Meio Ambiente: Leilão de blocos de oléo e gás ignora alerta do Ibama e assombra Parque Nacional de Abrolhos - - PressFrom - Brasil

Meio Ambiente Leilão de blocos de oléo e gás ignora alerta do Ibama e assombra Parque Nacional de Abrolhos

01:35  10 outubro  2019
01:35  10 outubro  2019 Fonte:   brasil.elpais.com

Nordeste: sobe para 124 número de praias atingidas por petróleo

  Nordeste: sobe para 124 número de praias atingidas por petróleo Um último levantamento do Ibama, divulgado nesta quinta-feira, 3, concluiu que o número de locais afetados por manchas de petróleo no Nordeste subiu para 124. A Bahia também foi atingida, apesar de não constar no balanço oficial publicado. O estado era o único da região não tinha registros do problema. As causas e responsabilidades do despejo de óleo estão sendo investigadas pelo Ibama, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, a Marinha e a Petrobras.A poluição tem afetado não só a natureza, mas também os animais. Tartarugas foram encontradas cobertas por óleo.

Em caso de qualquer incidente com derramamento de óleo , a dispersão do material na água poderia atingir Risco para Abrolhos . O banco compreende uma área de 32 mil quilômetros quadrados de água Na região está o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos , onde ocorrem espécies endêmicas.

Se houver qualquer incidente, como vazamento de óleo , uma das regiões de maior biodiversidade do Oceano Atlântico Para impedir que isso aconteça, é fundamental que a Justiça Federal determine a exclusão dos sete blocos de petróleo localizados próximos ao Parque Nacional de Abrolhos .

Arquipélago de Abrolhos, na Bahia.© Marco Antônio Teixeira (WWF Brasil) Arquipélago de Abrolhos, na Bahia.

A região que concentra a maior biodiversidade e o maior banco de corais da parte sul do Oceano Atlântico tem seu futuro em aberto. O Parque Nacional de Abrolhos, no extremo sul da Bahia, tem 87.943 hectares de unidades de conservação que interligam importantes ecossistemas marítimos e costeiros, incluindo áreas de manguezais das quais comunidades tradicionais pesqueiras tiram seu sustento. É um berçário de reprodução de baleias jubarte e local de sobrevivência de várias espécies em risco de extinção, como tartarugas e aves marinhas. Não por acaso é conhecido como “santuário de Abrolhos”, um marco da conservação brasileira por ter sido o primeiro parque marítimo instituído no país na década de 1980, Abrolhos —que já vinha lidando com a morte de corais provocada pelo aquecimento das águas e com a chegada de rejeitos da barragem que rompeu em Brumadinho— agora enfrenta o temor de ficar ainda mais vulnerável ao risco de impactos ambientais provocados pela exploração de petróleo em áreas cada vez mais próximas.

Óleo que vazou no Nordeste não é brasileiro, diz presidente da Petrobras

  Óleo que vazou no Nordeste não é brasileiro, diz presidente da Petrobras Óleo que vazou no Nordeste não é brasileiro, diz presidente da Petrobras“A função da Petrobras não é investigar de onde vem o óleo. Nossa preocupação foi se era um óleo produzido ou eventualmente comercializado pela Petrobras. Nós temos isso bem documentado, coletamos 23 amostras, nosso centro de pesquisas realizou análises bioquímicas e chegou à conclusão de que não se trata de nenhum óleo produzido e/ou comercializado pela Petrobras”, disse.

Mais que Gás de Cozinha. Além de muito eficiente, ter bom preço e não prejudicar o meio ambiente, o Gás LP leva conforto e calor humano para todos Todo botijão da Nacional Gás é detalhadamente inspecionado antes de entrar na sua casa. E ele vai sempre lacrado e com dicas de utilização e

Blocos de petróleo perto de Abrolhos representam 0,3% de arrecadação total estimada para Ainda há tempo de impedir mais um desastre", alerta a ativista Tamires, autora da maior petição com A Conexão, que denuncia os perigos da possível extração de petróleo e gás na região, também lançou

O Governo brasileiro realiza nesta quinta-feira (10) um leilão para exploração de petróleo e gás que inclui quatro blocos em uma porção específica da bacia de Camuamu-Almada, a 130 quilômetros do banco de corais de Abrolhos. Eles deverão ser leiloados na contramão de um parecer técnico do Ibama feito em abril, no qual especialistas do órgão reforçam a necessidade de estudos ambientais antes dos blocos serem ofertados às empresas. E alertam para o risco de danos "irreversíveis" em uma região de extrema sensibilidade ambiental caso haja vazamentos de óleo, especialmente num contexto em que as próprias empresas petrolíferas não têm conseguido apresentar, em nível mundial, planos de emergência eficazes e ágeis para minimizar danos em caso de acidentes.

Governo arrecada R$ 8,9 bilhões com 1º leilão de petróleo e gás de 2019

  Governo arrecada R$ 8,9 bilhões com 1º leilão de petróleo e gás de 2019 Governo arrecada R$ 8,9 bilhões com 1º leilão de petróleo e gás de 2019O certame deu largada em uma sequência de rodadas de óleo e gás que podem render bilhões para a União, Estados e municípios. Entre eles, o megaleilão da cessão onerosa, marcado para 6 de novembro e com potencial de arrecadação de R$ 106,6 bilhões.

O presidente do Ibama , porém, depois de receber um pedido de revisão do MMA, rejeitou a decisão técnica e liberou o leilão . O parecer técnico contra a oferta foi emitido no dia 18 de março pelo Grupo de Trabalho lnterinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás (GTPEG).

À reportagem, ele negou ter ignorado recomendação sobre risco de vazamento de óleo em uma das regiões de As sete áreas fazem parte do pacote de blocos de petróleo incluídos na 16.ª Rodada de Na região está o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos , onde ocorrem espécies endêmicas.

A preocupação de ambientalistas com a oferta de blocos para exploração mais próximos a Abrolhos ganhou ainda mais força no último mês, com a vulnerabilidade dos mares brasileiros que ficou evidente diante do vazamento de óleo cru que já atinge todos os estados nordestinos, e já atingiu até o norte da Bahia. "O Brasil não está preparado para lidar com grandes acidentes ambientais, qualquer que seja a natureza desse acidente, incluído grandes vazamentos de óleo e petróleo no mar", afirma a pesquisadora Célia Faganello, da Universidade Federal do Sul da Bahia. O monitoramento marítimo é de responsabilidade da Marinha, que diz atuar com 5.000 homens e 650 embarcações nas fiscalizações.

Mapa mostra o Parque Nacional Marítimo de Abrolhos.© Pato Sardá (WWF Brasil) Mapa mostra o Parque Nacional Marítimo de Abrolhos.

O caso, que já preocupa cientistas porque não há controle de até onde pode chegar, é considerado inédito. A Marinha, junto com outros órgãos federais, atua para investigar a origem do vazamento. Até agora, a principal tese é de que o óleo tenha sido despejado por uma embarcação em alto mar. "Ainda que o derrame atual não atinja a região de Abrolhos e o litoral sul da Bahia, as regiões coralíneas e costeiras, como manguezais e restingas, poderão ser severamente afetadas, a depender da concentração, persistência, das características do óleo, assim como das condições meteorológicas e oceanográficas", explica o oceanógrafo Marcos Bernardes.

Abrolhos fica fora do radar dos leilões de petróleo após pressão de ambientalistas

  Abrolhos fica fora do radar dos leilões de petróleo após pressão de ambientalistas Mais de 1 milhão de pessoas assinaram petiçoes online solicitando que os blocos de exploração de petróleo no Parque Nacional Marinho de Abrolhos não fossem leiloados Por Redação HC Congresso decidiu hoje (10/10) o futuro dos blocos de exploração de petróleo que foram a leilão na na 16ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios da […] The post Abrolhos fica fora do radar dos leilões de petróleo após pressão de ambientalistas appeared first on Hardcore.

Críticos da proposta de leiloar blocos exploratórios de petróleo nas proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos , no litoral Sul da Bahia, estão se movimentando para evitar que o tema avance no certame de quinta-feira, na 16ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios da Agência

Pague com cartão de crédito ou boleto. Com o Mercado Pago você paga parcelado sem juros ou à vista no boleto. É sempre seguro! Só por estar cadastrado no Mercado Livre, você tem frete grátis em milhares de produtos. É um benefício do Mercado Pontos.

Segundo os técnicos do Ibama, um possível vazamento de óleo na região de Abrolhos poderia se estender rapidamente pelos litorais norte e sul da Bahia e chegar à costa do Espírito Santo, incluindo todo o complexo recifal do Banco de Abrolhos. Pesquisadores da região também se preocupam com os impactos da atividade, considerada de risco, para além da possibilidade de um acidente. A parte sísmica para exploração da área, por exemplo, já poderia impactar as baleias jubarte, que se orientam pelo som e migram para a região entre os meses de julho e novembro para se reproduzir. A espécie foi retirada da lista brasileira de animais em extinção há cinco anos, graças a programas de recuperação desenvolvidos por pelo menos três décadas.

"Os impactos advindos de um derrame de grande dimensão sobre ecossistemas de manguezais e corais são em geral irreversíveis", alerta o parecer do Ibama. Mesmo assim, o presidente do órgão, Eduardo Fortunato Bim, autorizou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) seguisse com o leilão desses blocos. O Governo argumenta que a área não fica tão próxima a Abrolhos e que retirar os quatro blocos de Camamu-Almada do certame provocaria prejuízo financeiro ao país. Esses blocos, porém, representam apenas 0,3% —10,8 milhões de reais— da arrecadação total estimada pelo Governo com este leilão, que inclui 36 blocos no país. Ao EL PAÍS, o Ministério de Minas e Energia disse que "o processo seguiu o devido rito processual, inclusive na avaliação ambiental". E que, portanto, não há qualquer irregularidade que motive a retirada dessas áreas do leilão. O Ibama não respondeu às solicitações da reportagem.

12 animais ficam cobertos por óleo e 8 deles morrem no Nordeste

  12 animais ficam cobertos por óleo e 8 deles morrem no Nordeste Pelo menos 12 animais foram atingidos pelo óleo encontrado no litoral do Nordeste. Oito deles morreram. Entre os animais estão uma ave e 11 tartarugas. Segundo o Ibama, apenas quatro tartarugas sobreviveram, os demais animais não resistiram. Além deles, outros animais como caranguejos, guaiamuns e aratus também foram vítimas do óleo.O número de animais afetados pelo óleo pode ser ainda maior, já que correntes marinhas tendem a não carregar os animais contaminados para a região costeira.Confira o final desta história e outras notícias inspiradoras sobre animais na ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais).

As instituições pedem ainda anulação de blocos leiloados no dia 10 de setembro na Amazônia Legal e demais áreas ambientalmente sensíveis. O leilão dde amanhã está mantido, embora a Justiça Federal na Bahia tenha determinado que a ANP informe que os blocos na região de Abrolhos estão

Áreas para exploração de petróleo irão a leilão nesta quinta-feira; MPF sustenta que a oferta só deveria ser feita após a conclusão dos estudos ambientais estratégicos.

O parecer técnico do Ibama não tem poder para definir quais áreas serão ou não ofertadas para exploração, mas costumava ser acatado pelo Ibama desde 2004, quando uma resolução do Conselho Nacional de Pesquisa Energética determinou a realização da análise ambiental prévia às licitações da ANP. Bim argumenta que o estudo de avaliação ambiental solicitado pelos técnicos do Ibama não fundamenta a retirada dos blocos do leilão, já que precisará ser feito por terceirizadas contratadas pelas empresas petrolíferas durante o processo de licenciamento ambiental.

Abrolhos é um berçário das baleias jubarte.© Marco Antônio Teixeira (WWF Brasil) Abrolhos é um berçário das baleias jubarte.

"Como são terceirizados, esses estudos muitas vezes não apontam todos os impactos, em detalhes. E o processo de compensação ambiental nem sempre cobre todas as espécies ou as atividades impactadas que deveriam", pondera Hudson Pinheiro, mestre em Oceanografia Ambiental e pesquisador da Academia de Ciências da Califórnia, que trabalha na região. Ele diz que a oferta desses blocos mais próximos a Abrolhos é ainda mais preocupante num contexto de afrouxamento das leis ambientais pelo qual passa o Brasil. Em 2011, por exemplo, o estudo prévio de impacto ambiental, que deveria ser imprescindível para a exploração de petróleo em alto mar, deixou de ser obrigatório em alguns casos.

Blocos para exploração de petróleo perto de Abrolhos não atraem interessados em leilão

  Blocos para exploração de petróleo perto de Abrolhos não atraem interessados em leilão Governo ofertou a área ignorando laudo ambiental do Ibama, que apontava risco de danos irreversíveis. Blocos têm grande complexidade para licenciamento e apresentam insegurança jurídicaA área de exploração próxima de Abrolhos faz parte de um pacote de concessão de 36 blocos marítimos ofertados pelo Governo brasileiro nesta quinta. Segundo a ANP, 11 empresas, de nove países, fizeram ofertas e 11 blocos acabaram arrematados, com uma arrecadação total de 8,9 bilhões de reais. A área de conflito com ambientalistas fica na bacia de Camamu-Almada, a 130 quilômetros do banco de corais de Abrolhos, um berçário de baleias, tartarugas e aves marinhas.

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , criada em 1997 pela lei n º 9.478, é o órgão regulador das atividades que integram as indústrias de petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil. Suas atividades foram iniciadas em 14 de janeiro de 1998.

O serviço gratuito do Google traduz instantaneamente palavras, frases e páginas da Web entre o inglês e mais de 100 outros idiomas.

O complexo licenciamento em áreas sensíveis

Ao arrematarem os blocos, as empresas deverão solicitar ao Governo brasileiro licenças ambientais específicas tanto para a exploração quanto para a produção e comercialização do produto ou gás que encontrem ali. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já declarou que a venda dos blocos no leilão não garante a concessão da licença ambiental. Ou seja, as empresas podem comprar os blocos e depois não conseguir a permissão para explorá-los. O próprio modelo de contrato da ANP para o leilão diz que o indeferimento definitivo da licença pode gerar extinção contratual, sem que a empresa tenha direito a indenização.

O licenciamento de blocos já licitados nesta bacia de Camamu-Almada tem sido um trabalho difícil e bastante complexo para o Ibama, por conta da sensibilidade ambiental da área. A nota técnica do órgão dá essa dimensão, ao mencionar os impasses que envolveram, nos anos 2000, o licenciamento para perfurações do bloco BM-CAL-4. As primeiras licenças saíram quando o órgão ainda definia os critérios mais adequados para avaliação, mas depois um entendimento mais rígido dos impactos culminou em negativas para o licenciamento. A questão foi judicializada, e a empresa chegou a conseguir novas permissões ao apresentar planos de emergência de alto custo, que em um caso prático de um pequeno vazamento de diesel acabou se mostrando insatisfatório. A licença para a produção, então, acabou negada pelo órgão porque a empresa não conseguiu apresentar um projeto ambientalmente viável e que desse respostas rápidas em caso de acidente.

Golfinho é encontrado morto com manchas de óleo em praia de AL

  Golfinho é encontrado morto com manchas de óleo em praia de AL Mais uma consequência ambiental do vazamento de óleo no Nordeste. Um golfinho foi encontrado morto neste domingo em Feliz Deserto, no litoral sul de Alagoas, com manchas no corpo. A informação foi divulgada pelo Instituto Biota de Conservação, que recolheu o animal para realizar a necropsia. Este foi o primeiro mamífero a surgir morto desde o início do vazamento, no começo de setembro. De acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), 13 tartarugas e uma ave já morreram no litoral nordestino por causa do óleo.No entanto, ainda não é possível saber a causa da morte do golfinho e se há relação com o óleo.

Descoberto em 1503 pelo italiano Américo Vespúcio, o arquipélago de Abrolhos foi assim batizado por conta de alertas dos navegantes portugueses no O desembarque de visitantes é permitido somente na ilha da Siriba, com acompanhamento de monitores do Ibama . O cenário é formado por imensos

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos é um parque nacional do Brasil que está localizado no sul do litoral do estado da Bahia, no arquipélago de Abrolhos , entre as coordenadas geográficas 17º25’ a 18º09’ S e 38º33’ a 39º05’ W. Foi o primeiro parque do Brasil a receber o título de " Parque Nacional

Se por um lado não há garantias de que as empresas possam explorar os blocos que comprarem pela complexidade para o licenciamento, ainda existe o risco de não se encontrar os recursos na região e uma grande insegurança jurídica rondando a concessão desses blocos. Em resposta a uma ação civil pública do Ministério Público Federal para impedir o leilão desses blocos, a Justiça Federal da Bahia decidiu na última terça-feira que o Governo poderá leiloá-los, mas que os blocos ficaram sob o crivo do Judiciário. A ANP também é obrigada a informar aos participantes do leilão os blocos que estão sub júdice, deixando claro o risco do negócio.  "Nossa expectativa é de que as empresas não adquiram lote nesta região por toda a insegurança jurídica", afirma o biólogo Guilherme Dutra, diretor da área de oceanos da ONG Conservação Internacional.

O medo de ser 'uma nova Brumadinho'

O impacto socioeconômico que pode ser provocado pelo risco de vazamentos de óleo é uma preocupação latente na região, onde milhares de pessoas dependem tanto do turismo nas ilhas que formam o arquipélago de Abrolhos quanto da pesca e do extrativismo. "Abrolhos não pode ser só um ponto de mar, tem que olhar para a terra também porque está tudo interligado", protesta o pescador Carlos Alberto Pinto dos Santos. Ele faz parte de uma das 2.600 famílias que dependem da pesca e da captura de mariscos em oito comunidades tradicionais da Reserva Extrativista de Canavieiras, uma das maiores faixas de mangue de Bahia. "Abrolhos é a vida da gente. Sou jangadeiro e bisneto de jangadeiro. O que ameaça esse espaço ameaça a nossa existência", diz Carlos.

Pescador João Gonçalves vive em uma das oito comunidades tradicionais da Resex de Canavieiras.© Marco Antônio Teixeira (WWF Brasil) Pescador João Gonçalves vive em uma das oito comunidades tradicionais da Resex de Canavieiras.

Essas comunidades, que historicamente lutam contra os interesses da especulação imobiliária e da carcinicultura, agora se veem ameaçadas pelo que chamam de "doença do petróleo". E temem que os riscos de acidentes as levem a uma tragédia como a de Brumadinho, onde o rompimento de uma barragem da Vale deixou danos ambientais e sociais ainda difíceis de serem contabilizados. "Não queremos comer marisco contaminado. A gente não pode aceitar um empreendimento que pode acabar com nosso modo de viver, sabendo que ninguém limpa petróleo de mangue", diz o pescador João Gonçalves, 78 anos.

Ele aprendeu a capturar pescados e mariscos quando criança, uma tradição que é passada de pai para filho na comunidade. Desde pequeno, aprendeu a identificar a andada do caranguejo no período reprodutivo pelo cheiro do mangue. Muito além de uma relação de trabalho, há um cuidado para manter vivo um território com o qual se tem uma relação de pertencimento. "Nós somos os olhos daqui. Estamos lutando para que as próximas gerações possam viver como nós", diz João.

A reportagem viajou a Abrolhos e Canavieiras a convite da Conexão Abrolhos.

_________________________________

200 toneladas de óleo foram recolhidas nas praias do Nordeste .
200 toneladas de óleo foram recolhidas nas praias do NordesteJá são 43 dias desde a primeira detecção do material. A preocupação neste momento é saber quanto do óleo ainda chegará às praias. Simplesmente não se sabe, neste momento, se a situação já está controlada ou quanto do petróleo ainda chegará ao litoral, dado que se trata de uma matéria pesada, que avança no fundo do mar.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais
usr: 7
Isto é interessante!