Mundo Pompeo adverte sobre sanções em caso de venda de armas ao Irã

19:41  18 outubro  2020
19:41  18 outubro  2020 Fonte:   msn.com

EUA impõe sanções aos principais bancos iranianos

  EUA impõe sanções aos principais bancos iranianos O governo dos Estados Unidos impôs, nesta quinta-feira (8), sanções drásticas ao setor bancário do Irã, em um novo e grande passo para paralisar a economia de seu rival, semanas antes das eleições presidenciais em que Donald Trump buscará a reeleição. Trump seguiu uma política de "máxima pressão" destinada a controlar o Irã, rival dos aliados dos Estados Unidos, Arábia Saudita e Israel. O governo de Trump se mobilizou para impedir todas as exportações de petróleo iraniano, ignorando um acordo negociado com o ex-presidente Barack Obama, através do qual o Irã reduziu seu programa nuclear.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse neste domingo (18) que o comércio de armas com o Irã viola as resoluções da ONU e advertiu que adotará sanções contra seus "infratores", depois de Teerã anunciar que o embargo internacional havia expirado.

Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista coletiva no Departamento de Estado, em Washington, em 14 de outubro de 2020 © Manuel Balce CENETA Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista coletiva no Departamento de Estado, em Washington, em 14 de outubro de 2020

"Os Estados Unidos estão dispostos a usar suas autoridades nacionais para punir qualquer indivíduo, ou entidade, que contribua materialmente para o fornecimento, venda, ou transferência de armas convencionais de, ou para, o Irã", disse Pompeo em um comunicado.

Para o presidente iraniano, sanções dos EUA não quebrarão a 'resistência'

  Para o presidente iraniano, sanções dos EUA não quebrarão a 'resistência' O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou nesta sexta-feira (9) que as novas sanções impostas pelos Estados Unidos não poderão quebrar a "resistência" da República Islâmica e destacou que Washington já fez todo o possível para pressionar Teerã. Essas medidas foram impostas novamente depois que Trump decidiu, unilateralmente, retirar os Estados Unidos de um acordo histórico entre as potências mundiais e o Irã para limitar o programa nuclear da República Islâmica em troca de um alívio das sanções internacionais.O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que deixou fora das sanções a compra de ajuda humanitária, como comida e medicamentos.

"Qualquer nação que busque paz e estabilidade no Oriente Médio e que apoie a luta contra o terrorismo deve se abster de qualquer acordo de armas com o Irã", insistiu.

O embargo à venda de armas convencionais ao Irã deve começar a expirar progressivamente a partir de 18 de outubro, nos termos da resolução da ONU que confirmou o acordo nuclear de 2015 entre Teerã e as potências mundiais.

Teerã, que poderá comprar armas de Rússia, China e outros lugares, celebrou o que vê como uma vitória diplomática sobre os EUA, que tentaram manter um congelamento das vendas de armas por tempo indeterminado.

"Nos últimos dez anos, os países se abstiveram de vender armas ao Irã, em virtude de várias medidas das Nações Unidas. Qualquer país que agora desafiar essa proibição estará escolhendo, claramente, alimentar o conflito e a tensão, em vez de promover a paz e a segurança", insistiu o secretário americano.

O presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear em 2018 e começou a impor sanções ao Irã, de forma unilateral.

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EUA alertam para ameaça da China e firmam pacto militar com ÍndiaNOVA DÉLHI (Reuters) - Os Estados Unidos e a Índia assinaram um pacto para compartilhar dados sigilosos de satélites e mapas nesta terça-feira, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, alertou para a ameaça representada por uma China cada vez mais assertiva.

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