Mundo Indignação em Gales por produtos excluídos da venda durante confinamento

17:51  26 outubro  2020
17:51  26 outubro  2020 Fonte:   msn.com

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Autorizados apenas a comprar produtos "essenciais" durante seu novo confinamento, mais de 65.000 galeses assinaram uma petição nesta segunda-feira (26) exigindo que as regras "desproporcionais" que os impedem de comprar livros ou roupas e que foram até mesmo aplicadas indevidamente em absorventes internos sejam retiradas.

Vários países europeus determinaram o fechamento de bares e restaurantes para conter a segunda onda do novo coronavírus © Abdulmonam EASSA Vários países europeus determinaram o fechamento de bares e restaurantes para conter a segunda onda do novo coronavírus

Primeira nação do Reino Unido a reconfigurar sua população para conter uma segunda onda de coronavírus, o País de Gales ordenou que seus três milhões de habitantes ficassem em casa da última sexta-feira até 9 de novembro.

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  Dirigente do Borussia Dortmund não descarta venda de Jadon Sancho Hans-Joachim Watzke, CEO do clube, afirma que atacante pode ser vendido no próximo mercado, apesar do contrato até 2023, mas apenas pelo preço da multa de R$ 790 milhões- Interpretaram mal a situação. Tínhamos uma linha e seguiremos com ela no próximo mercado.

Todas as lojas consideradas "não essenciais" tiveram de fechar e nas lojas que permaneceram abertas os clientes foram impedidos de comprar produtos não alimentares.

Seções inteiras de roupas ou produtos domésticos em supermercados apareciam fechadas com protetores de plástico ou barreiras de segurança ou simplesmente esvaziadas.

Vídeos de clientes furiosos rasgando o bloqueio dessas seções e até imagens de um galês que foi às compras vestindo apenas cueca e máscara foram veiculados nas redes sociais como um protesto porque "a roupa não é um produto essencial".

O debate chegou até as abóboras, usadas como jogo e decoração pelas crianças no Halloween, embora seja um produto comestível.

- "Mais mal do que bem" -

Irlanda e País de Gales voltam a se confinar ante aumento dos casos de coronavírus

  Irlanda e País de Gales voltam a se confinar ante aumento dos casos de coronavírus A Europa, mergulhada em um aumento exponencial dos novos casos de coronavírus, foi obrigada a ampliar as restrições impostas para conter o avanço da doença. Ante o crescimento preocupante da pandemia em grande parte da Europa e dos Estados Unidos, o diretor de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, aconselhou "colocar os casos de contato em quarentena" imediatamente.Nesta segunda-feira, o mundo superou 40 milhões de infectados e 1,1 milhão de mortos pelo novo coronavírus, segundo um balanço da AFP. Na última semana, houve mais de 2,5 milhões de novos casos, uma cifra inédita desde o começo da pandemia. Mais da metade do total de casos estão localizados em Estados Unidos (8.154.935), Índia (7.550.

A medida "vai fazer mais mal do que bem", denuncia a petição, que pede a anulação imediata.

"Não concordamos, por exemplo, com a proibição dos pais de comprarem roupas para seus filhos durante o confinamento quando vão ao supermercado. É desproporcional e cruel", afirmam os peticionários.

Uma cliente de um supermercado queixou-se no Twitter de não poder comprar absorventes, e a loja respondeu que o governo galês havia "pedido a ela que não vendesse esses produtos".

"É uma interpretação incorreta do regulamento", negou o ministro da Saúde galês Vaughan Gething em uma entrevista coletiva na segunda-feira, lamentando "muito que essa mulher tenha recebido essa informação".

"Os supermercados podem continuar vendendo itens que podem ser vendidos nas farmácias", disse o executivo regional.

A rede de supermercados admitiu seu erro e pediu desculpas.

Gething defendeu a medida por uma questão de justiça com as empresas que foram obrigadas a baixar as cortinas devido ao confinamento.

"Alguns produtos não estarão à venda nas próximas duas semanas, são produtos que outras lojas, que estão fechadas, não podem vender neste momento", explicou.

O governo galês se reunirá com os varejistas "para revisar as regulamentações e garantir que estejam sendo aplicadas de maneira justa e consistente", garantiu.

O Reino Unido é o país mais afetado pela pandemia na Europa, com quase 45.000 mortes confirmadas por covid-19.

Cada uma das quatro nações que o compõem - Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte - têm competência em questões de saúde e definem suas políticas contra o coronavírus.

acc/mis

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