Mundo Argentina estende por mais três semanas quarentena mais prolongada do mundo

14:16  19 setembro  2020
14:16  19 setembro  2020 Fonte:   brasil.rfi.fr

É falso que Argentina é o segundo país do mundo em número de mortos por Covid-19

  É falso que Argentina é o segundo país do mundo em número de mortos por Covid-19 Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que a Argentina é o segundo país do mundo em número de mortes proporcionais por Covid-19. Segundo o post, o alto número de mortes causadas pela doença no país seria uma prova de que as medidas de distanciamento social não funcionam. Além disso, a publicação ainda afirma que […] “Argentina é o segundo país do mundo em número de mortos proporcionais por Covid-19 (3,8 por 100.000 habitantes). E é o país com o mais longo e severo lockdown do mundo. Ou seja, lockdown é um embuste, uma mentira ardilosa.” – Publicação que circula no Twitter.

Nas últimas semanas , o presidente passou a negar que exista uma quarentena, preferindo eufemismos como "isolamento sanitário" e "medidas de cuidado". Um total de 3.108 pessoas estão em terapia intensiva, número que faz da Argentina o quinto país com casos mais graves do mundo

Nas últimas semanas , o presidente passou a negar que exista uma quarentena, preferindo eufemismos como "isolamento sanitário" e Um total de 3.108 pessoas estão em terapia intensiva, número que faz da Argentina o quinto país com casos mais graves do mundo , apenas atrás de

  Argentina estende por mais três semanas quarentena mais prolongada do mundo © AFP

A quarentena argentina vai continuar até, pelo menos, dia 11 de outubro, totalizando 205 dias. No interior do país, haverá um endurecimento das medidas de restrição. Metade da população rejeita a rigidez das medidas de isolamento.

Márcio Resende, correspondente em Buenos Aires

Ciente do cansaço social após 182 dias de quarentena, pela primeira vez o presidente Alberto Fernández não apareceu para anunciar a 12.ª extensão do isolamento social obrigatório, iniciado em 20 de março. "A partir do diálogo constante com os especialistas e com os governadores de todo o país, decidimos manter as medidas de cuidado até domingo, 11 de outubro", diz o anúncio oficial emitido por vídeo através das redes sociais.

Argentina: mais 3 semanas quarentena mais prolongada do mundo

  Argentina: mais 3 semanas quarentena mais prolongada do mundo A Argentina vai continuar em quarentena até 11 de outubro devido à covid-19, totalizando 205 dias desde o seu início, o que a torna na mais prolongada do mundo. A Argentina vai continuar em quarentena até 11 de outubro devido à covid-19, totalizando 205 dias desde o seu início, o que a torna na mais prolongada do mundo, segundo anunciado hoje. "A partir do diálogo constante com os especialistas e com os governadores de todo o país, decidimos manter as medidas de cuidado até domingo, 11 de outubro", refere o anúncio oficial emitido por vídeo através das redes sociais.

A Argentina estendeu por mais três semanas a quarentena no país, que já dura 182 dias e é considerada a mais longa do mundo , para o controle da Em menos de um mês, o número de casos de Covid-19 no país saltou de 392 mil para mais de 600 mil. As mortes subiram de 8.271 para 12.491.

O Presidente argentino anunciou nova extensão, por três semanas , daquela que é a quarentena mais prolongada do mundo e que chegará a pelo O anúncio acontece quando o país passou, nos últimos três dias, a superar os dez mil contágios diários, registando, nas últimas 24 horas, o recorde

O comunicado evitou usar o termo "quarentena", substituindo-o por "medidas de cuidado". Além disso, para evitar mais desgaste político, foi deixado para os governadores de cada província o anúncio das medidas de endurecimento. "As autoridades locais serão as que determinarão as novas indicações para cada território. O governo nacional recomenda incrementar as restrições para diminuir a circulação das pessoas", indica a declaração oficial.

Enquanto os países vizinhos experimentam uma estabilidade de casos ou mesmo uma diminuição do número de contágios, a Argentina observa um aumento de casos, o que faz do país o décimo com mais infecções acumuladas, apesar de ser um dos que menos testes faz. A onda de contágios na Argentina avança pelo interior do país, onde o sistema de saúde é mais frágil.

A pandemia revelou várias 'Américas Latinas'

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O Presidente da Argentina anunciou, na sexta-feira, a 13.ª extensão da quarentena, com restrições mais duras em 18 das 24 províncias do país, até 25 de outubro.

A Argentina é também um dos países que menos testes faz para detetar a infeção . A falta de rastreio e de isolamento de contagiados resulta num aumento dos números, apesar da quarentena mais prolongada do mundo . Os poucos testes que faz também colocam o país com a taxa positiva mais

"Em maio, o interior representava apenas 7% dos contágios enquanto a área metropolitana de Buenos Aires respondia por 93%. Agora, o interior representa 49,2%, quase a mesma porcentagem de Buenos Aires com 50,8%. Na área metropolitana da capital, a curva de contágios é alta, mas estável", exemplifica o anúncio oficial, apontando uma ocupação de 67,3% das UTI.

Rejeitada pela metade da população

A quarentena argentina tem perdido o amplo apoio popular inicial e é agora rejeitada por 53,4% dos argentinos, de acordo com uma sondagem da consultora Giacobbe.

Ao mesmo tempo, a popularidade do presidente Alberto Fernández, que em março registrava uma taxa de aprovação popular de 67,8%, desceu agora para 37,1%. A imagem negativa superou a positiva, passando a 48,5%. "O presidente Alberto Fernández perdeu tudo aquilo que conquistou durante o começo da quarentena. Voltou ao baixo patamar que tinha ao assumir o cargo em dezembro", explica à RFI o analista político Jorge Giacobbe.

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O Presidente argentino anunciou a quinta extensão da quarentena com endurecimento de restrições em Buenos Aires e avisou aos que o acusam de promover a mais prolongada quarentena do mundo que "vai durar o que tiver de durar".

O presidente argentino , Alberto Fernández, anunciou que, com exceção de duas cidades, a Argentina sairá oficialmente do isolamento social, considerado o mais prolongado do mundo . "Verificamos que, nas duas últimas semanas , a quantidade de casos caiu aproximadamente 30% no país.

Nas últimas semanas, o presidente passou a negar que exista uma quarentena, preferindo eufemismos como "isolamento sanitário" e "medidas de cuidado". "Os jornais podem publicar que estamos em quarentena, mas é mentira. É falso", insiste Alberto Fernández.

A Argentina não permite aulas presenciais e o uso dos transportes públicos para quem não for funcionário de um trabalho considerado essencial. A circulação de pessoas e de veículos necessita de permissão especial. Não são autorizados os deslocamentos de cidadãos entre municípios e províncias. Não há voos domésticos nem internacionais. Estão proibidas as reuniões de amigos e familiares que não convivam e a permanência de crianças nas ruas das áreas mais povoadas do país.

Choque com Buenos Aires

A capital, governada pela oposição, tem entrado em conflito com o governo nacional quanto à postura de flexibilizar as restrições. O governador do Distrito Federal, Horacio Larreta, anunciou novas aberturas. Bares e restaurantes que já podiam ter mesas nas ruas, agora vão poder somar pátios internos e terraços, mas os espaços internos vão continuar fechados. Depois de seis meses de quarentena, os habitantes da capital do país vão poder ter atendimento médico e fazer exames, algo que estava restrito aos casos urgentes.

Na cidade, as construções de obras com mais de 5.000 metros quadrados e aquelas que estiverem a menos de 90 dias da sua finalização poderão ser retomadas. E os cultos religiosos vão poder ser realizados com 20 pessoas no máximo.

"Há 10 semanas, o número diário de contágios na cidade está estabilizado em mil casos. É uma estabilidade num nível alto, mas é um alento porque temos conseguido somar atividades e manter o nível de contágio estável", declarou Larreta.

Com 45 milhões de habitantes, o número de infectados no país pelo novo coronavírus soma 613.658 e os mortos são agora de 12.655. Um total de 3.108 pessoas estão em terapia intensiva, número que faz da Argentina o quinto país com casos mais graves do mundo, apenas atrás de Estados Unidos, Índia, Brasil e Irã.

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