Mundo EXCLUSIVO–Eleito, Biden consultaria aliados sobre futuro de tarifas à China, dizem assessores

14:45  29 outubro  2020
14:45  29 outubro  2020 Fonte:   reuters.com

Biden lidera disputa com Trump em Michigan; empate técnico na Carolina do Norte, aponta Reuters/Ipsos

  Biden lidera disputa com Trump em Michigan; empate técnico na Carolina do Norte, aponta Reuters/Ipsos Biden lidera disputa com Trump em Michigan; empate técnico na Carolina do Norte, aponta Reuters/IpsosWASHINGTON (Reuters) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, manteve a liderança sobre o presidente Donald Trump, um republicano, em Michigan, e os dois candidatos permaneceram estatisticamente empatados na Carolina do Norte, mostraram pesquisas Reuters/Ipsos nesta terça-feira.

Por Matt Spetalnick e Trevor Hunnicutt

Joe Biden discursa em Wilmington, no Estado norte-americano de Delaware © Reuters Joe Biden discursa em Wilmington, no Estado norte-americano de Delaware

(Reuters) - O democrata Joe Biden consultaria imediatamente os aliados dos Estados Unidos antes de decidir sobre o futuro das tarifas de seu país à China, buscando uma "alavancagem coletiva" para se fortalecer diante de Pequim, se for eleito presidente, disseram alguns de seus principais assessores na quarta-feira.

Em uma entrevista à Reuters seis dias antes da eleição presidencial, os dois assessores disseram que o ponto de partida seria não repetir os erros do presidente Donald Trump, que impôs tarifas a produtos europeus e canadenses como parte de sua pauta "A América Primeiro", antagonizando parceiros norte-americanos essenciais.

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"O erro do governo Trump foi andar sozinho. E isso deu à China uma saída de emergência", disse Jeffrey Prescott, ex-conselheiro sênior de política externa do governo do ex-presidente Barack Obama.

Os assessores não quiseram dizer se o candidato presidencial democrata, caso eleito, estaria inclinado a revogar as tarifas enormes que Trump usa para manter uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

"Ele não se fechará em nenhuma postura prematura antes de vermos exatamente o que estamos herdando", disse Prescott. "Mas consultar aliados será uma parte central disto."

A disputa comercial acirrada é só uma das principais fontes de tensão entre Washington e Pequim, cujas relações atingiram seu ponto mais baixo em décadas devido a uma série de temas, como o coronavírus, Hong Kong, roubo de propriedade intelectual, direitos humanos, Taiwan e o Mar do Sul da China.

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A China é um tema de política externa central da campanha presidencial de 2020. Em comícios, Trump afirmou muitas vezes que Biden adotará uma postura mais branda com o país asiático.

Biden reagiu, dizendo que será mais duro com a China do que Trump e que não temerá usar barreiras comerciais --mas somente quando elas fizerem sentido.

Em maio, por exemplo, ele disse ao sindicato de metalúrgicos dos EUA que as tarifas ao aço e ao alumínio permanecerão até se negociar uma solução global que limite o excedente de produção, centrado em grande parte na China.

Trump e seus assessores argumentam, sem provas, que a própria China está pagando as tarifas norte-americanas. Devido às implicações políticas de se amenizar a pressão sobre a China, ainda há duvidas sobre a perspectiva de Biden agir rapidamente para reduzir as tarifas se for eleito.

Biden se aproxima da Casa Branca e Trump recorre aos tribunais .
Os Estados Unidos continuam nesta quinta-feira (5) sem saber quem será seu próximo presidente: dois dias após as eleições, o candidato democrata Joe Biden manteve sua vantagem sobre o presidente republicano Donald Trump, que denunciou fraude e anunciou vários processos questionando a contagem de votos. Biden, por sua vez, prometeu voltar a incluir os Estados Unidos no Acordo Climático de Paris, do qual o país saiu oficialmente na quarta-feira por ordem de Trump. Ele disse que o fará "em exatamente 77 dias", em alusão à data da posse presidencial, em 20 de janeiro de 2021.

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