Meio Ambiente Cinco ecossistemas nos quais soluções baseadas na natureza proporcionam enormes benefícios

05:40  23 novembro  2021
05:40  23 novembro  2021 Fonte:   ecycle.com.br

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Por Nações Unidas Brasil - Já ouviu falar nas 'Soluções Baseadas na Natureza'? O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicou uma reportagem na qual apresenta os benefícios dessas soluções, assim como a sua integração a cinco ecossistemas.

  Cinco ecossistemas nos quais soluções baseadas na natureza proporcionam enormes benefícios © Fornecido por eCycle

Um relatório do PNUMA publicado pouco antes da COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, defende que essas soluções têm o potencial de reduzir o aquecimento global e mover nossas economias e sociedades para um caminho sustentável.

Por meio de um planejamento cuidadoso e de investimento crescente, essas alternativas podem reduzir as emissões líquidas em até 18 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano até 2050 - uma "proporção significativa" da mitigação total necessária para evitar mudanças climáticas perigosas.

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A tempo da da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), que tomou palco entre os dias 1 e 12 de novembro de 2021 na cidade de Glasgow, na Escócia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicou um relatório sobre o papel central das Soluções Baseadas na Natureza (NBS) para a adaptação e mitigação climática. Com o encerramento do maior evento ambiental do mundo, o PNUMA retoma o tema e apresenta aos leitores os benefícios dessas soluções, assim como a sua integração a cinco ecossistemas essenciais.

Carbono - O carbono é encontrado em todos os ecossistemas da Terra. Está presente nas árvores e nos solos das florestas, bem como concentrado nas profundezas de turfeiras tropicais e tundras congeladas, além de manter a fertilidade e a resiliência de fazendas, serras e pesqueiras ao redor do mundo.

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  Conheça soluções para um futuro de baixo custo, carbono e com menos conflito Por WWF-Brasil — A WWF e a TNC lançaram o site em inglês Brighter Future, delineando como podemos enfrentar a crise climática, protegendo a natureza, investindo em energias renováveis certas nos lugares certos. Agora, o WWF disponibiliza o conteúdo em português para ampliar a visão sobre a necessidade de enfrentamento de duas crises fundamentais do mundo - mudanças climáticas e perda de biodiversidade. O material mostra como podemos cumprir as metas globais de clima e energia sem prejudicar comunidades, nem obstruir rios, deixando-os fluir livremente, o que impede perdas naturais.

Os solos e os oceanos são "sumidouros de carbono" naturais capazes de absorver mais da metade de todas as emissões de gases de efeito estufa, impedindo que o mundo aqueça ainda mais rapidamente. Mas, a perda da natureza e a conversão de terras para a agricultura e outras atividades causaram quase um quarto dessas emissões na década até 2016. Ao aumentar as temperaturas, também se corre o risco de converter os sumidouros em fontes desse gás.

A prevenção da perda dos estoques de carbono nos ecossistemas da Terra é fundamental para combater as emergências do clima e da biodiversidade. Enquanto lideranças debatem as opções políticas na cúpula do clima da COP26, um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destaca a necessidade de soluções baseadas na natureza - ações adaptadas localmente que atendam aos desafios da sociedade, como a mudança climática, e proporcionem o bem-estar humano e os benefícios da biodiversidade, protegendo, gerenciando de forma sustentável e restaurando os ecossistemas.

A captura de carbono chegou?

  A captura de carbono chegou? Stephan Hitz interrompeu a operação de uma máquina de aparência estranha, em uma paisagem inóspita na Islândia, e usou uma analogia de "Guerra nas Estrelas" para explicar seu trabalho de ponta na tecnologia climática. "Sinto que vim do Lado Negro para me tornar um guerreiro Jedi", brincou enquanto se protegia do vento frio que soprava por uma área de lava resfriada e vulcões distantes. O técnico de 37 anos, natural de Zurique, passou nove anos trabalhando nos setores aeronáutico e marítimo antes de ingressar na Climeworks, startup suíça que está tentando desfazer os danos causados por indústrias tão poluentes.

Benefícios das SBN - Soluções baseadas na natureza podem reduzir o aquecimento global e mover nossas economias e sociedades para um caminho sustentável, revela o relatório. Por meio de um planejamento cuidadoso e de um investimento crescente, essas alternativas podem reduzir as emissões líquidas em até 18 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano até 2050 - uma "proporção significativa" da mitigação total necessária para evitar mudanças climáticas perigosas.

Entretanto, para ter sucesso, essas alternativas precisam ser bem desenvolvidas e devem procurar obter benefícios além do carbono. O relatório recomenda que essas soluções sejam construídas com base nos benefícios sociais e ambientais desenvolvidos pelo mecanismo REDD+ da Convenção sobre Mudança do Clima da ONU, a fim de salvar e restaurar as florestas, incluindo os princípios de consentimento livre, prévio e informado das comunidades locais e indígenas.

"Temos mais de uma década de experiência e conhecimento em projetar soluções florestais voltadas ao clima, à natureza e às populações através do REDD+", afirma Tim Christophersen, chefe do setor de Natureza para o Clima do PNUMA e coordenador da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas. "Agora podemos aplicar esse conhecimento a outros ecossistemas, para garantir que os investimentos climáticos na natureza tenham alta qualidade e impacto".

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Estes são cinco ecossistemas essenciais nos quais as soluções baseadas na natureza podem gerar benefícios:

1. Florestas

A proteção, o gerenciamento e a restauração das florestas representam cerca de dois terços do potencial total de mitigação de todas as soluções baseadas na natureza. Apesar de sofrerem perdas gigantescas e contínuas, as florestas ainda cobrem mais de 30% da superfície terrestre. Bilhões de pessoas dependem delas para sustento, alimentação e água. Em áreas montanhosas, elas protegem os assentamentos de inundações, deslizamentos e avalanches.

As áreas protegidas que recebem um bom financiamento têm condições de conservar florestas com grandes estoques de carbono e biodiversidade, tais como as tropicais. No trabalho florestal, a colheita sustentável e o manejo comunitário podem evitar perdas, ao mesmo tempo em que beneficiam as pessoas. As terras agrícolas degradadas e abandonadas também podem ser reflorestadas com árvores nativas ou regeneradas naturalmente.

Além disso, essas soluções podem reduzir a demanda por terra, por exemplo, tornando a agricultura atual mais produtiva, incentivando dietas ricas em plantas e reduzindo o desperdício de alimentos. O Programa ONU-REDD utiliza a experiência do PNUMA, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para apoiar iniciativas em países em desenvolvimento para reduzir as emissões do desmatamento e da degradação florestal, inclusive por meio do uso de soluções baseadas na natureza.

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  A crise hídrica e a Mata Atlântica Em breve, será um desafio manter na região populações saudáveis e prover serviços ecossistêmicos básicos como o abastecimento da água.O Brasil enfrentou este ano a pior crise hídrica das últimas décadas nas Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, resultado direto da ação humana. E, sentimos muito em dizer, outras crises ainda maiores virão pela frente.

2. Turfeiras

Apesar das turfeiras cobrirem apenas 3% da extensão terrestre mundial, elas guardam cerca de 30% do carbono capturado em seus solos. A preservação e restauração desse ecossistema consiste em mantê-lo úmido para que o carbono não oxide e seja lançado na atmosfera. A turfa drenada também é suscetível a incêndios, que podem devastar a vida selvagem, poluir regiões inteiras e ser de difícil controle.

A proteção desse ecossistema é uma forma econômica e que exige pouca tecnologia de conservar estoques volumosos desse gás e preservar espécies vegetais e animais. Tal como as florestas, essas áreas regulam o abastecimento de água doce e evitam inundações, enquanto abastecem as comunidades com alimentos e combustível. A Iniciativa Global de Turfeiras (Global Peatlands Initiative, em inglês) visa destravar fundos internacionais em prol da conservação e do manejo de turfeiras de modo que não sejam drenadas e substituídas pela agricultura, construção de infraestrutura e mineração.

3. Terras agrícolas

Sem carbono no solo, a humanidade morreria de fome. Quanto maior sua presença orgânica no solo, mais abundante é o rendimento da cultura e mais frio é o clima. Preservar e restaurar o teor de carbono das lavouras e terras de cultivo requer soluções baseadas na natureza por meio de novas técnicas como a pastagem sustentável, a rotação de culturas e o cultivo mínimo. Mudar para uma agricultura sustentável com solos regenerados e ricos em carbono pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa de fertilizantes químicos e pesticidas e diminuir o uso de energia para a agricultura. Uma pecuária menos intensiva permite a diminuição das emissões de metano, um potente gás de efeito estufa, e impede a conversão de mais florestas e outras áreas naturais em pastagem. A Década da ONU da Restauração de Ecossistemas vem trabalhando em cooperação com parceiros que buscam a conservação e restauração do solo, tais como o www.4p1000.org.

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  Cinco anos após tragédia, Chapecoense enfrenta enormes dívidas, mais um rebaixamento e busca reinvenção Há cinco anos, o mundo chorava pelo acidente aéreo da Chapecoense, que iria em campo, atrás de seu primeiro título internacional. O modesto time do Sul do país iria enfrentar o Atlético Nacional de Medellín, quando a caminho da Colômbia, o voo 2933 de LaMia caiu e tirou a vida de 71 pessoas, dentre as vítimas, jogadores, dirigentes, comissão técnica, jornalistas e membros da tripulação. Agora, já rebaixada pela segunda para a Série B do Brasileirão, a Chapecoense amarga enormes dívidas e dificuldades para se manter na elite do campeonato brasileiro.

4. Oceanos e litorais

Mangues, marismas e leitos de gramas marinhas capturam e armazenam matéria orgânica em seus solos e evitam que ela seja desperdiçada na atmosfera. Embora as soluções baseadas na natureza costeira têm como foco a proteção das comunidades e da infraestrutura contra tempestades e aumento do nível do mar, qualquer iniciativa que vise proteger, usar de forma sustentável ou replantar manguezais ou gramas marinhas também contribui para a mitigação do clima. As zonas úmidas costeiras também são habitats para a desova de peixes e outros tipos de biodiversidade que sustentam a subsistência dessas comunidades e contribuem para a segurança alimentar global.

5. Cidades

A maior parte da humanidade hoje vive e trabalha nas cidades, que vêm introduzindo suas próprias soluções baseadas na natureza. Os municípios estão cada vez mais substituindo a infraestrutura "cinza" pela "verde", com a criação de parques, a restauração de lagos e riachos urbanos, o uso de materiais de construção sustentáveis e o revestimento de ruas e telhados com árvores (o PNUMA desenvolveu diretrizes sobre como países podem tornar sua infraestrutura mais resiliente). Essas medidas previnem inundações, ondas de calor e doenças, melhoraram o bem-estar das pessoas e encorajam-nas a caminhar e a pedalar, além de incentivarem o uso de menos concreto e outros recursos com alta concentração de carbono.

Os benefícios da ação climática não estão chegando aos mais vulneráveis – mas poderiam .
Por Mathilde Bouyé e David Waskow em WRI Brasil - Populações de baixa renda e outros grupos vulneráveis poderiam ser muito beneficiados pela ação climática, usufruindo desde energia mais limpa e barata até uma vida mais saudável. Ainda assim, esses grupos enfrentam as maiores barreiras no acesso a esses avanços. É o que mostra um novo estudo do WRI que avalia os impactos de medidas climáticas prioritárias em seis setores: indústria, energia, transportes, cidades, agropecuária e silvicultura.

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