas, que analisou imagens de satélite deste período. Foram divulgadas na manhã desta quarta-feira, 20.

Abstract and Figures. A importância da economia para a sustentabilidade é inerente ao modo atual de organização da sociedade, uma vez que determina o volume e a velocidade com que os recursos naturais deverão ser utilizados. Ao longo da história do pensamento econômico, muitos economistas tentaram representar através de teorias e modelos matemáticos diversas formas de alocação ótima de recursos naturais culminando na divisão da abordagem da relação meio-ambiente / economia em duas correntes divergentes, a da economia do meio ambiente (ramo ambiental da economia neoclássica)

A publicação é uma bússola para jornalistas – e porque não, para leigos – que querem navegar as águas da sustentabilidade . O Guia de Comunicação e Sustentabilidade apresenta desde conceitos que ajudam a compreender melhor o tema até falhas cometidas por assessorias de imprensa na hora de Adicionar as palavras sustentável ou sustentabilidade a uma outra palavra faz com que, imediatamente, esse verbete assuma um significado de igualdade, consciência e respeito aos limites. Para citar alguns, agricultura sustentável – em oposição ao entendimento da monocultura, das

É um cenário desafiador. A onda ESG vai impactar a produção de alimentos no Brasil. A agricultura e os sistemas alimentares são altamente dependentes de recursos naturais como água, solo e biodiversidade – além de serviços da natureza, como decomposição de resíduos, ciclagem de nutrientes, controle de erosão, polinização, sequestro de carbono, entre muitos outros. Dependem também, basicamente, de energia fóssil.

A boa notícia é que a agricultura brasileira vem, há décadas, investindo em descarbonização, com tecnologia agrícola e políticas públicas robustas. Os resultados são claros e palpáveis. Código Florestal, Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) – que agora entra em sua segunda década (ABC+) –, Renovabio e PronaSolos são políticas públicas que apoiam a agricultura brasileira na direção da sustentabilidade. Plantio direto, integração lavoura, pecuária e floresta e fixação biológica de nitrogênio, entre outras, são tecnologias amplamente adotadas que contribuem para a descarbonização. A agricultura de baixo carbono está, definitivamente, na agenda da inovação.

Mudanças climáticas desafiam modelo atual de grandes monoculturas

  Mudanças climáticas desafiam modelo atual de grandes monoculturas SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP (FOLHAPRESS) - Entre os 364 produtores do assentamento Santo Angelo, Ivo Bernardo da Silva está ilhado. Dono de um sítio em Mogi das Cruzes, cinturão verde que abastece a maior cidade da América Latina, São Paulo, ele diz ser o único que cultiva alimentos sem agrotóxicos. São 37 variedades, incluindo hortaliças e condimentos, que crescem em quatro mil metros quadrados cuidados por Silva, 67, e a namorada. Só dos vários tipos de alface, eles colhem 18 mil pés por ano. "A gente cuida da natureza e ela devolve assim, com comida de qualidade", afirma.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e parceiros já lideram o desenvolvimento de tecnologias e práticas “carbono neutro”, concebidas para bem posicionar a agricultura e os alimentos do Brasil diante das métricas que definirão produção e consumo sustentáveis no futuro. Em 2019, lançamos a carne carbono neutro. Neste ano, iniciamos o programa soja de baixo carbono. Leite, café, algodão e bezerro de baixo carbono estão a caminho.

Em novembro próximo, teremos a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021 (COP-26), em Glasgow. O mundo inteiro discutirá o que pode ser feito para enfrentarmos as mudanças do clima de forma efetiva. Em agosto passado, o presidente da COP-26, Alok Sharma, visitou o Brasil. Conheceu, na Embrapa, o sistema de integração lavoura, pecuária e floresta. Ficou atônito. Mais espantado, ainda, quando soube que os solos são verdadeiros sumidouros de carbono. Mais precisamente, 30% de todo o carbono está ali aprisionado. Entre uma foto e outra e num vídeo que viralizou nas redes sociais, disse: “Vocês precisam mostrar isso para o mundo”.

A produção de alimentos brasileira caminha a passos largos na direção de uma economia neutra em carbono. Como ele disse na ocasião, precisamos mostrar isso para o mundo. Não há tempo a perder.

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PRESIDENTE DA EMBRAPA

Sustentabilidade forte: o que é e princípios .
A sustentabilidade forte está intimamente relacionada à economia ecológica. Nessa abordagem, o nível do capital natural deve ser mantido estável. Em outras palavras, a sustentabilidade forte exige que um subconjunto do capital natural total seja preservado em termos físicos, de modo que suas funções permaneçam intactas. No entendimento da sustentabilidade forte, é importante manter o estoque de recursos e serviços ecossistêmicos constante, pois não é possível a completa substituição destes recursos pelo capital produzido. Ela é conhecida como o paradigma da não-substitutibilidade.

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