Mundo Após críticas e pedidos de demissão, Zuckerberg mantém texto de Trump no ar

03:06  03 junho  2020
03:06  03 junho  2020 Fonte:   estadao.com.br

Twitter marca mensagem de Trump sobre protestos de Minneapolis por "glorificar a violência"

  Twitter marca mensagem de Trump sobre protestos de Minneapolis por O Twitter marcou uma mensagem do presidente americano Donald Trump sobre os protestos de Minneapolis por considerar que "glorifica a violência" e, embora considere que o tuíte viola suas regras, a rede social decidiu que o texto não será removido. "Este tuíte violou as regras do Twitter sobre glorificar a violência. No entanto, o Twitter determinou que pode ser do interesse do público que o tuíte permaneça acessível", explicou a rede social.Trump assinou na quinta-feira um decreto para limitar a proteção das redes sociais e a flexibilidade que possuem para a publicação de conteúdo.

Na semana passada, Mark Zuckerberg defendeu a decisão de não tomar nenhuma medida contra comentários publicados pelo presidente dos EUA, Donald Trump , sobre o caso George Floyd. A atitude de Mark, porém, gerou forte reação dentro do Facebook.

Funcionários do Facebook que criticaram a decisão do presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg , de não remover um comentário inflamatório do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , levaram as divergências ao Twitter no fim de semana

Presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg manteve sua posição de não fazer nada a respeito das declarações inflamadas do presidente americano Donald Trump em sua rede social. Em discurso a funcionários nesta terça-feira, 2, o executivo afirmou que a decisão foi “muito difícil”, mas “muito minuciosa”, segundo reportagem do New York Times, que obteve acesso a um áudio da reunião.

No debate, conduzido com funcionários por videoconferência, Zuckerberg tentou justificar sua posição, dizendo que as políticas e princípios da empresa sobre liberdade de expressão acreditavam ser essa a maneira correta de agir. Nos últimos dias, a empresa tem sido bastante criticada por não rotular ou remover publicações de Trump a respeito de desinformação sobre o coronavírus ou os protestos que ocorrem na semana nos EUA.

União Europeia pede que EUA reconsidere decisão de romper com OMS em meio à pandemia

  União Europeia pede que EUA reconsidere decisão de romper com OMS em meio à pandemia União Europeia pede que EUA reconsidere decisão de romper com OMS em meio à pandemiaBRUXELAS (Reuters) - A União Europeia fez um apelo, neste sábado, para que os Estados Unidos reconsiderem, a decisão de cortar laços com a Organização Mundial de Saúde (OMS) pela maneira como lidou com a pandemia de coronavírus.

Podem os trabalhadores mudar a atitude do Facebook? Muitos acham que sim, fazem protestos e criticam Zuckerberg por deixar Trump à vontade.

O rival democrata de Trump na eleição presidencial de novembro, Joe Biden, condenou a violência, mas afirmou que os americanos têm o direito de se manifestar. “Protestar contra tal brutalidade é correto e necessário. É uma resposta totalmente americana”, afirmou.

A reação começou depois que o Twitter adicionou etiquetas aos tuítes de Trump, dizendo que o presidente estava incitando a violência ou fazendo declarações falsas. Uma delas falava sobre os protestos em Minneapolis, por conta da morte de George Floyd. “Quando os saques começam, os tiros também”, escreveu o presidente americano. As mesmas mensagens apareceram no Facebook, mas a rede social de Zuckerberg não fez nada.

Durante a reunião, Zuckerberg disse que sabia que muitas pessoas ficariam chateadas com a empresa e declarou que teria de separar sua opinião pessoal sobre o assunto de uma decisão a respeito do que a empresa faria. Na reunião, o executivo reiterou mais uma vez que não pretende ser um “árbitro da verdade” e acredita que o que líderes mundiais publicam em sua rede social é de interesse público, independentemente de violar as regras da plataforma.

Resistência do Facebook a policiar publicações de Trump causa mal-estar entre funcionários

  Resistência do Facebook a policiar publicações de Trump causa mal-estar entre funcionários O confronto entre o Twitter e Donald Trump levou a um mal-estar entre funcionários do Facebook, devido à relutância do seu diretor-executivo, Mark Zukerberg, em agir contra publicações falsas ou incendiárias feitas pelo presidente americano. "Mark está errado e irei me empenhar da forma mais firme possível para fazê-lo mudar de opinião", tuitou o diretor de design do feed de notícias do Facebook, Ryan Freitas, assinalando que está formando um grupo com outros 50 funcionários que compartilham de sua opinião.

Como forma de protesto às falas consideradas como de cunho racista, feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , os funcionários do Facebook vão realizar uma espécie de paralisação virtual. O motivo dos protestos internos é a decisão do CEO da rede, Mark Zuckerberg , de não tomar

Ser bem sucedido implica acordar cedo e manter -se informado, através das diversas plataformas que hoje estão disponíveis.

A polêmica é também interna – nesta terça-feira, diversos engenheiros do Facebook pediram demissão em protesto às condutas de Zuckerberg, enquanto ex-funcionários da empresa criticaram sua postura perante a desinformação. Um dos engenheiros chegou a dizer que o Facebook vai “ficar do lado errado da história”. Na segunda-feira, centenas de funcionários fizeram uma “passeata virtual” em protesto à postura do presidente executivo da rede social, que chegou a conversar com Trump por telefone na semana passada e pediu moderação ao político, conforme revelou o site especializado em tecnologia Axios.

“Usei a oportunidade para fazê-lo saber que eu acreditava que seu post era inflamatório e danoso”, disse Zuckerberg aos funcionários. O executivo, porém, reiterou durante a chamada que Trump não quebrou nenhuma das políticas da empresa. Um dos engenheiros que se demitiram nesta terça-feira, Timothy Aveni, criticou essa postura. “O Facebook vai sempre mover a linha de referência quando Trump subir o tom, achando desculpas atrás de desculpas para não agir sob a retórica danosa do presidente”, afirmou.

O sentimento de insatisfação também ecoou na reunião. “Por que algumas das pessoas mais inteligentes do mundo estão focadas em contorcer e mudar nossas políticas para evitar o confrontamento contra Trump”, questionou um funcionário do Facebook. Já o engenheiro Brandon Call chegou a tuitar sobre o tema. “Ficou claro como um cristal que a liderança da empresa se recusa a se posicionar conosco.” / TRADUÇÃO DE BRUNO CAPELAS


Biden pede que Facebook mude regras sobre discurso político .
Biden pede que Facebook mude regras sobre discurso político(Reuters) - A campanha do candidato democrata à Presidência dos EUA Joe Biden publicou uma carta aberta ao presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta quinta-feira, pedindo que a empresa verifique os anúncios dos políticos nas duas semanas antes da eleição presidencial norte-americana programada para novembro.

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