Mundo 'Já chega!', diz China aos EUA no Conselho de Segurança da ONU

21:41  24 setembro  2020
21:41  24 setembro  2020 Fonte:   msn.com

Previsão da segunda rodada dos playoffs da WNBA

  Previsão da segunda rodada dos playoffs da WNBA Mercury x Lynx e Sun x Sparks são os duelos eliminatórios desta quinta-feira O post Previsão da segunda rodada dos playoffs da WNBA apareceu primeiro em Jumper Brasil.

O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, em foto de dezembro de 2019 © MANDEL NGAN O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, em foto de dezembro de 2019

A China se indignou nesta quinta-feira (24) na ONU com os Estados Unidos, que mais uma vez a apontaram como responsável pela disseminação do coronavírus no mundo, em uma reunião por videoconferência do Conselho de Segurança sobre o futuro da governança global.

"Já chega! Já criaram problemas suficientes no mundo!", disse Zhang Jun, embaixador chinês na ONU, à embaixadora americana Kelly Craft, sob o olhar impassível do chefe da ONU, Antonio Guterres.

EUA isolado na ONU em favor de sanções ao Irã

  EUA isolado na ONU em favor de sanções ao Irã Os Estados Unidos vão exigir unilateralmente neste fim de semana que as sanções das Nações Unidas contra o Irã voltem a vigorar, medida que corre o risco de aumentar seu isolamento, mas também as tensões internacionais. É aqui que o problema corre o risco de criar novas tensões. Donald Trump poderá anunciar as chamadas sanções secundárias para punir qualquer país ou entidade que viole as sanções da ONU, bloqueando seu acesso ao mercado e ao sistema financeiro dos Estados Unidos, ainda que seja um dos únicos líderes mundiais a considerar que as sanções estão em vigor.

"Antes de apontar o dedo aos outros, qual é a causa dos sete milhões de casos de infecção e mais de 200.000 mortes nos Estados Unidos?", questionou o embaixador chinês, acusando Washington de espalhar "o vírus da desinformação", "mentir" e "enganar".

Agir desta forma "não resolverá nenhum problema", insistiu. "Parem de politizar o vírus (...) uma grande potência deve se comportar como uma grande potência", disse ele antes de receber o apoio de seu colega russo, Vasily Nebenzia.

Durante a reunião liderada pelo presidente nigeriano Issufu Mahamadu e na qual participaram os líderes da Tunísia e da Estônia, além dos chanceleres da Rússia e da França, Kelly Craft reiterou as acusações feitas pelo presidente Donald Trump na terça-feira em seu discurso ante a Assembleia Geral da ONU.

EUA anuncia que aplicará sanções 'da ONU' contra Irã e Maduro

  EUA anuncia que aplicará sanções 'da ONU' contra Irã e Maduro Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (21), medidas punitivas contra o ministério da Defesa do Irã e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em nome do respeito às sanções da ONU contestadas pelo resto do mundo, e exigiu que a Europa faça o mesmo. As pessoas listadas sob as sanções "da ONU" já são, em sua maioria, alvos de medidas punitivas dos Estados Unidos, e incluem o Ministério da Defesa do Irã e sua Organização de Energia Atômica.Os Estados Unidos também vêm tentando tirar Maduro do poder, cujo segundo mandato, iniciado em 2019, considera resultado de eleições fraudulentas.

"Deveria ter vergonha! Estou chocada e indignada com o conteúdo da discussão de hoje", disse Craft no início de seu discurso.

"Na verdade, estou bastante envergonhada deste Conselho, com membros que aproveitaram a oportunidade para se concentrar em ressentimentos políticos em vez de na questão crítica da agenda", acrescentou.

"A decisão do Partido Comunista Chinês de ocultar a origem deste vírus, de minimizar seu perigo e de suprimir a cooperação científica transformou uma epidemia local em uma pandemia global", denunciou a embaixadora.

"Mais importante ainda, essas decisões já custaram centenas de milhares de vidas em todo o mundo. Centenas de milhares".

Então, após o discurso do embaixador chinês, Craft desapareceu da tela e foi substituída por um diplomata de segundo escalão da missão dos Estados Unidos na ONU.

prh/lbc/yow/tt

Cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU é meta do Brasil, mas também da Índia, Japão e Alemanha .
Brasil, Índia, Japão e Alemanha exigiram nesta quarta-feira (23), à margem da Assembleia Geral da ONU, um assento de membro permanente em um Conselho de Segurança ampliado. A entrada de novos membros no seleto grupo é uma reivindicação antiga é a apontada como uma oportunidade de reformar a instituição. "Estamos empenhados em relançar as discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança", afirmou um comunicado conjunto, após uma reunião por videoconferência entre os chefes da diplomacia do Brasil, Ernesto Araújo, da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, do Japão, Motegi Toshimitsu, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Niels Annen.

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