Meio Ambiente: Estudantes protestam contra a mudança climática - PressFrom - Brasil

Meio AmbienteEstudantes protestam contra a mudança climática

20:30  15 março  2019
20:30  15 março  2019 Fonte:   msn.com

Mudanças climáticas forçam animais do Ártico a alterar sua alimentação

Mudanças climáticas forçam animais do Ártico a alterar sua alimentação Focas e baleias no Ártico estão modificando seus padrões de alimentação conforme as mudanças climáticas alteram seus habitats, e a maneira como fazem isso pode determinar se elas sobreviverão, segundo um novo estudo. Pesquisadores aproveitaram conjuntos de dados que abrangem duas décadas para examinar como duas espécies de animais selvagens do Ártico - baleias beluga, também conhecidas como baleias brancas, e focas aneladas - estão se adaptando à mudança de habitat.

Estudantes protestam contra a mudança climática© Fornecido por AFP Uma estudante protesta em Wellington, Nova Zelândia, contra a falta de ação para combater a mudança climática

"Se o clima muda, por quê nós não mudamos?". Estudantes de todo o mundo, de Hong Kong a Madri passando por Kampala, deixaram as salas de aula e seguiram paras as ruas para medidas decisivas contra o aquecimento do planeta.

Wellington, Sydney, Bangcoc, Atenas, Roma: milhares de jovens aderiram à greve estudantil internacional, idealizada pela adolescente sueca Greta Thunberg, para denunciar a inação dos governos.

"123 países!" , tuitou a jovem, de 16 anos. Quase 2.000 eventos estavam previstos no planeta, segundo o site da campanha FridaysForFuture.

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"Fazemos greve para dizer a nossos governos que eles devem cumprir seus deveres e nos apresentar provas", explica a chamada no Facebook.

Centenas de estudantes acompanharam Thunberg, que virou o símbolo do movimento, diante do Parlamento de Estocolmo, onde a jovem protesta todas as sextas-feiras para exigir que o governo cumpra os requisitos do Acordo de Paris de 2015.

"Não sou a origem do movimento. Já existia. Precisava apenas de uma faísca para acender", disse Thunberg, enquanto um manifestante agitava um cartaz com um jogo de palavras em referência à ativista, que teve o nome indicado ao Nobel da Paz: "Make the planet Greta again".

A Nova Zelândia foi o ponto de partida, com manifestações de centenas de estudantes, inclusive em Christchurch, onde dois atentados contra mesquitas obrigaram a polícia a isolar o centro da cidade.

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"Não há um planeta B", afirmavam cartazes. A frase mais repetida era: "Se vocês não vão agir como adultos, nós faremos isto".

Em Nova Delhi, 200 pessoas se reuniram e reclamaram da poluição do ar.

"Meus olhos sofrem com a poluição", explicou Shagun Kumari, de 13 anos, na capital indiana. "Quero respirar um ar que não afete meus pulmões".

Na França, onde milhares de estudantes protestaram nas principais cidades, um grupo bloqueou por três horas a entrada da sede do banco Société Générale no bairro de negócios de Paris, com o objetivo de denunciar o financiamento nocivo da instituição para o clima.

Os organizadores falarm de 1680.000 manifestantes na França, um número difícil de averiguar.

Em Berlim, 10.000 jovens se concentraram, enquanto em Munique somavam 8.000. O movimento Campact falou de "300.000 jovens" em 200 locais, para "a maior manifestação em favor do clima da história da Alemanha".

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Em Londres, milhares de estudantes caminharam de Downing Street até o Palácio de Buckingham.

A polícia belga contabilizou 30.000 estudantes em Bruxelas, enquanto na Suíça somaram o mesmo número em cinco cidades.

Na Espanha, manifestações aconteceram em Madri e Barcelona. Um jovem denunciou que há "mais plástico que senso comum".

Muitos jovens não compareceram às aulas em diversas escolas de Uganda, país que "sofre deslizamentos de terra, inundações, onde as pessoas morrem em consequência da mudança climática", denunciou à AFP Leah Namugera, 14 anos, durante um protesto em uma estrada entre Kampala e Entebbe.

Na Nova Zelândia, as escolas advertiram que marcariam a falta dos estudantes.

Na Austrália, o ministro da Educação, Dan Tehan, também questionou os protestos.

"Que os estudantes abandonem as escolas durante o horário de aula para protestar não é algo que deveríamos estimular", disse.

Mas os ativistas receberam o apoio da primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, que destacou a importância para as jovens gerações de enviar uma mensagem.

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É preciso investir na África para vencer luta climática, diz presidente do Banco Mundial Governos e empresas devem ajudar países da África a lidar com as consequências das mudanças climáticas, disse a diretora executiva do Banco Mundial nesta quarta-feira, enquanto sua organização prometeu bilhões para investimentos verdes no continente. Kristalina Georgieva afirmou que é vital que os países menos responsáveis pelo aquecimento global sejam auxiliados na adaptação ao clima extremo e à insegurança alimentar que seus cidadãos enfrentam.

Vários prefeitos da aliança de cidades C40 contra o aquecimento global, como os de Paris e Milão, também anunciaram apoio.

- Aquecimento persiste-

Apesar dos 30 anos de advertências sobre as graves consequências doa aquecimento global, as emissões de dióxido de carbono atingiram níveis recorde nos últimos dois anos.

Muitos cientistas afirmam que se o ritmo atual persistir, o planeta pode se tornar um lugar inabitável.

"Sobre a mudança climática, temos que reconhecer que falhamos", disse Thunberg no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro último.

O Acordo de Paris sobre o clima anunciado em 2015 exige limitar o aumento da temperatura no planeta abaixo de 2ºC, se possível 1,5ºC.

Atualmente, porém, o aquecimento do planeta segue a caminho do dobro deste índice.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU advertiu em outubro passado que apenas uma completa transformação da economia global e dos hábitos de consumo poderia impedir uma catástrofe climática.

Curso online visa aumentar conscientização sobre mudanças climáticas.
Todos os módulos estão disponíveis para download nos formatos PDF e PowerPoint Torre Eiffel se ilumina de verde para comemorar a entrada em vigor do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas em novembro de 2016. Foto: Prefeitura de Paris/Jean-Baptiste Gurliat A UN CC:Learn, uma parceria de mais de 30 organizações das Nações Unidas, promove curso online com informações básicas em português sobre mudanças climáticas. Composto por seis módulos, cada um com de quatro a cinco objetivos de aprendizagem, o curso tem duração de duas horas. Após cada módulo, o usuário deverá responder um breve questionário para verificar se alcançou os objetivos de aprendizagem.

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