Mundo Ativistas pró-democracia são vetados em eleição em Hong Kong

17:29  30 julho  2020
17:29  30 julho  2020 Fonte:   ansabrasil.com.br

Covid-19: por que a 'terceira onda' do coronavírus em Hong Kong é um alerta

  Covid-19: por que a 'terceira onda' do coronavírus em Hong Kong é um alerta Até pouco tempo atrás, Hong Kong era considerada um exemplo no combate à pandemia de coronavírus. Entenda o que deu errado e quais lições esse caso deixa para outros países lidarem com a pandemia.Apesar de compartilhar uma fronteira com a China continental, onde foram relatados os primeiros casos de covid-19, Hong Kong manteve o número de infecções baixo e foi capaz de evitar medidas extremas de confinamento introduzidas em outras partes do mundo.

(ANSA) - As autoridades eleitorais de Hong Kong, leais à China, excluíram 12 ativistas pró-democracia das próximas eleições para renovar o Conselho Legislativo (LegCo) do território semiautônomo.

A lista inclui o cofundador do ex-partido Demosisto, Joshua Wong, um dos ativistas honcongueses mais conhecidos no cenário internacional.

"Eu fui desclassificado das próximas eleições para o LegCo em Hong Kong, mesmo tendo obtido o maior número de votos nas primárias", declarou Wong, cujo partido se dissolveu após a entrada em vigor da lei de segurança nacional que aumenta o controle da China sobre a cidade.

Hong Kong veta das eleições 12 candidatos pró-democracia

  Hong Kong veta das eleições 12 candidatos pró-democracia Pleito será o primeiro na região semiautônoma chinesa desde a aprovação da controversa lei de segurança. Para governo local, quem defende a independência de Hong Kong não pode proteger a Lei Básica de forma honesta. © picture-alliance/Geisler-Fotopress/M. James Desde o ano passado, Hong Kong é alvo de protestos pela democracia O governo local de Hong Kong anunciou nesta quinta-feira (30/07) que pelo menos 12 candidatos da oposição não poderão concorrer às eleições legislativas de setembro, e mais candidatos pró-democracia poderão ser barrados em breve.

"Claramente, Pequim mostra total desrespeito pela vontade dos honcongueses, atropela o último pilar de autonomia da cidade e tenta manter a legislatura de Hong Kong sob seu firme controle", acrescentou o ativista.

A representação chinesa no território elogiou a decisão e chamou os candidatos excluídos de "delinquentes sem escrúpulos que tentam destruir o modelo de 'um país, dois sistemas'".

Segurança - A controversa lei de segurança nacional entrou em vigor no fim de junho e permitiu a abertura de escritórios das agências chinesas de segurança nacional em Hong Kong, aumentando o controle de Pequim sobre o território.

Além disso, pune os crimes de separatismo, subversão, terrorismo e colusão com forças estrangeiras com penas que vão de três anos de cadeia até prisão perpétua. Nos casos mais graves, os suspeitos poderão ser transferidos para processo na China.

Para manifestantes pró-democracia, a lei de segurança nacional representa o fim do status de semiautonomia vigente até então em Hong Kong, que foi devolvida pelo Reino Unido à China em 1997, com o princípio de "um país, dois sistemas". (ANSA).

Governadora de Hong Kong adia eleições em um ano .
Carrie Lam usou pandemia de coronavírus como justificativaLam disse que essa foi a "decisão mais difícil" tomada neste ano e que ela tem apoio da China para mudar a data do voto. A cidade enfrenta uma terceira onda de contágios pelo Sars-CoV-2 e registrou 121 casos nesta sexta-feira.

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