Mundo Polícia chinesa poderia participar de investigações em Hong Kong, segundo projeto de lei

20:26  23 maio  2020
20:26  23 maio  2020 Fonte:   msn.com

Polícia de Hong Kong usa gás de pimenta para dispersar manifestantes pró-democracia

  Polícia de Hong Kong usa gás de pimenta para dispersar manifestantes pró-democracia A polícia de Hong Kong usou gás de pimenta nesta quarta-feira (27) para dispersar uma centena de manifestantes pró-democracia em um bairro comercial da cidade, pouco antes do início do debate de um projeto de lei que penaliza com até três anos de detenção qualquer ofensa ao hino nacional chinês. Os manifestantes se concentraram ao meio-dia, horário local, para criticar o projeto de lei e foram dispersados pelas forças de segurança. O debate noOs manifestantes se concentraram ao meio-dia, horário local, para criticar o projeto de lei e foram dispersados pelas forças de segurança.

Pessoas caminham por Hong Kong, em 23 de maio de 2020 © ISAAC LAWRENCE Pessoas caminham por Hong Kong, em 23 de maio de 2020

As autoridades chinesas poderão juntar-se à polícia de Hong Kong para investigar suspeitos, no contexto da atividade opositora, em virtude de um controverso projeto de lei de segurança, disse neste sábado (23) uma conselheira do território autônomo.

O regime comunista apresentou na última sexta-feira ao Parlamento um texto que pretende proibir a "traição, secessão, sedição (e) a subversão" em Hong Kong, em resposta aos inúmeros protestos da oposição democrática ocorridos no local no ano passado.

A proposta inclui um artigo que permitiria às forças de segurança chinesas ter espaços próprios em Hong Kong, que por sua vez já tem sua própria polícia.

Em novo protesto, polícia de Hong Kong prende mais de 300

  Em novo protesto, polícia de Hong Kong prende mais de 300 EUA anunciou que não considera mais Hong Kong autônomo da China    A revolta foi resultado de um alerta internacional a respeito das liberdades do território. A polícia local também inibiu manifestantes que planejavam interromper o debate de um projeto que tenta criminalizar o desrespeito ao hino nacional chinês.

Se a lei for aprovada, os policiais chineses teriam a autorização para realizar investigações em Hong Kong após "aprovação" das autoridades locais, explicou Maria Tam, especialista em direito de Hong Kong e consultora especial do parlamento chinês.

Essas investigações "poderiam ser realizadas em conjunto" com a polícia de Hong Kong, ressaltou Tam em entrevista à AFP.

Pequim já tem forças de segurança em Hong Kong, mas o exército chinês só está autorizado a intervir quando autorizado pelo governo local.

Os opositores do projeto interpretam o texto como sendo o ataque mais sério às liberdades de Hong Kong desde que o território foi restituído à China, em 1997.

Além disso, os críticos consideram tratar-se de uma violação do princípio "Um país, dois Sistemas", que deve estar vigente nas relações entre a China e sua região autônoma.

Autoridade chinesa diz que alguns protestos em Hong Kong foram "terroristas por natureza"

  Autoridade chinesa diz que alguns protestos em Hong Kong foram Autoridade chinesa diz que alguns protestos em Hong Kong foram "terroristas por natureza"Xie Feng, comissário do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong, fez esses comentários durante discurso sobre a proposta de uma lei de segurança nacional em Hong Kong, no qual ele buscou assegurar investidores estrangeiros que eles não serão afetados.

Por causa desse princípio, Hong Kong possui uma autonomia muito ampla em relação ao resto do país liderada pelo Partido Comunista da China (PCC).

Seus habitantes desfrutam de liberdade de expressão, liberdade de imprensa e justiça independente, direitos esses desconhecidos na China continental.

No entanto, os protestos do ano passado contra o crescente controle de Pequim sobre o território geraram confrontos, às vezes violentos, entre os manifestantes e a polícia.

O projeto de lei será submetido a votação no parlamento chinês no próximo 28 de maio, durante a sessão de encerramento da atual sessão parlamentar.

Detalhes específicos devem ser divulgados em uma reunião do Comitê Permanente do Parlamento, que ocorrerá no próximo mês.

tjx/lth/sbr/lpt/mab/mis/bn

Autoridades de Hong Kong e Pequim defendem leis de segurança citando ameaça de terrorismo .
Autoridades de Hong Kong e Pequim defendem leis de segurança citando ameaça de terrorismoHONG KONG (Reuters) - O escritório do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong e o chefe da segurança da cidade defenderam nesta segunda-feira as leis de segurança nacional propostas descrevendo alguns atos em protestos pró-democracia em massa ocorridos no ano passado como terrorismo.

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