Meio Ambiente Dez pontos principais do documento final da COP25

20:00  15 dezembro  2019
20:00  15 dezembro  2019 Fonte:   dw.com

Mudanças climáticas forçam 20 milhões por ano a deixarem suas casas

  Mudanças climáticas forçam 20 milhões por ano a deixarem suas casas Relatório alerta que pessoas mais pobres, dos países mais pobres, são as que pagam o preço mais alto Imagem editada e redimensionada de James Beheshti, está disponível no Unsplash Os desastres climáticos tornaram-se a principal causa da deslocamento de pessoas em todo o mundo na última década e forçaram mais de 20 milhões por ano a deixarem as suas casas, alertou a organização não governamental internacional Oxfam. A organização apresentou esta semana o relatório "Obrigados a deixar suas casas" (em tradução livre do original inglês Forced from Home), coincidindo com o início, em Madrid, da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que segue até dia 13 e abordará t

A alemã se referia a um dos principais objetivos desta COP 25 , que era chegar a um quadro Na manhã deste sábado, a ministra do Meio Ambiente do Chile, Carolina Schmidt, cujo país preside esta conferência da ONU, apresentou um novo rascunho do documento final traçado ao longo da noite.

Um dos principais objetivos da COP 25 , a discussão sobre um quadro regulatório para um sistema de mercado de carbono – sob o qual países que emitiram menos podem vender créditos de CO2 a países mais emissores – acabou ficando de fora do documento . O tema será debatido separadamente.

Consenso não foi fácil na conferência da ONU sobre o clima, em Madri, também devido a resistência brasileira no tocante aos oceanos e o uso dos solos. Ainda assim, registrou-se modesto avanço em alguns aspectos.

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O acordo "Chile-Madri, hora de agir", firmado pelos quase 200 países que participaram da 25ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP25), estabelece as bases para ampliar a atuação contra a mudança climática.

A seguir, os dez pontos chaves do documento final, apresentado neste domingo (15/12), em Madri apesar dos muitos impasses entre os negociadores, prolongando o evento por quase dois dias a mais do que o inicialmente previsto.

Ativistas do Engajamundo fazem manifestação na COP25

  Ativistas do Engajamundo fazem manifestação na COP25 No dia 11/12 durante a COP25 em Madrid, na Espanha, a delegação do Engajamundo realizou uma ação de ativismo denunciando os crimes ambientais e o genocídio indígena relacionados com a água que estão acontecendo no Brasil.O “sangue de povos originários” representou os ataques que indígenas estão sofrendo por terem que proteger seu território das constantes ameaças e invasões daqueles que querem tomar seu espaço de vivência e ancestralidade.

O documento submetido na manhã deste sábado (14) pelo Chile, presidente da COP 25 - que deveria ter acontecido em Santiago -, é bastante vago, segundo fontes ligadas às negociações, e não traz decisões sobre os três principais entraves das tratativas: as "ambições ambientais" dos países ricos

A presidente da COP 25 , Carolina Schmidt, disse hoje (14) que entende o descontentamento dos delegados e promotores da 25ª Conferência das Partes ( COP 25 ) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e prometeu um texto final e conclusivo mais ambicioso.

Maior ambição

Um dos principais temas da COP25 foi a necessidade de os países serem mais ambiciosos no combate à mudança climática. Os compromissos assumidos até então foram considerados insuficientes, e o texto final contém o apelo que isso mude. O documento estabelece as bases para que na COP26, em 2020, os governos apresentem novos compromissos de redução de emissões.

Papel da ciência

O acordo da COP25 reconhece que as políticas climáticas devem ser permanentemente atualizadas com base nos avanços da ciência, "eixo principal" a orientar as decisões climáticas nacionais. Também destaca o papel do Painel Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática da ONU (IPCC) e lhe agradece pelos dois relatórios especiais publicados neste ano.

Grupos indígenas e governos centro-americanos se unem para proteger florestas

  Grupos indígenas e governos centro-americanos se unem para proteger florestas Grupos indígenas e governos centro-americanos se unem para proteger florestasMADRI (Thomson Reuters Foundation) - Os países da América Central estão se unindo para conservar cinco grandes florestas da região, como parte de um plano regional de ação climática divulgado nas negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima em Madri nesta semana, afirmou a aliança por trás do esforço.

A presidente da COP 25 , Carolina Schmidt, disse hoje (14) que entende o descontentamento dos delegados e promotores da 25ª Conferência das Partes ( COP 25 ) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e prometeu um texto final e conclusivo mais ambicioso.

COP 25 aproxima-se do final com tudo ainda em aberto. Carolina Schmidt, a presidente chilena da COP 25 , abriu o encontro com a expectativa que os documentos que estavam em cima da Os norte-americanos também disseram não aprovar um ponto documento sobre o Acordo de Paris, sobe a

Transversalidade

A cúpula de Madri termina com o consenso de que a luta contra a mudança climática é uma questão transversal, que afeta âmbitos como mercado financeiro, ciência, indústria, energia, transporte e agricultura, entre outros. Ministros de vários países afirmaram que seus governos assumem a agenda climática como própria.

Oceanos e uso do solo

Esses dois pontos estiveram entre os mais debatidos no plenário. O Brasil tentou tirar ambos no texto final, foi muito criticado por outros países e acabou cedendo no fim. O acordo traz referências ao impacto dos oceanos e do uso dos solos no clima, em linha com um dos relatórios publicados pelo IPCC em 2019. Haverá uma reunião específica sobre o assunto em junho de 2020.

Gênero

Os representantes dos quase 200 países que estão em Madri chegaram a um acordo para aprovar um novo Plano de Ação de Gênero, que será mais uma vez revisado em 2025. O objetivo é ampliar a participação de mulheres nas negociações climáticas internacionais e promover seu papel como agentes da mudança rumo a um mundo livre de emissões.

Número de multas do Ibama em 2019 é o menor em 15 anos, aponta relatório

  Número de multas do Ibama em 2019 é o menor em 15 anos, aponta relatório Número de multas do Ibama em 2019 é o menor em 15 anos, aponta relatórioNo período, foram registradas 10.270 multas. O número é 25% menor se comparado ao mesmo período de 2018, quando foram aplicadas 13.776.

Conferência do Clima em Madri avança pelo sábado, mas segue sem chegar a um acordo. Delegados de grandes economias do mundo estão resistindo a adotar metas mais ambiciosas na conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25 .

O documento submetido na manhã deste sábado (14) pelo Chile, presidente da COP 25 - que deveria ter acontecido em Santiago -, é bastante vago, segundo fontes ligadas às negociações, e não traz decisões sobre os três principais entraves das tratativas

Financiamento de perdas e danos

O acordo prevê a criação de diretrizes para o Fundo Verde do Clima para que, pela primeira vez, o órgão destine recursos às perdas dos países mais vulneráveis a fenômenos climáticos extremos. Essa era a principal reivindicação dos pequenos países insulares, que sofrem diariamente com os efeitos do aquecimento global.

O documento também pede que os países desenvolvidos aloquem recursos financeiros para ajudar os países em desenvolvimento. Além disso nasce a Rede de Santiago, que levará assistência técnica de organizações e especialistas a esses países vulneráveis.

Mercados de carbono

A regulação dos mercados de carbono foi um dos principais objetivos e dos tópicos mais debatidos da conferência. Inicialmente incluído no documento, o tema acabou de fora do texto final por falta de acordo e será discutido outra vez na próxima edição da COP25. Muitas delegações nacionais consideraram melhor não ter acordo do que firmar um pacto ruim.

Multilateralismo

O multilateralismo e a cooperação internacional foram pontos destacados pela ministra espanhola da Transição Ecológica, Teresa Ribera. Para ela, a COP25 é uma reafirmação desses valores para resolver um desafio global como a mudança climática: "Embora em contextos globais complexos, a COP25 não deixou a agenda climática cair, num momento fundamental para a implementação do Acordo de Paris. Pelo contrário, exibiu um multilateralismo ativista."

Sociedade e transição justa

A importância da dimensão social foi reconhecida na COP25, com os países concordando que os seres humanos devem estar no centro da resposta à crise climática. Nesse sentido, o acordo diz ser imperativo que a transição para um mundo livre de emissões seja justa, promovendo criação de empregos decentes e de qualidade.

Novo ciclo

O documento final também reconhece a importância dos atores não governamentais na ação climática e os convida a ampliar as ações para combater o problema. A existência de um marco de governança global como o Acordo de Paris abre um novo ciclo, e faz com que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas não seja apenas um fórum para fixar regras.

AV/efe,afp

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Ministro do Meio Ambiente também lamentou postura do BrasilPrevista para terminar em 13 de dezembro, a conferência se arrastou até domingo (15), mas não atingiu um consenso sobre a regulação global do mercado de créditos de carbono, principal entrave nas negociações.

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