Meio Ambiente Análise da Ufal indica que óleo veio de navio fantasma, não de embarcação grega

22:50  09 novembro  2019
22:50  09 novembro  2019 Fonte:   estadao.com.br

Navio da Libéria é suspeito pelo vazamento de óleo no Nordeste

  Navio da Libéria é suspeito pelo vazamento de óleo no Nordeste Nesta quinta-feira, 31, as manchas de óleo chegaram a Porto Seguro e atingiram as praias de Arraial D'Ajuda e TrancosoUm levantamento obtido pelo G1 aponta que embarcação, operada por uma empresa grega, saiu da Venezuela em agosto, desligou seu sistema de rastreamento e passou oculto dos radares na costa brasileira.

RIO - Uma nova análise da Universidade Federal de Alagoas ( Ufal ) indica que o recente vazamento de óleo bruto na costa do Nordeste teria sido causado por um navio fantasma - e não por um petroleiro grego , como aponta o governo brasileiro.

Uma nova análise da Universidade Federal de Alagoas ( Ufal ) indica que o recente vazamento de óleo bruto na costa do Nordeste teria sido O laboratório encontrou uma significativa imagem de óleo do satélite Sentinel-1ª, em 24 de julho, dois dias antes da passagem do navio grego pelo local.

RIO - Uma nova análise da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) indica que o recente vazamento de óleo bruto na costa do Nordeste teria sido causado por um navio fantasma - e não por um petroleiro grego, como aponta o governo brasileiro. Neste sábado, 9, o óleo chegou a mais duas praias do Espírito Santo, mostrando que se espalha agora pelo Sudeste.

A embarcação teria passado pela costa brasileira com o sistema de rastreamento por satélite, o transponder, desligado para não ser detectada pelas autoridades. Os dados de navegação usados na pesquisa são provenientes da plataforma Marine Traffic, provedora mundial de trajetórias de navios.

A trajetória do navio Bouboulina, suspeito de ser o responsável pelo vazamento de óleo no litoral brasileiro

  A trajetória do navio Bouboulina, suspeito de ser o responsável pelo vazamento de óleo no litoral brasileiro A trajetória do navio Bouboulina, suspeito de ser o responsável pelo vazamento de óleo no litoral brasileiroTrês dias depois, já carregado com cerca de 1 milhão de barris de petróleo tipo Merey 16 cru, deixou a costa venezuelana rumo ao sudeste. No dia 23 de julho chegou à costa brasileira, passando pelo Amapá. Entre os dias 28 e 29, segundo a investigação da Polícia Federal, teria dado início ao que é o maior desastre a atingir as praias do Brasil em termos de extensão.

Análise foi feita por universidade de Alagoas e imagem de satélite não mostraria relação de mancha com navio grego . Uma nova análise da Universidade Federal de Alagoas ( Ufal ) indica que o recente vazamento de óleo bruto na costa do Nordeste teria sido causado por um navio fantasma

Uma nova análise da Universidade Federal de Alagoas ( Ufal ) indica que o recente vazamento de óleo bruto na costa do Nordeste teria sido causado por um navio fantasma – e não por um petroleiro grego , como A empresa Delta Tankers, responsável pela embarcação , negou a responsabilidade.

A partir desses dados, o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) rastreou e analisou os trajetos dos cinco petroleiros de bandeira grega que navegaram pela costa brasileira no período próximo à chegada de óleo nas praias do Nordeste e que foram notificados pela Marinha do Brasil.

Autoridades brasileiras acreditam que uma das cinco embarcações (Maran Apollo, Maran Libra, Bouboulina, Minerva Alexandra e Cap. Pembroke) seria responsável pelo vazamento e apontou o Bouboulina como principal suspeito. A empresa Delta Tankers, responsável pela embarcação, negou a responsabilidade.

Na semana passada, o Lapis já havia contestado a versão da Marinha, que associava a origem das manchas de óleo ao trajeto do Bouboulina. O laboratório encontrou uma significativa imagem de óleo do satélite Sentinel-1ª, em 24 de julho, dois dias antes da passagem do navio grego pelo local. Agora, o laboratório ampliou a análise para as outras quatro embarcações de bandeira grega e chegou a conclusão semelhante.

Visita ao Parque de Abrolhos é suspensa após surgimento de manchas de óleo

  Visita ao Parque de Abrolhos é suspensa após surgimento de manchas de óleo Visita ao Parque de Abrolhos é suspensa após surgimento de manchas de óleoO local é o 1º parque nacional marinho criado no Brasil, em abril de 1983, e ficará fechado para visitantes por 3 dias. A medida foi tomada para prevenir possíveis problemas à saúde pública e remoção do óleo, que vazou pelo litoral do Nordeste.

Uma análise feita nesta sexta-feira (11) pela Universidade Federal de Sergipe concluiu que o óleo que Os barris contêm inscrições e etiquetas que podem ajudar a identificar a embarcação de onde caiu Em um dos tonéis, a etiqueta indica que a última vez em que ele foi usado para transportar o

A Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal de Alagoas (PROGRAD/ UFAL ) torna pública a abertura de inscrições e estabelece normas relativas à participação no II SEMINÁRIO INSTITUCIONAL DE MONITORIA DA UFAL (SIM UFAL ), que será realizado no período de 07, 08 e 09 de outubro de

"A partir da análise dos cinco navios gregos investigados pelas autoridades brasileiras, identificamos que há grande probabilidade de as rotas deles não terem relação com o derramamento de óleo no litoral do Nordeste", explicou o pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis. "Algumas peças foram fundamentais para montar esse quebra-cabeças: as imagens de satélite, as informações de inteligência em navegação, a data do surgimento das manchas de óleo na região, a direção das correntes oceânicas e a procedência do petróleo."

De acordo com o Lapis, a imagem de satélite mais conclusiva da presença de óleo no litoral do Nordeste foi registrada no dia 24 de julho, na altura do Rio Grande do Norte. Ela identifica uma mancha de 86 quilômetros de extensão e um quilômetro de largura, a aproximadamente 40 quilômetros do município de São Miguel do Gostoso. A mancha varia de 40 a 1.200 metros de profundidade, dependendo do trecho. A mesma imagem registra também a presença de um navio, que não seria nenhum dos cinco petroleiros gregos.

Entenda o que se sabe até agora sobre o óleo no Nordeste

  Entenda o que se sabe até agora sobre o óleo no Nordeste Entenda o que se sabe até agora sobre o óleo no NordesteAs investigações apontam que a a embarcação foi a única a passar pela região onde a mancha da substância começou a se espalhar, entre 28 e 29 de julho, período compatível com o vazamento. Depois disso, correntes marítimas ajudaram a espalhar o produto.

Análise de imagens de satélite aponta para embarcação das Meio Ambiente. Análise indica que óleo no litoral veio de navio fantasma . Após 13 dias de incêndio, bombeiros controlam fogo no Pantanal. Pesquisadores dizem que óleo apareceu antes de navio grego .

A PF (Polícia Federal) realiza uma operação na sede da empresa, na manhã desta sexta-feira (1)

"Na interpretação do sinal de óleo na imagem de satélite já foram descartados possíveis ruídos de fitoplâncton, topografia de fundo do oceano, correntes marítimas, nuvens ou brisas", explicou Barbosa. "A única interferência possível seria o rastro deixado pelo navio na água ter sido registrado pelo satélite. Porem, pela geometria, intensidade, espessura e tamanho da mancha, consideramos baixa essa possibilidade."

Óleo no Espírito Santo

Fragmentos de óleo foram encontrados neste sábado em mais duas praias do Espírito Santo: Urussuquara e Barra Nova. Na quinta-feira, 7, o óleo já chegara em Guriri, no Espírito Santo. Autoridades locais fecharam a foz de riachos que deságuam no mar para evitar que a poluição chegue aos rios e comprometa o abastecimento de água.

O Espírito Santo é o décimo Estado brasileiro a ser atingido pelo óleo, depois de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), cerca de 4.300 toneladas de óleo já foram retiradas das praias nordestinas.

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Navio identificado pela Ufal não foi responsável por óleo na costa brasileira, diz Marinha .
Navio identificado pela Ufal não foi responsável por óleo na costa brasileira, diz MarinhaA negativa foi dada com base em estudos realizados pelo Centro de Hidrografia da Marinha e pela geointeligência do Ibama. De acordo com a nota a Marinha, a hipótese apresentada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), sobre um eventual derramamento de óleo ocorrido por um navio a 26 km da costa da Paraíba, em 19 de julho, “não geraria o espalhamento de manchas que foi observado em nosso litoral, principalmente no sul do estado da Bahia e norte do Estado do Espírito Santo”.

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