Mulheres: A jornalista Gabriela Willer explica como o racismo também afeta as relações afetivas - - PressFrom - Brasil

Mulheres A jornalista Gabriela Willer explica como o racismo também afeta as relações afetivas

15:50  13 novembro  2019
15:50  13 novembro  2019 Fonte:   purebreak.com.br

Pesquisa: 40% dos muçulmanos da França foram vítimas de racismo nos últimos 5 anos

  Pesquisa: 40% dos muçulmanos da França foram vítimas de racismo nos últimos 5 anos O jornal Le Parisien desta quarta-feira (6) revela o resultado de um estudo que mostra o quanto o preconceito ainda é um problema na sociedade francesa. De acordo com uma pesquisa inédita encomendada pelo governo, 40% dos muçulmanos da França afirmam ter sido vítimas de racismo nos últimos cinco anos. "Muçulmanos da França diante do racismo" é a manchete de capa do diário, que analisa o estudo. Os dados mostram que a comunidade muçulmana é duas vezes mais exposta a comportamentos racistas do que o resto da população francesa.

A jornalista Gabirela Willer explica como o racismo também afeta as relações afetivas . A jornalista Gabriela Willer percebeu que essa questão também afetava os seus relacionamentos afetivos. Foi aí que surgiu o perfil @SuperaGabi, que já conta com mais de 3 mil seguidores no

@ Explica . Workshops. Costura, Artes manuais, Informática.

A jornalista Gabriela Willer explica como o racismo também afeta as relações afetivas© Instagram A jornalista Gabriela Willer explica como o racismo também afeta as relações afetivas

Para quem não é negro, é um pouco complicado perceber a forma "sútil" que o racismo age. Todo mundo sabe identificar um caso racista quando, por exemplo, a Ludmilla é xingada durante uma premiação. Porém, existem situações menos escancaradas. A jornalista Gabriela Willer percebeu que essa questão também afetava os seus relacionamentos afetivos. Foi aí que surgiu o perfil @SuperaGabi, que já conta com mais de 3 mil seguidores no Instagram. O que começou com uma brincadeira para relatar suas frustrações amorosas, acabou servindo para a própria perceber que ela não era a única mulher que enfrentava esses problemas. Depois de muito estudo, Gabriela percebeu a coincidência que fazia ela e suas seguidoras passarem pela mesma coisa: eram mulheres negras. Nesta terça-feira (12), o Purebreak resolveu falar sobre amor próprio no mês da #ConscienciaNegraPRBK.

'Arrogante': Balotelli é criticado pela própria torcida, que defende ultras de rivais após racismo

  'Arrogante': Balotelli é criticado pela própria torcida, que defende ultras de rivais após racismo 'Arrogante': Balotelli é criticado pela própria torcida, que defende ultras de rivais após racismoO Verona venceu por 2 a 1. E, na ocasião, Balotteli ameaçou deixar o gramado após ouvir cantos racistas vindos da parte da torcida do Verona. O técnico do Verona, Ivan Juiric, negou ter ouvido os tais cantos, no dia do jogo.

Já está disponível o Sony Music Live do Preto no Branco! Acompanhe um novo toda terça às 18h. Assista a todos os vídeos deles no projeto aqui

Preto No Branco - Ninguém Explica Deus (part. Nada é igual ao Seu redor Tudo se faz no Seu olhar Todo o universo se formou no Seu falar Teologia pra explicar Ou Big Bang pra disfarçar Pode alguém até duvidar Sei que há um Deus a me guardar.

Por que você decidiu fazer a página?

"Sempre contei de forma bem humorada para os meus amigos os meus 'fracassos amorosos'. Eu brincava que, com tantos tocos que já levei na vida, eu poderia transformá-los em barquinhos, casa na árvore e etc. Em 2016, decidi criar o Instagram, de forma anônima. Relatava minhas histórias, com muito riso e sem grandes problematizações. Acontece que, com o passar do tempo, comecei a tomar consciência que tinha algo muito errado e busquei respostas sobre minha afetividade. Por que me tratavam tão mal? Será que eu fazia algo errado? Nesse caminho tomei conhecimento sobre feminismo, violência contra mulher e relacionamento abusivo. Passei a buscar formas de autocuidado até chegar a resposta que sofria racismo. Senti a necessidade de buscar mais, aí veio feminismo negro, colorismo, preterimento, solidão da mulher negra. O 'Supera' se transformou em uma rede de apoio emocional e com ele, eu incentivo mulheres a se amarem, alinhando corpo, mente e alma. Aproveito e levo também o recorte de raça nos textos. Partimos da pergunta: 'E aí, o que você faz por você?'. Trilhamos esse caminho de descobertas juntos, entendendo nossas especificidades."

Segurança que sofreu racismo em Cruzeiro x Atlético-MG diz que irá à justiça: 'Ele cuspiu na minha face'

  Segurança que sofreu racismo em Cruzeiro x Atlético-MG diz que irá à justiça: 'Ele cuspiu na minha face' Segurança que sofreu racismo em Cruzeiro x Atlético-MG diz que irá à justiça: 'Ele cuspiu na minha face'“Foi triste. Foi uma situação lastimável. São vários vídeos, existe a imagem que ele falou ‘olha a sua cor’, ‘sua mãe está na zona’, mas o momento mais repugnante foi quando ele cuspiu na minha face. Isso foi repugnante”, explicou Fábio ao jornal "O Tempo".

Preto no Branco - Ninguém Explica Deus (Ao Vivo) ft. Gabriela Rocha - Atos 2 - Продолжительность: 5:17 Gabriela Rocha 147 763 303 просмотра.

Letra da música "Ninguém explica Deus" do Preto no Branco com participação da Gabriela Rocha. Sim, "gentio" seria o correto, infelizmente não percebi que

Ver essa foto no Instagram

Já percebeu o impacto positivo do seu trabalho na internet na vida de outras pessoas?

"Desde o início aparecem mulheres, e também homens, que dizem ter se identificado com as histórias. Que se emocionaram e que utilizaram o conteúdo do Instagram como motivação diária para superar algum término. Tiveram aqueles que só queriam contar suas histórias amorosas, um momento de desabafo. Já recebi feedback de quem tomou coragem para se declarar e que assumiram namoros. Tiveram os que romperam com relações abusivas e buscaram ajuda na terapia. É sensacional e motivador perceber que suas palavras foram conforto em momentos de caos"

Ver essa foto no Instagram

Para você, qual é a importância de ter pessoas negras produzindo conteúdo na internet?

"Observe as mídias de massa. O preto, na maioria das vezes, é representado por uma narrativa escravocrata e de dor. Por muito tempo éramos só os que serviam aos brancos. Falta representatividade. Eu, como jornalista, sei a dificuldade que é para emplacar nossas pautas e levar um conteúdo que nos contemple. Para sermos capa não só quando falamos de questões raciais. A internet nos possibilitou produzir uma pluralidade de conteúdos para nós. Mostrando outra perspectiva, abrindo espaços para falarmos sobre cultura africana, moda, educação financeira, viagens, maternidade, economia, afetividade e negritude. O racismo não nos define, somos mais do que nossas dores."

Após licença, Tino Marcos retornará a Globo como freelancer em 2020

  Após licença, Tino Marcos retornará a Globo como freelancer em 2020 Após licença, Tino Marcos retornará a Globo como freelancer em 2020Antes de ser afastado, Tino Marcos era contratado da Globo em regime de CLT e tinha um salário mensal entre R$ 130 e 150 mil. Alguns benefícios antigos, como plano de saúde, serão mantidos no novo vínculo.

O racismo não se manifesta só em episódios pontuais: ele afeta vidas inteiras. Contrariamente ao que muita gente pensa, o racismo não existe só através de episódios pontuais de preconceito – como o caso recente de ódio contra Titi, filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

Para comprar, ouvir ou baixar esse álbum, clique no link abaixo: iTunes: http://som.li/1hJu5Bu Spotify: http://som.li/1Mvh23l Conecte-se com Marcos & Belutti

Ver essa foto no Instagram

Muita gente passa pelo processo de se "descobrir negro". Aconteceu com você? Como foi?

"Tive sorte de ter um pai que sempre me ensinou que eu era uma mulher negra, mas nunca aprofundamos as discussões. Por ser negra da pele clara - o racismo se manifesta de forma diferente de para um negro retinto -, demorei para entender o peso do racismo. Entre 2017 e 2018 passei por um preterimento. Meu primo, já sem saber como lidar com o meu sofrimento, disse: 'Prima, ele não quer namorar porque você é negra. Logo mais ele assume uma branca'. Aconteceu exatamente assim. Doeu muito, foi como levar um soco no estômago e faltar o ar. Desde então, tudo mudou. Busquei referências, passei a estudar autores negros, inclusive, me lembro de ver muitos vídeos da Gabi Oliveira e Nataly Neri. Minha percepção de mundo hoje é atravessada pelo recorte de raça, além de gênero e classe. Com isso, pude compreender outras questões da minha vida, não só afetivas sexuais, e de certa forma me proteger do impacto das situações."

Ver essa foto no Instagram

O que representa o Dia da Consciência Negra pra você?

Deputado do PSL arranca cartaz sobre exposição contra o racismo na Câmara

  Deputado do PSL arranca cartaz sobre exposição contra o racismo na Câmara Deputado do PSL arranca cartaz sobre exposição contra o racismo na Câmara BRASÍLIA – Uma exposição que trata do racismono Brasil virou motivo de bate-boca na tarde desta terça-feira, 19, na Câmara dos Deputados. O deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) arrancou da parede da exposição uma imagem em que aparecia um policial, de arma na mão, e um rapaz negro estendido no chão, com a camisa do Brasil e algemado. No cartaz, lia-se a frase “O genocídio da população negra”. O ato do deputado provocou reação imediata de deputados presentes na Casa.

Com sintomas que ficam no limite entre as neuroses e as psicoses, a grave doença traz muito sofrimento ao paciente.

Eu sou Gabriela Brasil, uma apaixonada por organização, produtividade, tecnologia e vida simples. Venho misturando esses elementos e compartilhando o que aprendi em forma de conteúdo, treinamentos e consultorias que ajudam pessoas como você a encontrarem mais tempo e

"O dia de celebração é a oportunidade de contar e reconhecer a importância da nossa história, da cultura africana, que por anos foi ocultada e criminalizada. A data é resultado de muita luta dos nossos ancestrais. Estamos vivos, resistimos e persistimos para contar nossa versão sobre nós mesmos. É pelos negros quem já viveram, vivem e viverão nessa sociedade."

Ver essa foto no Instagram

Hoje em dia é possível perceber que os jovens negros estão assumindo sua negritude mais cedo. Sabemos que ainda não vivemos em um ambiente ideal onde todos conseguem se sentir confortáveis na própria pele. Na sua opinião, o que ainda precisa melhorar?

"Nós somos maioria e lideramos nas estatísticas da população que mais morre anualmente. As mulheres negras são a maioria em situação de rua, sem moradia. Todos os dias temos que ser resistência porque branco não quer que ocupemos os espaços sociais. Por muitos, estaríamos na senzala, servindo seus caprichos e tomando chibatada até hoje. Você não consegue ir ao shopping sem ser perseguido porque, para eles, preto é bandido e não cliente. Ignoram nossas conquistas, tentam nos desumanizar com xingamentos. Este ano, quantas histórias de mortes de negros divulgadas já tivemos? Talvez seja difícil lembrar os nomes, foram tantos. Naturalizam a violência e banalizam nossas vidas. O racismo é estrutural e um problema do branco. Ele que precisa abrir mão de seus privilégios, se conscientizar, nos respeitar e aceitar que estamos vivendo em sociedade junto com eles, nos mesmos espaços. É importante reconhecer nossas vitórias, para não desanimar. Aos poucos estão ocorrendo mudanças, fruto da nossa luta. Se antes negro não entrava na universidade, hoje questionamos o sistema e como nos tratam lá de dentro. É uma vitória, mas é preciso mudar ainda mais esse cenário desigual."

Placa rasgada em exposição sobre racismo é recolocada na Câmara com aviso ao lado

  Placa rasgada em exposição sobre racismo é recolocada na Câmara com aviso ao lado Placa rasgada em exposição sobre racismo é recolocada na Câmara com aviso ao ladoA imagem foi remendada com pregos e um aviso foi exposto ao seu lado. “A bancada negra sabe que essa charge não representa toda a corporação e respeita os policiais que não corroboram para essas estatísticas e trabalham em prol do povo brasileiro”, diz o recado.

Compartilhe este conteúdo: Como trabalhar as relações raciais na pré-escola. Mostrar a importância de respeitar as diferenças é uma lição que deve ser ensinada desde os primeiros anos de escolaridade.

Henrique e Juliano - AQUELA PESSOA - DVD O Céu Explica Tudo - Продолжительность: 2:44 Henrique e Juliano 276 209 575 просмотров.

Ver essa foto no Instagram

Como você acha que o racismo afeta as relações afetivas?

"O amor é uma construção social, ele perpassa por questões de classe, raça e gênero. Eu demorei para aceitar que as pessoas possuem características, mesmo que inconscientes, de quem é o ideal para manter um relacionamento. Quando você conversa com uma mulher negra, fica nítido as narrativas parecidas de preterimentos e a ausência de se sentirem amadas até quando estão em relacionamentos assumidos. O primeiro beijo, namoro e início das relações sexuais consideradas tardias. É o racismo agindo de forma que classifiquem quem foi feita para casar e assumir para a família, e quem só serve para satisfação sexual é constantemente escondida. Em relações inter-raciais é preciso que o branco entenda que seu parceiro passa por questões de inseguranças e traumas. É preciso compreender, apoiar e ficar ciente do que irá afetá-lo também. Ele está disposto?"

Ver essa foto no Instagram

Por que você acha que é importante falar sobre a saúde mental da população negra, principalmente das mulheres?

"O racismo nos faz questionar quem somos. Em primeira instância acreditamos fielmente que o erro está em nós por conta da ausência de afeto, solidão e pelas situações constrangedoras que muitas vezes passamos. Por não enxergarmos beleza em nossos traços e reproduzirmos a síndrome do impostor, nos sentimos inferiores e incapazes intelectualmente. A terapia nos auxilia a perceber que é um problema do sistema de relações sociais e que nada diz a respeito sobre nós. Isso traz uma sensação de alívio e emancipação, além de fazer com que a gente perceba que muitas dessas narrativas não são individuais. Nós mulheres negras, estamos na base da pirâmide social. Sofremos não só com o machismo, mas também com o racismo. Cuidar da saúde mental é fundamental. É preciso perceber que não precisamos ser fortes o tempo inteiro e que não existe isso de suportar tudo sozinha."

Ver essa foto no Instagram

Como vocês acha que as mulheres negras podem trabalhar na construção da própria autoestima?

"O autoconhecimento é a principal ferramenta. Entender suas especificidades como mulher negra na sociedade e compreender que autoestima está interligada a vários fatores, não só estéticos. É também se nutrir de estudos, buscar evolução no trabalho, estar com quem te faz se sentir amada - e digo em todas as relações, sejam elas afetivas sexuais, familiares ou entre amigos. É cuidar da saúde física, equilibrar alimentação com exercícios físicos. Além da nossa saúde mental. Com isso, acredito que viveremos melhor e com menos probabilidade de cair em relações abusivas e preterimento. A autoestima faz a gente se reconhecer como merecedor de amor e não aceitar migalhas afetivas que mais nos destrói do que faz bem."

_________________________________

Salário milionário? Renato rebate informação de jornalista e explica “atrito” com o CEO do Grêmio .
Técnico do Grêmio esclareceu alguns pontos em coletiva de imprensa nesta sexta-feira Ainda sem bancar a renovação de contrato para Salário milionário? Renato rebate informação de jornalista e explica “atrito” com o CEO do Grêmio - Torcedores.com.

—   Compartilhe notícias nas redes sociais
usr: 4
Isto é interessante!