Meio Ambiente Desmatamento na Amazônia cresce 104% em novembro

13:00  14 dezembro  2019
13:00  14 dezembro  2019 Fonte:   dw.com

Ações da AGU cobram R$ 555,3 milhões por desmatamento na Amazônia Legal

  Ações da AGU cobram R$ 555,3 milhões por desmatamento na Amazônia Legal São 16 ações públicas. Movidas por 4 Estados. Com base em autos do IbamaAs ações foram movidas com base em 25 autos de infração emitidos pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em resposta ao desmatamento de 26.490 hectares na região amazônica.

Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), em novembro , 563,03 quilômetros quadrados de floresta foram devastados. Este foi o maior crescimento nas taxas de desmatamento para o mês desde o início da série histórica em 2015.

Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), em novembro , 563,03 quilômetros quadrados de floresta foram devastados. Este foi o maior crescimento nas taxas de desmatamento para o mês desde o início da série histórica em 2015.

Em novembro, floresta perdeu 8.974,31 quilômetros quadrados © picture-alliance/dpa/Z. Koch Em novembro, floresta perdeu 8.974,31 quilômetros quadrados

Segundo dados do Inpe, devastação do bioma bate recorde para o mês. Em 2019, sistema de alerta indica aumento de quase 84% de área desmatada em relação ao ano anterior.

O desmatamento na Amazônia voltou a bater recorde em novembro. Dados divulgados nesta sexta-feira (13/12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que a devastação do bioma cresceu 104% em relação ao mesmo mês de 2018.

Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), em novembro, 563,03 quilômetros quadrados de floresta foram devastados. Este foi o maior crescimento nas taxas de desmatamento para o mês desde o início da série histórica em 2015.

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  Desmatamento na Amazônia avança mais de 200% em outubro Desmatamento na Amazônia avança mais de 200% em outubro(Nota publicada na Edição 1150 da Revista Dinheiro)

Até agora, 2019 já apresenta aumento de destruição de 84% em relação a 2018.

Segundo dados do Inpe, devastação do bioma bate recorde para o mês. Em 2019, sistema de alerta indica aumento de quase 84% de área desmatada em relação ao ano anterior. O desmatamento na Amazônia voltou a bater recorde em novembro .

O Deter indicou também um aumento de 83,9% na devastação da floresta entre janeiro e novembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2018, passando os 4.878,7 quilômetros quadrados registrados no ano passado para 8.974,31 quilômetros quadrados.

A tendência de alta no desmatamento apontada pelo Deter, que faz levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia, foi confirmada pela medição oficial, o Prodes.

O sistema de monitoramento mostrou que, entre agosto de 2018 e julho de 2019, o desmatamento da Floresta Amazônica cresceu 29,5% em comparação com os 12 meses anteriores. Ao todo, a floresta perdeu uma área de 9.762 km² (equivalente a sete cidades do Rio de Janeiro). Foi a maior taxa de desmatamento registrada desde 2008.

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Alertas de desmatamento na Amazônia batem recorde para os meses de novembro , segundo o Inpe. O mês de novembro de 2019 teve recorde no registro de áreas sob alertas de desmatamento na Amazônia : foram 563,03 km² entre 1° e 30 de novembro , a maior área em toda a série histórica

Até novembro , houve aumento de 84% no corte e na queima de vegetação em comparação ao mesmo período de 2018.

Após a repercussão internacional do aumento do desmatamento verificada a partir de julho, o presidente Jair Bolsonaro acusou, sem provas, o Inpe de mentir sobre os dados e exonerou o então diretor do instituto, Ricardo Galvão, que havia rebatido as críticas do presidente. Por sua oposição ao governo e defesa da ciência, o pesquisador acabou eleito pela revista especializada Nature um dos dez cientistas que se destacaram em 2019.

O Brasil abriga 60% da Floresta Amazônica, que é um regulador chave para os sistemas vivos do planeta e também para o índice de chuvas no país. Suas árvores absorvem cerca de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano e liberam 20% do oxigênio do planeta.

Depois de ter sido considerado uma história de sucesso ambiental, o Brasil vem perdendo esse espaço, principalmente, desde a eleição de Bolsonaro, que já declarou várias vezes a intenção de explorar a floresta e negou a existência das mudanças climáticas. Devido ao discurso do presidente e à agenda ambiental do governo, especialistas temem que o desmatamento atinja níveis alarmantes nos próximos anos.


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Moraes ordena repasse imediato de R$ 430 mi a Estados da Amazônia LegalA destinação desse montante a ser executado de maneira descentralizada pelos Estados foi definida pelo próprio ministro do Supremo, em setembro, mas o valor nunca foi liberado, por falta de acordo.

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