Mundo Outro 11 de Setembro mergulha Nova York na impotência

21:15  26 março  2020
21:15  26 março  2020 Fonte:   brasil.elpais.com

Comissão de Nova York veta oficialmente a realização do UFC 249 na cidade

  Comissão de Nova York veta oficialmente a realização do UFC 249 na cidade O martelo foi batido e o UFC 249, que está programado para o dia 18 de abril, não vai poder mesmo ser realizado em Brooklin (EUA). Nesta quarta-feira (18), a Comissão Atlética do Estado de Nova York informou que, por precauções devido à pandemia global de coronavírus, o evento será obrigado a ser transferido de []O martelo foi batido e o UFC 249, que está programado para o dia 18 de abril, não vai poder mesmo ser realizado em Brooklin (EUA). Nesta quarta-feira (18), a Comissão Atlética do Estado de Nova York informou que, por precauções devido à pandemia global de coronavírus, o evento será obrigado a ser transferido de local.

Homem caminha por uma rua deserta diante dos prédios de Manhattan. © John Minchillo Homem caminha por uma rua deserta diante dos prédios de Manhattan.

O primeiro caso foi detectado no começo de março, num subúrbio da zona norte da cidade. Três semanas depois, Nova York contabilizava metade dos casos de coronavírus dos Estados Unidos e quase 5% do total mundial. A decisão demorou a ser tomada, mas, em meados da semana passada, o governador Andrew Cuomo finalmente decretou o confinamento da população, valendo a partir da noite do último domingo. Nova York entrava assim em território desconhecido.

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O confinamento ao qual a cidade está submetida desde então não é diferente do que foi imposto em outras partes do mundo, mas o que faz de Nova York um caso especial é que muitos sentem a cidade como um lugar que transcende seus limites, como se o que acontece ali de certa forma afetasse a todos nós. Os sentimentos dominantes são os mesmos que em outros lugares: impotência, pânico e a sensação de que quando isto passar as coisas terão mudado para sempre. Em escala nacional, há grande frustração com a falta de visão e liderança da Casa Branca e das autoridades federais.

Quadras do Aberto dos EUA vão abrigar 350 leitos em meio a pandemia de coronavírus

  Quadras do Aberto dos EUA vão abrigar 350 leitos em meio a pandemia de coronavírus Quadras do Aberto dos EUA vão abrigar 350 leitos em meio a pandemia de coronavírusNOVA YORK (Reuters) - Uma parte do Centro Nacional de Tênis Billie Jean King vai se transformar em um hospital temporário com 350 leitos na terça-feira, disse a Associação de Tênis dos EUA (USTA), enquanto o surto de coronavírus consome recursos na cidade de Nova York, que foi dramaticamente afetada pela pandemia.

A palavra mais adequada para designar o que acontece é catástrofe, termo que de forma alguma é alheio à história da cidade, balizada por desastres de grande envergadura: acidentes aéreos, incêndios que arrasaram bairros inteiros, blecautes de proporções míticas, furacões que causaram uma devastação inexprimível. De todas estas tragédias, a que deixou um rastro mais profundo foi o atentado terrorista contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Milhões de pessoas de todos os cantos do planeta assistiram ao drama ao vivo pela televisão, sentindo na própria carne a vulnerabilidade da cidade ferida. Daquele nódulo de estranha dor surgiram sentimentos que persistem ainda hoje. O que ocorreu na época é muito diferente do que está começando a acontecer agora, salvo na maneira de interiorizar a tragédia. Quando as Torres Gêmeas caíram, o sul de Manhattan parecia uma zona devastada por uma guerra. A ferida se estendeu aos cinco distritos da cidade, que pareciam escapar assim das coordenadas normais do espaço e tempo. Na ocasião Nova York parou, mas de um jeito muito diferente de agora.

Trump diz que considera quarentena compulsória do estado de Nova York

  Trump diz que considera quarentena compulsória do estado de Nova York Trump diz que considera quarentena compulsória do estado de Nova York"Existe a possibilidade de que, em algum momento de hoje, façamos uma quarentena - de curto prazo, duas semanas - em Nova York, provavelmente em Nova Jersey, em certas partes de Connecticut", disse o presidente ao deixar a Casa Branca.

No dia seguinte ao atentado, ninguém foi trabalhar, mas todo mundo saiu à rua. O que ocorreu no domingo foi exatamente o contrário: as ruas, parques e avenidas de Manhattan, Brooklyn, Bronx, Queens e Staten Island se esvaziaram como num passe de mágica. É difícil imaginar uma cidade como Nova York, habitualmente tão cheia de vida, com suas ruas vazias, mas assim é, independentemente da região do mapa que escolhamos assinalar. Central Park, Times Square, Madison Avenue, as ruelas do Village e de Chinatown, os teatros da Broadway e as vitrines da Quinta Avenida são lugares que todos conhecemos, mesmo que nunca tenhamos posto o pé ali. Poucas vezes ao longo de sua história Wall Street experimentou paradas cardíacas como as que sofreu agora.

A raivosa independência de caráter dos nova-iorquinos impede generalizações. Cada bairro reage conforme sua idiossincrasia peculiar, e o mesmo ocorre com as diferentes classes sociais. Como confinar o exército de sem-teto que tem a rua como residência fixa? Ou a quem depende de sua dose diária de heroína? Os milionários, que nesta cidade têm um enorme peso específico, refugiaram-se em suas propriedades longe de Manhattan. Claro, o que conta acima de tudo é a imensa maioria de trabalhadores e profissionais: atores, garçons, advogados, artistas, agentes imobiliários… profissionais da saúde.

Juíza de Nova York concede liberdade a Marín por risco de coronavírus

  Juíza de Nova York concede liberdade a Marín por risco de coronavírus A juíza federal de Nova York, Pamela Chen autorizou na segunda-feira por "razões humanitárias" a libertação antecipada do ex-chefe de futebol brasileiro José Maria Marín, de 87 anos, condenado pelo chamado 'FIFAgate', de acordo com documentos judiciais acessados pela AFP. O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia sido condenado pela juiza Chen em 22 de agosto de 2018 a quatro anos de prisão, depois de um julgamento de sete semanas em que foi considerado culpado de aceitar propinas milionárias no escândalo de corrupção na Fifa.

Toda crise tem seu centro de gravidade a ser fixado num lugar físico ―no caso de Nova York, invariavelmente um arranha-céu. Desta vez, o centro de gravidade moral da cidade é o edifício que abriga a redação do The New York Times, na rua 41, embora seus escritórios estejam paralisados. Depositário da consciência cívica, nos últimos dias ninguém soube tomar o pulso da cidade melhor que a formidável equipe de repórteres e colunistas do jornal, obrigados agora a trabalhar de suas casas. Sentinela da verdade na era das fake news, a lista de últimas notícias do jornal nova-iorquino é a melhor maneira, a única talvez, que os cidadãos têm para se orientarem em meio ao caos.

Em meio à voragem, sufocadas pela magnitude dos acontecimentos, duas vozes se fizeram ouvir com diferentes graus de eficácia: a de Andrew Cuomo, governador do Estado, e a de Bill de Blasio, prefeito da cidade. Suas opiniões, com frequência contraditórias, conseguiram convergir, mas não foi fácil. Ironicamente, o poder do governador se sobrepõe ao do prefeito, o que está em proporção inversa ao peso de seus domínios respectivos. Perante a gravidade da situação, ambos concordam em apontar a ineficácia da gestão federal e a insuficiência da ajuda recebida.

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  Coronavírus: como pandemia coloca Roland Garros e US Open em pé de guerra Coronavírus: como pandemia coloca Roland Garros e US Open em pé de guerraIsso, porém, acabou criando um problema para o US Open, outro Grand Slam importante do circuito, que tradicionalmente é jogado entre final de agosto e meados de setembro.

Talvez as coisas mudem nas próximas horas, mas, frente a uma catástrofe cujo alcance é impossível de precisar, certamente já será tarde. Como no resto do planeta, trabalha-se a pleno vapor, sem horário, fazendo preparativos como transformar o gigantesco complexo de convenções que é o Jacob K. Javits Center em um lugar de atendimento hospitalar. O caos alcança todas as esferas da vida pública: a quantidade de leitos normais, UTIs e equipamentos médicos é escandalosamente insuficiente, as universidades estão fechadas, e seus alunos, vindos dos mais remotos pontos do país e do planeta, foram intempestivamente desalojados de suas residências. Os laboratórios de pesquisa científica, alguns deles entre os mais prestigiosos do mundo, foram obrigados a fechar.

No momento em que estas linhas são escritas, De Blasio calcula que a situação se agravará nos próximos dez dias: “Em escala doméstica, será a maior crise que tivemos desde a Grande Depressão”, afirmou. Pouco antes, tinha feito uma advertência ainda mais sombria: “Não posso dizer de maneira mais clara: se o presidente não se decidir agir haverá mortes que poderiam ser evitadas”.

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Corinthians: nova camisa 3 homenageará Corinthian-Casuals com cores marrom e azulA informação foi divulgada pelo site Meu Timão e confirmada pela ESPN.

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