Meio Ambiente: Amazônia perdeu 10 mil km² de floresta em 2019, maior taxa desde 2008 - - PressFrom - Brasil

Meio Ambiente Amazônia perdeu 10 mil km² de floresta em 2019, maior taxa desde 2008

21:51  18 novembro  2019
21:51  18 novembro  2019 Fonte:   catracalivre.com.br

Índice de desmatamento na Amazônia cresce 80% em setembro

  Índice de desmatamento na Amazônia cresce 80% em setembro Índice de desmatamento na Amazônia cresce 80% em setembro

Esta é a terceira maior alta percentual da devastação na história© Fábio Nascimento / Greenpeace Esta é a terceira maior alta percentual da devastação na história

O desmatamento da Amazônia atingiu 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, segundo dados do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), divulgados nesta segunda-feira, 18, pelo Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais). É a maior taxa desde 2008 e a terceira maior alta percentual da devastação na história, perdendo apenas para 1995 (95%) e 1998 (31%).

Segundo o Greenpeace Brasil, esse panorama é resultado do que o governo de Jair Bolsonaro defendeu desde a campanha eleitoral. “O projeto antiambiental de Bolsonaro sucateou a capacidade de combater o desmatamento, favorece quem pratica crime ambiental e estimula a violência contra os povos da floresta. Seu governo está jogando no lixo praticamente todo o trabalho realizado nas últimas décadas pela proteção do meio ambiente”, diz Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia da organização.

Desmatamento da Amazônia sobe 29,5% no ano e chega perto de 10 mil km²

  Desmatamento da Amazônia sobe 29,5% no ano e chega perto de 10 mil km² Desmatamento da Amazônia sobe 29,5% no ano e chega perto de 10 mil km²A taxa ficou pelo menos 1.500 km² acima da tendência de aumento do desmatamento que vinha sendo observada a partir de 2012. Segundo técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), se a taxa seguisse a tendência dos últimos anos, teria ficado em torno de 8.278 km².

Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, o dado divulgado pelo Inpe é o indicador mais importante do impacto da gestão Bolsonaro/Salles para o meio ambiente do Brasil até agora: “um imenso desastre”. “Propostas como legalização da grilagem de terras públicas, mineração e agropecuária em terras indígenas, infraestrutura sem licenciamento ambiental só mostram que os próximos anos podem ser ainda piores.”

A tendência é que a destruição só aumente. Dados do Deter, índice também desenvolvido pelo Inpe, mostram que os três primeiros meses que compõem o próximo período do Prodes (agosto a outubro deste ano) indicaram um crescimento de cerca de 100% da área com alertas de desmatamento na comparação com o mesmo período de 2018.

No ritmo atual de desmatamento, Amazônia vira savana em 15 anos, diz Carlos Nobre

  No ritmo atual de desmatamento, Amazônia vira savana em 15 anos, diz Carlos Nobre No ritmo atual de desmatamento, Amazônia vira savana em 15 anos, diz Carlos NobreNobre conversou com a BBC News Brasil na tarde desta segunda-feira (18), horas depois do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelar um aumento de 29,5% no ritmo do desmatamento da Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019.

Para Mazzetti, mesmo diante de um cenário alarmante para a Amazônia, com aumento das queimadas, do desmatamento, das invasões de áreas protegidas e da violência contra os povos indígenas, o governo não apresenta nenhuma política consistente para proteger a floresta e seus povos; pelo contrário, está ao lado do crime ambiental.

“A combinação de altas taxas de desmatamento com a falta de governança sacrifica vidas, coloca o país na contramão da luta contra as mudanças climáticas e traz prejuízos à economia, uma vez que o mercado internacional não quer comprar produtos contaminados por destruição ambiental e violência”, avalia Mazzetti.

Veja também:Nasa vê ‘assinatura do desmatamento’ em focos de incêndio na Amazônia

Estudo da Nasa mostra que Amazônia já está mais seca e vulnerável .
Investigação indica que avanço do desmatamento, das queimadas e o excesso de gases de efeito estufa estã mudando atmosfera local e aumentando demanda por águaO trabalho considerou dados coletados em solo e por análise de imagens de satélite para determinar o chamado déficit de pressão de vapor (VPD). Com isso, os cientistas conseguiram rastrear a quantidade de umidade na atmosfera e quanto dela é necessário para manter os ciclos da floresta.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais

Vídeos temáticos:

usr: 3
Isto é interessante!