Mundo Leopoldo López, opositor de Maduro, deixa Embaixada da Espanha em Caracas e sai da Venezuela

23:05  24 outubro  2020
23:05  24 outubro  2020 Fonte:   brasil.elpais.com

Leopoldo López, importante figura da oposição na Venezuela, deixa país

  Leopoldo López, importante figura da oposição na Venezuela, deixa país Leopoldo López, importante figura da oposição na Venezuela, deixa paísLópez se dirigia à Colômbia, afirmaram duas das pessoas, embora não estivesse imediatamente claro se ele havia chegado.

Imagem de Leopoldo López durante sua detenção, em 2019. © JORGE SILVA (REUTERS) Imagem de Leopoldo López durante sua detenção, em 2019.

O dirigente oposicionista venezuelano Leopoldo López saiu da embaixada da Espanha em Caracas, segundo confirmaram ao EL PAÍS fontes da oposição, que afirmam que ele já deixou o país. López estava abrigado na residência do embaixador espanhol em Caracas desde 30 de abril de 2019, quando liderou, junto com Juan Guaidó, presidente do Parlamento, um levante que pretendia desencadear uma revolta nas Forças Armadas e derrubar Nicolás Maduro. Tudo ficou em uma tentativa frustrada pelas forças militares que permaneceram fiéis ao Governo e aquele dia terminou com sua libertação depois de ter passado três anos na prisão e dois em prisão domiciliar.

Político venezuelano de oposição Leopoldo López chega a Madri, diz governo espanhol

  Político venezuelano de oposição Leopoldo López chega a Madri, diz governo espanhol Político venezuelano de oposição Leopoldo López chega a Madri, diz governo espanhol"Leopoldo López chegou a Madrid hoje, podendo se reunir com sua família", disse o comunicado.

O ex-prefeito do município de Chacao, que havia sido condenado pela Justiça controlada pelo chavismo por seu papel na onda de protestos de 2014, encontrou então proteção nas dependências diplomáticas espanholas depois de evitar os controles das forças de segurança. López já cruzou a fronteira com a Colômbia, segundo as fontes consultadas, e seu objetivo é viajar para a Espanha, onde reside seu pai, Leopoldo López Gil, eurodeputado do Partido Popular.

O dirigente oposicionista sempre se manteve na linha de frente política, mesmo após sua prisão. Tornou-se um símbolo da resistência contra Maduro e, especialmente desde que passou à prisão domiciliar e posteriormente se estabeleceu na Embaixada da Espanha, pilotou a estratégia das forças de oposição e do próprio Guaidó. Nos últimos meses, essa via de pressão contra o chavismo e de rejeição incondicional aos processos eleitorais convocados pelo Governo, que não deu resultados concretos, recebeu duras críticas de outros setores da oposição, como a corrente liderada por Henrique Capriles.

Opositor ao governo de Maduro, Leopoldo López chega a Madri

  Opositor ao governo de Maduro, Leopoldo López chega a Madri Fugitivo de Nicolás Maduro. Espanha cobra solução para criseLópez fugiu da Venezuela no sábado (24.out.2020). O político estava refugiado na embaixada da Espanha desde 30 de abril de 2019, quando conseguiu burlar a prisão domiciliar ao qual foi submetido.

Há um mês, o Governo espanhol anunciou a substituição do seu embaixador em Caracas, Jesús Silva. No entanto, garantiu que a decisão não afetaria a situação de López. Silva está à frente da embaixada em Caracas desde que foi nomeado pelo Governo de Mariano Rajoy em 2017. Apesar das constantes crises com que teve de lidar durante sua gestão, o momento provavelmente mais tenso foi no início de maio 2019, quando López, sua esposa —a também oposicionista Lilian Tintori—e um de seus filhos procuraram abrigo na residência, território inviolável onde não pode ser exigido pelas autoridades venezuelanas.

A fuga de López é um sinal das escassas esperanças que até mesmo a direção da oposição tem em um processo de mudança ou uma transição no curto prazo. Desde que Maduro, em busca de oxigênio antes da eleição da Assembleia Constituinte em julho de 2017, concedeu-lhe a medida de prisão domiciliar, o líder antichavista buscou vários caminhos para aumentar a pressão contra o regime bolivariano. O movimento-chave foi no início de 2019, com o lançamento de Guaidó, até então deputado do partido Vontade Popular, com pouca presença pública. Guaidó foi eleito chefe do Legislativo e, como tal, desafiou Maduro proclamando-se presidente interino, em virtude de uma interpretação constitucional que desqualificava o sucessor de Hugo Chávez por ser, segundo essa leitura, um usurpador do poder.

Essa medida desencadeou uma onda de protestos que abalou a Venezuela e gerou uma sensação de mudança iminente durante a primeira metade do ano. Enquanto a Administração de Donald Trump endurecia as sanções contra o Governo de Caracas, Guaidó e López tentavam forçar uma rebelião dentro das Forças Armadas que nunca aconteceu. Houve dezenas de deserções, algumas muito significativas, como a do chefe do Serviço de Inteligência (Sebin), Christopher Figuera, mas insuficientes para provocar uma ruptura na polícia e no Exército.

Fado da confiança: vitória dramática faz o Vasco renascer na temporada .
Para superar o Caracas, Cruz-Maltino precisou buscar força psicológica após dois momentos que abalaram a equipe para além das seis semanas sem vitóriaO Cruz-Maltino teve Leonardo Gil, que passara boa impressão na estreia, como titular pela primeira vez. Mas o argentino chegou a cobrar um escanteio curto, rasteiro, para fora. Parecia mais uma noite fadada à tristeza do torcedor vascaíno. E quando o time se mostrava mais próximo do gol, Carlinhos cobrou o pênalti muito mal. E o time se abalou. E Ygor Catatau foi expulso com dez minutos em campo. Mas o gol foi obtido. Peso descarregado por todo o clube.

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