Mundo Relatório denuncia grandes bancos por lavagem de enormes quantias de dinheiro sujo

02:15  21 setembro  2020
02:15  21 setembro  2020 Fonte:   msn.com

Tesouro dos EUA vê ao menos R$ 18,7 milhões suspeitos do Grupo Schahin

  Tesouro dos EUA vê ao menos R$ 18,7 milhões suspeitos do Grupo Schahin Transferências entre contas do grupo. Houve outra operação de US$ 11 milhões. Totalizando US$ 29,9 milhões suspeitos. Dados da megainvestigação FinCen filesNa Câmara, os deputados se articulavam para criar uma CPI que investigasse desvios na estatal –a comissão começaria os trabalhos no início do ano seguinte, 2015. Enquanto isso, a Polícia Federal e o Banco Central investigavam irregularidades contábeis no banco da família, incluindo o sumiço de US$ 90 milhões de uma conta na Suíça.

Quantias astronômicas de dinheiro sujo fluíram pelos maiores bancos do mundo durante anos, de acordo com um relatório Os documentos apontam para transações de dois trilhões de dólares entre 1999 e 2017. A investigação aponta em particular para cinco grandes bancos (JPMorgan Chase

Quantias astronômicas de dinheiro sujo passam há anos pelas maiores instituições bancárias do A investigação aponta em particular para cinco grandes bancos - JPMorgan Chase, HSBC, Standard A investigação é baseada em milhares de " relatórios de atividades suspeitas" (SARs) feitos à polícia

Um mulher conta dinheiro em frente a uma agência americana de envio de remessas em San Isidro, 70 km a nordeste de San Salvador, em 10 de junho de 2020 © MARVIN RECINOS Um mulher conta dinheiro em frente a uma agência americana de envio de remessas em San Isidro, 70 km a nordeste de San Salvador, em 10 de junho de 2020

Quantias astronômicas de dinheiro sujo fluíram pelos maiores bancos do mundo durante anos, de acordo com um relatório do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) divulgado neste domingo.

"Lucros das guerras mortais contra as drogas, fortunas desviadas dos países em desenvolvimento e poupanças suadas roubadas em esquemas Ponzi conseguem entrar e sair dessas instituições, apesar dos avisos dos próprios funcionários dos bancos, aponta a investigação realizada por 108 meios de comunicação de 88 países.

“Truques e astúcia”: penas não impedem bancos de movimentar dinheiro sujo

  “Truques e astúcia”: penas não impedem bancos de movimentar dinheiro sujo Quarta parte da reportagem FinCen Files. Megainvestigação internacional do ICIJ. Poder360 esteve entre 400 jornalistasOs registros mostram que essas instituições continuaram lucrando com clientes poderosos e perigosos mesmo depois que as autoridades norte-americanas multaram essas instituições financeiras por falhas anteriores em conter os fluxos de dinheiro sujo.

Lavagem de dinheiro é uma prática utilizada para encobrir a origem de dinheiro ilegal. Na prática, ela consiste em um esquema para fazer parecer que recursos Esta é a fase mais arriscada do processo de lavagem , pois grandes quantidades de dinheiro são bem visíveis e os bancos são obrigados a

Lavagem de dinheiro é um processo onde os lucros gerados a partir de atividades ilegais são “purificados” ou ocultados para que possam aparentar ter origem lícita. Os responsáveis por esta operação fazem com que os valores obtidos através das atividades ilícitas e criminosas (como o

A investigação é baseada em milhares de "relatórios de atividades suspeitas" enviados por bancos de todo o mundo à FinCen, a polícia financeira do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

"Esses documentos, compilados por bancos, compartilhados com o governo mas mantidos fora da vista do público, expõem a fragilidade das salvaguardas bancárias e a facilidade com que os criminosos as exploram", escreveu o site Buzzfeed, na apresentação do relatório.

Os documentos apontam para transações de dois trilhões de dólares entre 1999 e 2017.

A investigação aponta em particular para cinco grandes bancos (JPMorgan Chase, HSBC, Standard Chartered, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon) que acusa de mobilizar bens de supostos criminosos, mesmo depois de eles terem sido processados ou condenados por crimes financeiros.

Documentos secretos dos EUA expõem grandes bancos

  Documentos secretos dos EUA expõem grandes bancos Arquivos do Departamento do Tesouro americano revelam que algumas das maiores instituições financeiras do mundo facilitaram por anos lavagem de dinheiro. Valor suspeito movimentado chega a 2 trilhões de dólares. © picture alliance/dpa/A. Dedert Deutsche Bank é responsável por 62% das transações suspeitas analisadas Milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos vazados e analisados por um consórcio internacional de jornalistas indicam que grandes bancos multinacionais de todo mundo teriam permitido que dinheiro sujo fosse movimentado.

Vários bancos têm sido utilizados por organizações criminosas para esconderem dinheiro .

Os bancos brasileiros estão comprometidos com a melhoria e o aperfeiçoamento, de forma constante, com os controles e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLDFT), segundo a Federação Brasileiros das Bancos , a Febraban, em nota enviada ao Estadão/Broadcast

"As redes pelas quais o dinheiro sujo circula pelo mundo se tornaram artérias vitais para a economia global", de acordo com o Buzzfeed News.

O Deutsche Bank afirmou que as divulgações "são bem conhecidas" dos órgãos reguladores. O banco alemão alega ter alocado "recursos significativos para fortalecer seus controles", bem como para cumprir "suas responsabilidades e obrigações.

A investigação destaca a falta de poder das autoridades norte-americanas para regular operações financeiras sujas.

Antes de o relatório ser divulgado, a polícia financeira do Tesouro alertou que a divulgação de relatórios de transações suspeitas sem permissão é um "crime que pode afetar a segurança nacional dos Estados Unidos".

cjc/hr/gm/rsr/cc

Bancos afundam no mercado financeiro após investigação sobre lavagem de dinheiro .
HSBC, Deutsche Bank, ING A investigação aponta em particular para cinco grandes bancos - JPMorgan Chase, HSBC, Standard Chartered, Deutsche Bank e Bank of New York Mellon - acusados de terem continuado a transitar dinheiro de criminosos, mesmo depois de terem sido processados ou condenados por má conduta financeira. As reportagens sobre atividades suspeitas, nas quais os jornalistas do consórcio se basearam, "não são declarações de crime ou fraude, mas alertam sobre potenciais casos de crimes econômicos", explica o UKFinance, lobby financeiro britânico, em comunicado enviado à AFP. "Trata-se apenas de um relatório enviado às autoridades tutelares.

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