Mundo Decotelli deve anunciar demissão do Ministério da Educação nesta terça

21:42  30 junho  2020
21:42  30 junho  2020 Fonte:   correiobraziliense.com.br

Bolsonaro escolhe Renato Feder para o Ministério da Educação

  Bolsonaro escolhe Renato Feder para o Ministério da Educação Presidente convida secretário da Educação do Paraná para assumir Ministério da Educação depois das saídas de Weintraub e Decotelli. O presidente Jair Bolsonaro convidou nesta sexta-feira (03/07) o atual secretário da Educação do Paraná, Renato Feder, para ser o novo ministro da Educação. O convite confirma especulações na imprensa brasileira. Contra a nomeação de Feder havia o fato de ele ter sido um grande doador da campanha de João Doria ao governo de São Paulo, em 2018. Feder foi anunciado depois da saída de Abraham Weintraub do ministério e da desistência de Carlos Decotelli.

  Decotelli deve anunciar demissão do Ministério da Educação nesta terça © Marcos Correa/Planalto As revelações que apontam inconsistências no currículo do recém-nomeado ministro da Educação, Carlos Decotelli, não param de pipocar. A última, quando a Fundação Getúlio Vargas (FGV) negou que ele teria sido professor da instituição, marcou o fim da permanência do economista no comando da pasta.

Após mais essa polêmica, a pressão interna no governo federal foi que Decotelli pedisse demissão do comando do Ministério da Educação. A nomeação dele como terceiro ministro da pasta na gestão de Jair Bolsonaro ocorreu na última quinta-feira (25/6). Desde então, a Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, desmentiu o título de doutorado e a Universidade Wuppertal, na Alemanha, negou que ele tivesse realizado pós-doutorado.

Bolsonaro: Decotelli está ciente de equívoco e não pretende ser problema

  Bolsonaro: Decotelli está ciente de equívoco e não pretende ser problema Presidente deve manter novo ministro da Educação apesar de inconsistências no currículo dele e diz que Decotelli "vem enfrentando todas as formas de deslegitimação para o Ministério"Em publicação nas redes sociais na noite desta segunda-feira (29/6) o mandatário afirmou que Decotelli "está ciente de seu equívoco" mas destacou que ele "não pretende ser um problema" para o governo.

Há ainda suspeita de plágio na tese de mestrado defendida por ele, em 2008, na FGV do Rio de Janeiro. Sobre essa questão, Decotelli afirmou que não houve plágio: "É possível haver distração, sim senhora. Hoje se tem softwares para avaliar se teve ou não inconsistência, mas naquela época não. Não houve plágio, porque ele ocorre quando se faz control c, control v", argumentou. A FGV apura o caso.

A informação de que havia sido professor da FGV constava no currículo de Decotelli, mas foi corrigida pela instituição na noite de segunda-feira (29/6). Segundo a instituição, ele foi professor colaborador de diversos cursos de pós-graduação: "Decotelli  atuou apenas nos cursos de educação continuada, como professor colaborador, nos programas de formação de executivos, e não como professor de qualquer das escolas da Fundação”.

Por mais que o o próprio Decotelli e o presidente Jair Bolsonaro tenham tentado minimizar as turbulências para indicar que não haveria mais mudanças na pasta, a expectativa é que o ministro da Educação pessa demissão da pasta ainda nesta terça-feira (30/6), sem que complete uma semana no cargo.

Ministério da Educação desmente postagens ofensivas atribuídas a Decotelli .
Ministério da Educação desmente postagens ofensivas atribuídas a DecotelliEssa informação é falsa. Os tuítes que circularam nas redes sociais não foram publicados pelo novo ministro da Educação. Em uma conta oficial, verificada pelo Twitter, o Ministério da Educação informou que Decotelli não possui conta na rede social e, dessa forma, não foi o autor das postagens ofensivas.

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