Mundo Trump e Biden visitam a Flórida com divergências sobre dados do PIB

21:51  29 outubro  2020
21:51  29 outubro  2020 Fonte:   msn.com

Duas semanas antes da eleição, Trump percorre os EUA e Biden fica em casa

  Duas semanas antes da eleição, Trump percorre os EUA e Biden fica em casa Um viaja em um ritmo frenético, o outro permanece em casa: duas semanas antes das eleições de 3 de novembro nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump e seu adversário democrata Joe Biden adotaram estratégias radicalmente opostas. Depois de dois grandes comícios na segunda-feira no Arizona, o presidente republicano de 74 anos se dirigia nesta terça-feira (20) à Pensilvânia, um estado-chave para sua reeleição. Já o ex-vice-presidente de Barack Obama, de 77 anos, o favorito segundo as pesquisas, não teve nenhum evento público em sua agenda pelo segundo dia consecutivo, provavelmente para se preparar para o debate final desta semana.

A cinco dias das eleições nos Estados Unidos, o presidente republicano Donald Trump fará campanha pela primeira vez no mesmo estado que o rival democrata Joe Biden, já que ambos têm eventos programados nesta quinta-feira em Tampa, no cobiçado estado da Flórida, com divergências sobre dados do PIB do terceiro trimestre divulgados hoje.

O presidente republicano segue um ritmo frenético de campanha enquanto Biden mantém uma baixa intensidade © JIM WATSON O presidente republicano segue um ritmo frenético de campanha enquanto Biden mantém uma baixa intensidade Evolução do PIB norte-americano durante os governos de George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump. © Gillian HANDYSIDE Evolução do PIB norte-americano durante os governos de George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump.

Trump se impôs na Flórida em 2016 mas, segundo uma pesquisa do NBC News/Marist publicada nesta quinta-feira, Biden tem uma leve vantagem de 51 contra 47, com uma margem de erro de 4,4 pontos.

Caminho de Trump para se reeleger depende de Flórida e Pensilvânia

  Caminho de Trump para se reeleger depende de Flórida e Pensilvânia Caminho de Trump para se reeleger depende de Flórida e PensilvâniaWASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda tem um caminho para os 270 votos do Colégio Eleitoral de que precisa para ser reeleito. Mas é preciso que tudo saia em sua direção uma segunda vez.

Segundo esses dados, Trump lidera as preferências entre os latinos com diferença, 52 contra 46, um grupo que na última eleição não o apoiou.

Apesar da visita ao mesmo estado do sul do país, as estratégias não poderiam ser mais diferentes. O presidente republicano segue um ritmo frenético de campanha, sem considerar a covid-19, que chegou a provocar sua hospitalização. Já Biden mantém uma campanha de baixa intensidade.

O presidente realizará um comício no estádio Raymond James e depois seguirá sua campanha para a Carolina do Norte que, com seus 15 votos eleitorais, também é um estado considerado importante.

- Recuperação ou prejuízo? -

Os números do PIB para o terceiro trimestre, que mostraram um recuperação espetacular com um crescimento recorde do PIB de 33,1% em uma projeção anual, encorajaram Trump.

Debate nos EUA: Trump não disse nada de novo para reverter vantagem de Biden, diz historiador

  Debate nos EUA: Trump não disse nada de novo para reverter vantagem de Biden, diz historiador O segundo e último debate entre o presidente americano, Donald Trump, e seu rival democrata Joe Biden, nesta quinta-feira (22), em Nashville, foi mais civilizado do que a primeira confrontação entre os dois candidatos no final de setembro. Para o historiador Paul Schor, especialista em Estados Unidos na Universidade Paris Diderot, eles puderam desenvolver seus argumentos, com certa vantagem para Biden, já que Trump não acrescentar nada de novo que pudesse reverter a vantagem do democrata nas pesquisas. © Chip Somodevilla/Pool via AP A 12 dias da eleição presidencial, a pressão era maior sobre o republicano, que está 7.

Depois que a crise gerada pela pandemia destruiu a atividade no segundo trimestre, com uma queda do PIB de 31,4%, a economia começa a se recuperar.

Trump comemorou o indicador como os números "melhores e maiores" da história do país e estimou que o próximo ano será "fantástico".

No entanto, alertou que, se Biden vencer, o novo presidente irá impor um aumento dos impostos que sufocaria a recuperação.

Para Biden, o panorama é outro, um que inclui uma pandemia que deixou mais de 227.000 mortos e milhões de desempregados nos Estados Unidos.

O democrata considera que o relatório do PIB ressaltou três fatos incontestáveis: que a economia está em um colapso profundo, a falta de ação de Trump e que a recuperação está desacelerando.

"A recuperação em andamento está ajudando aqueles de cima, mas deixa dezenas de milhares de famílias e pequenos negócios para trás", afirmou em um comunicado.

Os números mostram como a atividade e o consumo - que é o motor da economia - estiveram sustentados neste período pelo pacote de estímulos de quase 3 trilhões de dólares aprovado no Congresso.

Mas, desde então, essas ajudas se extinguiram e democratas e republicanos fracassaram em chegar a um novo pacote de estímulo para empresas e trabalhadores. As expectativas para um acordo no final da legislatura são baixas.

an/rsr/fp/aa/cc

O que o Brasil pode esperar de Biden? .
Provável vitória democrata altera planos do Brasil para economia, meio ambiente, política externa e até na pauta de costumes. saiba por que essa não é uma notícia ruim.E quem mais teme essa mudança de republicanos para democratas nos Estados Unidos é o próprio governo de Jair Bolsonaro. Desde que chegou ao poder, o presidente e suas equipes ministeriais não escondem a admiração platônica – e quase sempre não correspondida – a Donald Trump e qualquer tema associado a ele.

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