Meio Ambiente A crise hídrica e a Mata Atlântica

08:26  26 novembro  2021
08:26  26 novembro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Holanda conquista última vaga direta da Europa para a Copa do Mundo

  Holanda conquista última vaga direta da Europa para a Copa do Mundo Após ficar de fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a três vezes vice-campeã Holanda garantiu vaga para a edição do torneio no Catar, em 2022, ao vencer a Noruega por 2 a 0, nesta terça-feira. -- Resultados dos jogos desta terça-feira das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2022: - Grupo D Finlândia 0 França 2 - Benzema (66), Mbappé (76) Bósnia 0 Ucrânia 2 - Zinchenko (59), Dovbyk (79) Classificação: Pts J V E D Gp Gc 1.As duas seleções se enfrentaram em Roterdã, numa partida que não teve a presença de público por conta das medidas de combate à covid-19 na Holanda.

A Mata Atlântica é um bioma de floresta tropical que abrange a costa leste, nordeste, sudeste e sul do Brasil, leste do Paraguai e a província de Misiones, na Argentina. Seus processos ecológicos evoluíram a partir do Eoceno, quando os continentes já estavam relativamente dispostos como estão hoje.

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O Brasil enfrentou este ano a pior crise hídrica das últimas décadas nas Regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, resultado direto da ação humana. E, sentimos muito em dizer, outras crises ainda maiores virão pela frente.

Não mudamos nossos comportamentos e insistimos em buscar soluções por meio de muita engenharia e de pouca atenção à natureza. Em nossa relação com o meio ambiente, mantivemos práticas do período colonial. Basta olharmos para os grandes rios do Brasil, que por séculos vêm sendo utilizados prioritariamente para diluição de efluentes, irrigação e geração de energia. A precária condição ambiental e os altos índices de poluição medidos na qualidade da água em rios da Mata Atlântica refletem a gravidade do problema e o tamanho do desafio que temos pela frente para buscar segurança hídrica e sustentabilidade para as atividades econômicas, além da manutenção dos ecossistemas.

Antas e queixadas são espécies-chave para o equilíbrio de florestas neotropicais, aponta estudo

  Antas e queixadas são espécies-chave para o equilíbrio de florestas neotropicais, aponta estudo Por Luciana Constantino em Agência FAPESP – Estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que grandes mamíferos têm um forte impacto na diversidade de plantas, na produtividade primária e na biomassa vegetal existente nos sub-bosques de florestas neotropicais. Espécies como anta (Tapirus terrestris) e queixada (Tayassu peccari) ajudam a equilibrar áreas com diferentes níveis de produtividade dentro das florestas, como a Mata Atlântica, e estruturam espacialmente as comunidades de plantas. © Fornecido por eCycle O trabalho também mostra que esses dois mamíferos herbívoros, considerados “chave”, exercem funções complementares.

Pacto Mata Atlântica . Today at 04:00. O bioma mais impactado pela presença humana ao longo de toda a histó ria do país permaneceu com intensa transformação do seu território nas últimas 3,5 décadas. Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL aguarda votação no Senado Federal nos próximos dias. Iniciativa pode reduzir proteção de rios em áreas urbanas, o que pode agravar a crise hídrica nas cidades e no campo.

Não existe crise hídrica . A crise é de gestão dos recursos hídricos . Há trinta anos, quando se iniciou o processo de privatização do setor elétrico, todos os economistas honestos deste país já sabiam que, depois de algum tempo, as empresas privatizadas não seriam capazes de fazer os investimentos Não, a causa se chama liberais e a especulação imobiliária que desmatou toda a mata atlântica e invasões em áreas de manancial. Mas, a causa principal são os liberais. A desculpa para vender as estatais é essa sempre. Estamos entrando na maior crise hídrica da história sentados na maior poça

Essa escassez acirra as disputas por uso da água e impacta diretamente o setor hidrelétrico, responsável por mais de 70% da matriz energética brasileira. Por consequência, as termoelétricas já vêm sendo acionadas em diversos pontos do País. Embora pareçam capazes de nos ajudar a lidar com o problema de hoje, elas aumentam, e muito, o problema de amanhã, pois a queima de gás natural e óleo (recursos não renováveis, é bom lembrar) lança uma imensa quantidade de poluentes na atmosfera. E, como se não bastasse, as termoelétricas também consomem muita água. Soluções de curto prazo costumam ser um desastre para o futuro.

Mas a água que falta não é apenas a que deixa de sair das torneiras ou de gerar a energia que abastece nossos eletrodomésticos e atende às atividades econômicas. O consumo de água está em virtualmente toda a produção humana, agrícola ou industrial. É o uso invisível. Segundo a The Water Footprint Network, 1 kg de carne consome até 15 mil litros de água. Para uma calça jeans ser fabricada, utilizam-se até 2 mil litros. Um carro? Mais de 140 mil litros. E falta água, também, para usos múltiplos, como turismo, lazer, mineração, pesca, navegação, limpeza pública e combate a incêndios.

João Pedro, ex-Fluminense, marca, Watford goleia o Manchester United e aumenta a crise nos Red Devils

  João Pedro, ex-Fluminense, marca, Watford goleia o Manchester United e aumenta a crise nos Red Devils Watford dominou o Manchester United na primeira etapa e conseguiu boa vantagem no intervalo. Red Devils reagiram na segunda etapa, mas João Pedro decidiu a partidaINACREDITÁVELLogo aos sete minutos, o Watford teve um pênalti favorável após infração de Bruno Fernandes. Na cobrança, Sarr bateu, De Gea defendeu e Kiko completou para o gol. No entanto, espanhol havia invadido a área e o árbitro mandou repetir a penalidade. Na segunda tentativa, o camisa 23 parou novamente na defesa do goleiro do Manchester United.

A Mata Atlântica passa pelos territórios dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e parte do território do estado de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Cerca de 70% da população brasileira vive no território da Mata Atlântica . As nascentes e mananciais abastecem as cidades, sendo um dos fatores que tem contribuído com os problemas de crise hídrica , associados à escassez, ao desperdício, à má utilização da água, ao desmatamento e à poluição.

A diretora da fundação SOS Mata Atlântica , Malu Ribeiro, afirmou em entrevista à TV TEM que a atual crise hídrica é a maior dos últimos 100 anos na região sul e sudeste do país. Segundo ela, o desmatamento e as queimadas registradas nas cidades agravam ainda mais a situação. “Esse ano, a situação é muito mais grave porque nós estamos localizados na bacia do Tietê, na bacia do Paraná e essa é a maior crise hídrica dos últimos 100 anos nessa parte do país. É fundamental que a população colabore, contribua, como aconteceu durante a crise hídrica no período de 2014 e 2016”

A água envolve inúmeras necessidades e interesses. Por isso, para sua gestão, é preciso fortalecer a governança por meio dos instrumentos previstos na Lei das Águas do Brasil. Infelizmente, a chamada MP da Crise Hídrica (Medida Provisória 1.055/21), editada pelo governo federal, seguiu na contramão, enfraquecendo a construção de soluções coletivas. Ela desrespeita a Política Nacional de Recursos Hídricos e concentra as decisões sobre uso da água no Ministério de Minas e Energia (MME), retirando atribuições da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre a regulação da água.

Diante deste apagão na governança da água e do desmonte da legislação ambiental, temos de apostar na recuperação e na conservação da natureza para o enfrentamento da crise hídrica. O alerta da comunidade científica é de que a melhor ferramenta para nos ajudar a enfrentar a emergência climática e as crises hídricas e de saúde pública são a recuperação e a conservação da natureza. Ou seja, a resposta está na própria natureza. Em outras palavras, para termos uma chance de futuro neste planeta, precisamos fazer com que a Terra fique um pouco mais parecida com o que era no passado. Precisamos, acima de tudo, replantar florestas nativas.

Importação de energia elétrica custou US$ 2 bi ao Brasil em 2021

  Importação de energia elétrica custou US$ 2 bi ao Brasil em 2021 País registrou aumento de 63,8% de importação de energia elétrica comparado ao mesmo período de 2020O aumento da importação se deve a crise energética que o país passa. A falta de chuvas levou o Brasil a comprar mais energia de países como Argentina e Uruguai. A expectativa é que o ritmo de importação diminua com a chegada das chuvas e consequente aumento dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras.

Em meio à crise hídrica enfrentada pelo Espírito Santo, um projeto ambiental incentiva pequenos agricultores a adotarem medidas que ajudam a recuperar nascentes. A iniciativa faz parte do projeto Olhos D’Água, do fotógrafo Sebastião Salgado, que recuperou em sua propriedade uma área da Mata Atlântica e, por consequência, nascentes. A seca e a crise hídrica de 2014-2015 em São Paulo. Revista USP, n.106, 2015 (adaptado). De acordo com as informações apresentadas, a seca de 2014, no Sudeste, teve como causa natural o(a).

No Arquivo A dessa semana, saiba mais sobre os desafios enfrentados por aqueles que lutam pela conservação da mata atlântica . Confira!REDE APARECIDAA TV de

Começamos falando de água, agora estamos falando de florestas. O que árvores têm que ver com rios? Tudo. A falta de cobertura florestal em áreas de nascentes e beiras de rios – as chamadas matas ciliares – compromete a qualidade e a quantidade da água. E um levantamento feito a partir dos dados do Atlas da Mata Atlântica, estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostra que o desmatamento da Mata Atlântica vem atingindo também as principais bacias hidrográficas que compõem o bioma. Das 47 localizadas em Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs), 35 tiveram desflorestamentos em suas áreas entre 2019 e 2020.

A região da Mata Atlântica concentra os maiores centros urbanos e industriais do País, além de ser onde é produzida grande parte dos nossos alimentos. Por outro lado, apenas cerca de 12% dos seus maiores fragmentos permanecem de pé – enquanto, segundo a revista Science, o limite mínimo para a conservação de sua biodiversidade é de 30%. Do jeito que está, o bioma passa por um processo crítico de degradação. Muito em breve será um desafio manter na região populações saudáveis e prover serviços ecossistêmicos básicos como o abastecimento da água – sempre ela. Isso quer dizer que restaurar a Mata Atlântica pode garantir o nosso futuro. Os principais caminhos viáveis no longo prazo são as soluções baseadas na natureza.

Conservar as florestas não é simplesmente preservar a flora e a fauna, é também a nossa única possibilidade de levar adiante tudo o que a humanidade tem e faz de melhor.

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RESPECTIVAMENTE, GEÓGRAFO, COORDENADOR TÉCNICO DO PROJETO OBSERVANDO OS RIOS, DA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA; E ENGENHEIRO AGRÔNOMO, DIRETOR DE CONHECIMENTO DA FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA

WWF promove a coexistência entre onças e humanos .
Por WWF-Brasil em WFF Brasil – “Com o desenvolvimento impulsionado pelo homem mudando rapidamente os ecossistemas, a competição por recursos está aumentando entre as pessoas e grandes felinos, como a onça-pintada. Esta competição acarreta inevitavelmente conflitos que reduzem a tolerância das pessoas à presença de felinos e que podem levar a retaliações, o que contribui para as já numerosas ameaças que estas espécies enfrentam como a perda e degradação do seu habitat, os efeitos das alterações climáticas e a caça para comércio ilegal”, disse Kate Vannelli, líder da iniciativa WWF International.

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