Mundo Cientistas pedem acesso a dados do estudo sobre hidroxicloroquina na The Lancet

12:12  29 maio  2020
12:12  29 maio  2020 Fonte:   msn.com

Uso de hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 eleva risco de morte, aponta estudo

  Uso de hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 eleva risco de morte, aponta estudo Uso de hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 eleva risco de morte, aponta estudoO estudo, que monitorou mais de 96 mil pacientes hospitalizados com Covid-19, mostrou que as pessoas tratadas com o medicamento, ou com cloroquina, apresentavam maior risco de morte quando comparadas àquelas que não receberam o medicamento.

Comprimidos de Nivaquine são usados para combater malária e testados contra COVID-19 © GERARD JULIEN Comprimidos de Nivaquine são usados para combater malária e testados contra COVID-19

Cientistas de vários países pediram maior acesso aos dados utilizados por um amplo estudo publicado no periódico "The Lancet" sobre hidroxicloroquina, que destacou o risco dessa molécula para o tratamento do novo coronavírus.

Publicado em 22 de maio no prestigiado periódico médico, o estudo se baseia em dados de cerca de 96.000 pacientes internados entre dezembro e abril em 671 hospitais em todo mundo e compara a evolução daqueles que receberam esse tratamento e dos que não.

Seus autores concluíram que a hidroxicloroquina não apenas não é benéfica, como aumenta o risco de morte entre os pacientes com COVID-19.

OMS suspende temporariamente o uso de hidroxicloroquina em ensaio clínico internacional

  OMS suspende temporariamente o uso de hidroxicloroquina em ensaio clínico internacional Segundo a instituição, a decisão foi baseada em estudo publicado no The Lancet e será revisada nas próximas semanas . Atualmente, 3,5 mil pacientes de 17 países foram inscritos na pesquisa da entidade global.De acordo com Adhanom, o Grupo Executivo do estudo Solidariedade se reuniu no último sábado para tratar do assunto. No encontro, ficou decidido que o uso da hidroxicloroquina será suspenso até que se consiga fazer uma "análise abrangente e avaliação crítica de todas as evidências disponíveis globalmente". Acompanhe nossa cobertura sobre o coronavírus. Últimas notícias, perguntas e respostas e como se cuidar.

À luz desse estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu suspender temporariamente os ensaios clínicos com hidroxicloroquina em vários países.

Mas de onde vem essa montanha de informações? É o que perguntam muitos cientistas, que pedem acesso aos dados brutos.

"Podem dar os nomes dos hospitais canadenses que vocês afirmam que contribuíram para que os dados possam ser verificados de forma independente?", pediu Todd Lee, especialista em doenças infecciosas da Universidade McGill do Canadá, ontem, pelo Twitter.

Em um blog da Columbia University dedicado à modelagem, o estatístico Andrew Gelman cita supostos limites metodológicos do estudo e afirma "ter enviado um e-mail para pedir os dados", sem sucesso.

Na França, o dr. Didier Raoult, um grande defensor da hidroxicloroquina, criticou o estudo, enquanto outros médicos e pesquisadores expressaram suas dúvidas, como o cardiologista Florian Zores, que apontou no Twitter a "falta" de alguns dados.

Coronavírus: por precaução, OMS suspende ensaios clínicos com hidroxicloroquina

  Coronavírus: por precaução, OMS suspende ensaios clínicos com hidroxicloroquina A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta segunda-feira (25), que suspendeu "temporariamente" os ensaios clínicos com hidroxicloroquina que realiza com parceiros em diversos países, por medida de precaução. A decisão segue a publicação na sexta-feira (22) de um estudo na revista médica The Lancet, que considerou ineficaz ou até prejudicial o uso de cloroquina e seus derivados, como a hidroxicloroquina, contra a Covid-19, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, detalhando que a suspensão dos ensaios foi feita no sábado (23).

Vários pesquisadores australianos expressaram a mesma opinião, principalmente devido às diferenças entre os dados oficiais do país e os do estudo, segundo o jornal britânico "The Guardian".

Os dados são da Surgisphere, que se apresenta como uma empresa de análise de dados de saúde sediada nos EUA. Seu presidente, o médico Sapan Desai, é um dos autores do estudo.

Em um comunicado, a Surgisphere defendeu a veracidade de seus dados e afirmou que eles vêm de hospitais que colaboram com sua empresa.

Mas "nossos acordos de uso de dados não nos permitem publicá-los", acrescenta a empresa, que destaca já ter indicado claramente que o estudo tem "limites".

Segundo o "Guardian", Desai reconheceu ter classificado erroneamente 73 mortes na Austrália, quando elas deveriam ter sido contadas na Ásia.

Como muitos de seus colegas, o médico francês Gilbert Deray, do hospital parisiense Pitié-Salpêtrière, considerou no Twitter, nesta quinta-feira, que "isso não muda em nada a ausência de dados sérios sobre a eficácia da hidroxicloroquina" e pediu que se dê continuidade aos "testes clínicos aleatórios".

jc/app/pc/tt

Após suspensão, OMS retoma testes com hidroxicloroquina .
Uso do remédio foi barrado após estudo não comprovar eficácia (ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (3) que retomou os testes com a hidroxicloroquina em pacientes infectados com o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Acompanhe nossa cobertura sobre o coronavírus. Últimas notícias, perguntas e respostas e como se cuidar. O medicamento estava temporariamente suspenso do ensaio clínico desde o último dia 25 de maio, após um estudo da revista científica "The Lancet" indicar que não havia benefícios no uso da droga para combater a Covid-19.

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