Mundo Míssil atinge área residencial e deixa mortos no Azerbaijão

19:16  17 outubro  2020
19:16  17 outubro  2020 Fonte:   dw.com

ANÁLISE-Coreia do Norte adota fala cautelosa e exibe novo poderio militar

  ANÁLISE-Coreia do Norte adota fala cautelosa e exibe novo poderio militar ANÁLISE-Coreia do Norte adota fala cautelosa e exibe novo poderio militarO novo conjunto militar, provavelmente ainda em variados estágios de desenvolvimento, ofereceu ao líder Kim Jong Un uma chance de mostrar ao mundo seu poderio militar de ponta, ao mesmo tempo em que conseguiu adicionar capacidades práticas às já formidáveis forças nucleares e militares convencionais da Coreia do Norte, disseram especialistas.

Conflito na região separatista de Nagorno-Karabakh se escala após ataque destruir residências e matar ao menos 13 civis em Ganja, segunda maior cidade do Azerbaijão. País acusa Armênia e promete retaliar.

Equipes de resgate buscam sobreviventes em meio aos escombros © Ismail Coskun/IHA/dpa/picture-alliance Equipes de resgate buscam sobreviventes em meio aos escombros

O conflito na região separatista de Nagorno-Karabakh voltou a se escalar na madrugada deste sábado (17/10) após um míssil atingir uma área residencial na cidade de Ganja, a segunda maior do Azerbaijão. A explosão deixou vários mortos e feridos.

Míssil atinge área residencial da segunda maior cidade do Azerbaijão (AFP)

  Míssil atinge área residencial da segunda maior cidade do Azerbaijão (AFP) Um míssil atingiu neste sábado uma área residencial e deixou vítimas na segunda maior cidade do Azerbaijão, Ganja, marcando uma escalada no conflito de Nagorno Karabakh, horas depois de bombardeios contra Stepanakert, capital da região separatista. Uma autoridade do Azerbaijão afirmou que um segundo míssil atingiu uma área industrial de Ganja ao mesmo tempo, mas não deu detalhes. A cidade, de mais de 300 mil habitantes, foi atingida no último domingo por outro míssil, que deixou 10 mortos.Jornalistas da AFP em Mingecevir, a uma hora de Ganja, afirmaram terem ouvido uma explosão que fez os imóveis tremerem por volta do mesmo horário.

O governo azerbaijano acusou a Armênia de ter disparado os explosivos e afirmou que o ataque matou ao menos 13 civis e feriu outros 50.

"O lançamento desse míssil contra localidades densamente povoadas mostra a mentalidade imoral e esquizofrênica da liderança político-militar da Armênia", escreveu Hikmat Hajiyev, conselheiro da presidência do Azerbaijão, no Twitter.

Hajiyev afirmou ainda que a cidade de Ganja está longe da zona de conflito, portanto o ataque, que classificou como "crime de guerra", não respondeu a qualquer necessidade militar.

O Ministério da Defesa armênio negou ter disparado o míssil e, por sua vez, acusou o Azerbaijão de continuar a bombardear áreas populadas dentro de Nagorno-Karabakh, incluindo Stepanakert, a capital e maior cidade da região separatista.

Azerbaijão anuncia ataque a local de lançamento de mísseis na Armênia

  Azerbaijão anuncia ataque a local de lançamento de mísseis na Armênia O ministério da Defesa do Azerbaijão anunciou nesta quarta-feira que destruiu dois pontos de lançamento de mísseis na Armênia que eram usados, de acordo com Baku, para atacar zonas civis no conflito do território separatista de Nagorno Karabakh. Baku afirmou que suas Forças Armadas detectaram durante a noite em território armênio o deslocamento de sistemas de lançamento de mísseis preparados para o uso, em uma zoa próxima a Nagorno Karabakh, e destruíram os mesmos porque estavam destinados a ataques contra zonas civis no Azerbaijão.

Segundo autoridades do Azerbaijão, o míssil do tipo Scud, fabricado por soviéticos, destruiu ou danificou cerca de 20 edifícios residenciais em Ganja durante a madrugada. Equipes de emergência passaram horas procurando vítimas e sobreviventes entre os escombros.

Os mísseis Scud datam da década de 1960 e carregam uma grande carga de explosivos, mas são conhecidos por sua falta de precisão.

Ganja tem mais de 300 mil habitantes e está localizada a cerca de 300 quilômetros a oeste de Baku, capital do Azerbaijão. A cidade já havia sido atingida no domingo passado por um míssil, que matou dez pessoas e deixou mais de 30 feridos.

Em discurso transmitido na televisão, o presidente azerbaijano, Ilham Aliyev, também denunciou o ataque como um crime de guerra e alertou que o governo armênio sofrerá as consequências da ação.

"Se a comunidade internacional não punir a Armênia, nós o faremos", disse o presidente. "O Azerbaijão dará sua resposta, e fará isso exclusivamente no campo de batalha."

Nagorno-Karabakh: Turquia atrapalha cessar-fogo com o envio de milhares de soldados e aviões

  Nagorno-Karabakh: Turquia atrapalha cessar-fogo com o envio de milhares de soldados e aviões Pela terceira vez consecutiva, uma tentativa de trégua entre o Azerbaijão e as forças armênias no enclave de Nagorno-Karabakh foi por água abaixo nesta segunda-feira (26), com os dois lados se acusando de "violação grosseira" do cessar-fogo. Há quase um mês, os mortos se acumulam na linha de frente, nas montanhas do Cáucaso. Especialista ouvido pela RFI explica que, embora os confrontos na região ocorram há mais de duas décadas, o acirramento seNa capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, sob o controle de separatistas armênios, os moradores haviam saudado o anúncio da nova trégua com ceticismo, como relatam os enviados especiais da RFI Richard Riffonneau e Anastasia Becchio.

Enquanto autoridades de ambos os países venham negando ter civis como alvo, áreas residenciais têm estado cada vez mais sob bombardeios em meio às hostilidades que já duram três semanas, apesar da tentativa da Rússia de intermediar um cessar-fogo na região.

Stepanakert, capital de Nagorno-Karabakh, também foi alvo de bombardeios durante a noite, deixando três civis feridos, segundo autoridades separatistas.

O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, chamou os ataques de "uma tentativa de genocídio do povo armênio". "Precisamos nos defender, como qualquer outra nação que está ameaçada de extermínio", afirmou ao jornal francês Libération.

Conflitos em Nagorno-Karabakh

Nagorno-Karabakh é parte do território do Azerbaijão, mas é povoada e controlada por armênios étnicos desde que uma guerra entre azerbaijanos e armênios se encerrou na região há 26 anos.

O conflito entre 1988 e 1994 deixou 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados. Desde então, as hostilidades estavam em grande parte congeladas, apesar de confrontos esporádicos.

A recente escalada de hostilidades, a mais grave desde o fim da guerra, teve início em 27 de setembro envolvendo artilharia pesada, foguetes e drones, e já matou centenas de pessoas.

Neste sábado, o presidente Aliyev afirmou que forças azerbaijanas tomaram a cidade de Fizuli e sete vilas nos arredores, ganhando uma "vantagem estratégica". Fizuli é uma das sete regiões do Azerbaijão fora de Nagorno-Karabakh tomadas por forças armênias durante a guerra.

O novo surto de violência mina os esforços internacionais para acalmar as hostilidades entre armênios e azerbaijanos, envolvendo potências regionais com a Rússia e a Turquia.

Localizadas no Cáucaso, Armênia e Azerbaijão são duas ex-repúblicas soviéticas. A Rússia mantém uma aliança militar com os armênios, mas atualmente tem boas relações com o governo azerbaijano e não tem interesse numa escalada no conflito na região. Já o Azerbaijão é apoiado pela Turquia.

EK/afp/ap/lusa/rtr

Azerbaijão e Armênia alegam violações da trégua e trocam acusação de ataques .
Azerbaijão e Armênia alegam violações da trégua e trocam acusação de ataquesBaku disse que 13 civis foram mortos e mais de 50 ficaram feridos na cidade de Ganja por um ataque de míssil armênio, enquanto Yerevan acusou o Azerbaijão de bombardeios contínuos.

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