Meio Ambiente PF e Marinha vão atrás de dois clientes da Shell sobre óleo no Nordeste

18:07  18 outubro  2019
18:07  18 outubro  2019 Fonte:   estadao.com.br

‘CSI ambiental’? As pistas que podem ajudar a desvendar mistério de petróleo que atingiu praias do Nordeste

  ‘CSI ambiental’? As pistas que podem ajudar a desvendar mistério de petróleo que atingiu praias do Nordeste Operação para identificar a origem do vazamento mobiliza 1.500 militares, cinco navios, uma aeronave e diversas embarcações e viaturas de delegacias e capitanias dos portos. A reportagem da BBC News Brasil procurou os órgãos que participam da investigação, mas nenhum deles se manifestou oficialmente ou revelou detalhes sobre as linhas de investigação."Aproximadamente 140 navios fizeram trajeto por aquela região. Pode ser algo criminoso, pode ser um vazamento acidental. Pode ser um navio que naufragou também. Agora, é complexo.

Os dois clientes da Shell que compraram os tambores encontrados com a borra de petróleo que contamina as praias de toda a região Nordeste serão acionadas pela Marinha e Polícia Federal, para que prestem informações. Conforme revelado ontem pelo Estado, a Shell , fabricante e dona original

Os dois clientes da Shell que compraram os tambores encontrados com a borra de petróleo suspeita de contaminar as praias de toda a região Nordeste serão acionadas pela Marinha e Polícia Federal para que prestem informações. Conforme revelado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Shell

  PF e Marinha vão atrás de dois clientes da Shell sobre óleo no Nordeste © Foto: Antonello Veneri/AFP/Getty

Os dois clientes da Shell que compraram os tambores encontrados com a borra de petróleo que contamina as praias de toda a região Nordeste serão acionadas pela Marinha e Polícia Federal, para que prestem informações.

Conforme revelado ontem pelo Estado, a Shell, fabricante e dona original dos tambores de lubrificantes, encaminhou ao governo brasileiro dados de dois compradores dos produtos encontrados no Brasil. A primeira é a empresa Hamburg Trading House FZE, uma distribuidora baseada nos Emirados Árabes, que adquiriu 20 tambores do lote encontrado na costa brasileira. O segundo cliente é a empresa Super-Eco Tankers Management, baseada em Monrovia, na Libéria, na África Ocidental, que comprou cinco tambores do lote da Shell.

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Os dois clientes da Shell que compraram os tambores encontrados com a borra de petróleo suspeita de contaminar as praias de toda a região Nordeste serão acionadas pela Marinha e Polícia Federal para que prestem informações. Conforme revelado nesta quinta-feira, 17, pelo jornal O Estado de S

Dois clientes da Shell compraram os tambores encontrados com a borra de petróleo suspeita de contaminar a costa do Nordeste . Autoridades procuram os possíveis responsáveis pelo desastre sem precedentes no mar brasileiro. Dois clientes da Shell que compraram os tambores encontrados

As informações sigilosas da Shell foram encaminhadas na tarde desta quinta-feira, 17, ao governo brasileiro. O objetivo neste momento é avançar na trilha logística do produto, para apurar os possíveis responsáveis pelo desastre sem precedentes no mar brasileiro.

A Shell confirmou que os tambores usados para armazenar lubrificantes, e não petróleo, foram produzidos e comercializados por empresas do grupo Shell localizadas na Europa e no Oriente Médio. O governo ainda investiga se o material da empresa é o mesmo que polui 187 pontos da costa brasileira desde o fim de agosto.

O lote de tambores, que tem data de 17 de fevereiro de 2019, foi produzido em Dubai pela Shell Markets. Depois, esses tambores foram comercializados por outra empresa do grupo, a Shell Eastern Trading (SET) no Porto dos Emirados Árabes. As informações foram enviadas à Shell Brasil por meio da SET. A companhia declarou que a Super-Eco Tankers Management, que comprou cinco tambores, “potencialmente opera em águas brasileiras”. A distribuidora dos Emirados Árabes, na avaliação da empresa, é menos provável que passe pela costa do Brasil.

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  23 tartarugas morreram no Ceará após manchas de óleo Desde o início do surgimento de manchas de óleo no Nordeste, o número de tartarugas encontradas mortes no litoral do Ceará já chega a 23, até esta terça-feira, 15. Segundo um levantamento divulgado pelo Instituto Verdeluz, são 21 animais. No entanto, apenas no último fim de semana, o portal G1 apurou que ao menos mais duas tartarugas apareceram mortas nas praias do estado.Ainda não há confirmação da causa das mortes, mas a principal suspeita é a de contaminação pelas manchas de óleo que atingiram o litoral nordestino. Um dos animais foi encontrado na praia de de Beberibe, no litoral leste do estado.

Os dois clientes da Shell , a Hamburg Trading House FZE, dos Emirados Árabes, e a Super-Eco Tankers Management, na Libéria, que compraram os tambores encontrados com petróleo cru suspeito de contaminar praias do Nordeste , serão acionados pela Marinha e Polícia Federal para prestarem

Barris da Shell foram encontrados em praias do Nordeste . Foto: Divulgação/Governo de Sergipe. A Shell também destaca que não transporta óleo cru em rotas transatlânticas e que o adesivo em um PF faz buscas na casa do governador do Piauí e em gabinete de deputada em operação contra

A multinacional informa ainda, no documento, que a identificação do produto no tambor como “Argina S3-30” é produzido e comercializado em vários países. Foi por meio do código do tambor iniciado com o número “55”, que a empresa identificou que se trata de produtos produzidos na Europa e no Oriente Médio.

No documento, a Shell informa que o primeiro tambor encontrado com a logomarca da empresa “não foi produzido ou comercializado pela Shell Brasil” e que se trata, efetivamente, de um “produto líquido límpido, de coloração âmbar”, diferente do que está invadindo o litoral do Nordeste.

No momento da venda dos lotes, afirma a empresa, houve “transferência de titularidade e custódia do produto e da sua embalagem pela SET ao cliente e ao distribuidor”. Por isso, alega a SET, empresa do grupo Shell, que a informação encaminhada sobre detalhes dos lotes e seus compradores “não indica necessariamente que tais empresas (cliente e distribuidor) sejam proprietários ou possuidores dos tambores investigados”.

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‘Nada poderia ser pior que óleo chegar a Abrolhos’, dizem pesquisadores sobre risco a santuário marítimo na rota de mancha de petróleo .
‘Nada poderia ser pior que óleo chegar a Abrolhos’, dizem pesquisadores sobre risco a santuário marítimo na rota de mancha de petróleoO "isso", no caso, são as manchas de óleo que há quase dois meses invadem o litoral nordestino sem qualquer tipo de contenção efetiva. "Lá" é a região de Abrolhos, no extremo sul da Bahia. E quem faz esta afirmação em tom de pesar é a professora do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Zelinda Leão, que desde a década de 1970 estuda os recifes de coral ali presentes.

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