Mundo Vacina de Oxford perde status de grande aposta e vira incógnita

16:27  30 novembro  2020
16:27  30 novembro  2020 Fonte:   estadao.com.br

Vacina de Oxford contra covid-19 tem eficácia média de 70% e pode alcançar até 90%

  Vacina de Oxford contra covid-19 tem eficácia média de 70% e pode alcançar até 90% Segundo pesquisadores, a vacina parece prevenir não apenas a doença, mas a infecção também, o que poderia frear a disseminação do vírusLONDRES - O laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram nesta segunda-feira, 23, em comunicado conjunto, que a vacina contra a covid-19 que estão desenvolvendo tem eficácia média de 70,4%. Nos testes, a vacina foi administrada de duas formas diferentes: na primeira delas, os voluntários receberam metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90%. Já no segundo grupo, que recebeu duas doses completas da vacina, a eficácia foi reduzida a 62%.

a vacina de Oxford é a mais adiantada, das que estão em pesquisa, segundo a OMS. a fase 3, final, ainda está em andamento e ela é que irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas. De acordo com a Unifesp, o imunizante, se tudo der certo, poderá ter o registro liberado em junho de

Bolsonaro aposta em vacina de Oxford : 'Não é daquele outro país'. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou hoje a candidata à vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford , no Reino Unido, e testada no Brasil.

Considerada uma das vacinas mais promissoras contra o coronavírus a ponto de se tornar a principal aposta do governo brasileiro, a pesquisa da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, tornou-se uma incógnita na última semana.

Depois que pesquisadores revelaram que a eficácia de 90%, alardeada inicialmente, foi obtida em um pequeno grupo de voluntários – no grupo maior, o índice foi de 62% - e que será necessário um novo ensaio clínico para confirmar a dosagem correta, publicações científicas levantam outras dúvidas sobre o estudo. No Brasil, especialistas adotam cautela, mas reconhecem que as falhas geram desconfiança na população.

Vacina contra covid-19 da AstraZeneca/Oxford tem eficácia de 70%

  Vacina contra covid-19 da AstraZeneca/Oxford tem eficácia de 70% A vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford tem eficácia média de 70%, informou nesta segunda-feira o grupo farmacêutico em um comunicado. A eficácia das vacinas, desenvolvidas em tempo recorde, desperta grandes esperanças em todo o mundo, pois vários países enfrentam uma segunda onda de covid-19. E as restrições e novos confinamentos em vigor estão pesando muito nas economias, com uma explosão do desemprego e falências de empresas.

Investigadores da Universidade de Oxford estão a testar uma vacina que mostrou resultados promissores nos testes preliminares. A vacina começou a ser testada em abril, em aproximadamente mil pessoas. A família Viney - que vive perto de Oxford - participou na experiência.

© Fornecido por Euronews. Uma empresa italiana que no passado se uniu à luta contra o Ébola assinou um acordo com a Universidade de Oxford para desenvolver a nova vacina contra o novo coronavírus.

No dia 23 de novembro, o mundo recebeu uma boa notícia: pesquisadores anunciaram eficácia de até 90% na vacina britânica. O comunicado de imprensa da AstraZeneca afirmou “evidências convincentes de que [a vacina] funciona”. Horas depois, o recuo que gerou frustração. Na realidade, o índice havia sido obtido em um pequeno grupo de voluntários (2,8 mil). Esse segmento recebeu metade da 1ª dose e a 2ª dose completa da vacina. No grupo maior (8,9 mil voluntários), vacinado com duas doses completas, a eficácia foi de 62%, índice inferior, mas ainda aceitável. Além disso, a meia dose não estava no plano original. Ela só foi administrada por um erro na fabricação das doses.

Após a confusão de dados, a conceituada publicação norte-americana Wired lançou mais dúvidas sobre a vacina da Oxford. No artigo “Os dados da vacina Astrazeneca não estão à altura”, a revista levanta algumas “bandeiras vermelhas” para o estudo e cita “dados científicos instáveis”. Uma das dúvidas se refere à apresentação de resultados de ensaios distintos, um no Brasil e outro no Reino Unido. Essa não é a prática padrão de divulgação dos dados de testes de medicamentos e vacinas. “Não é possível unir os resultados de dois estudos com metodologias diferentes”, explica Julio Croda, ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde e pesquisador da Fiocruz.

Dados de vacina da Astra levantam dúvidas entre analistas

  Dados de vacina da Astra levantam dúvidas entre analistas Resultados de um estudo da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford receberam avaliação negativa de pelo menos um analista de sell-side, enquanto Wall Street ainda digere o futuro de uma vacina potencialmente menos eficaz. Os resultados mostraram que a vacina impediu que uma média de 70% dos pacientes adoecessem. No entanto, a formatação dos dados pela empresa, que destacou uma eficácia de 90%, atraiu ceticismo do analista Geoffrey Porges, do SVB Leerink.

De acordo com a reitora da Unifesp, com acesso à "receita" da vacina, o Brasil terá capacidade de reproduzi-la em grande escala, a partir de laboratórios Qual será o papel da Unifesp no processo de desenvolvimento da vacina de Oxford ? A vacina foi iniciada e desenvolvida até esse estágio em que

Em questão de semanas, desde a chegada de Rogério Ceni, o status de Thiago Neves mudou drasticamente dentro do Cruzeiro. Thiago elogiou o estilo do novo treinador e deu indícios de que uma parceria de sucesso estaria encaminhada. Foi só uma primeira impressão.

Existem diferenças de metodologia dentro do estudo. No Reino Unido, os voluntários que não receberam a vacina experimental foram vacinados com a meningocócica; no Brasil, esse grupo recebeu apenas placebo. Ainda de acordo com a publicação, os principais fabricantes de vacinas emitiram em setembro um compromisso científico de rigor e integridade de “demonstrar segurança e eficácia por meio de um estudo clínico de Fase 3”. Agora, os analistas da vacina britânica estão propondo algo também fora dos padrões. Eles querem combinar dados de quatro ensaios clínicos (apenas metade dos quais são da Fase 3), realizados de maneiras diferentes e em três continentes. O plano é agrupar os resultados para uma meta-análise, técnica estatística de combinação de resultados para tirar conclusões de forma unificada.

“Esta é justamente a parte que precisa ser esclarecida. Não está claro como a empresa pretende avaliar os resultados de fase 3”, avalia a microbiologista Natália Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC). Em tom de preocupação, Pasternak compartilhou trechos do artigo da Wired nas redes sociais.

Vacina de Oxford: Eficácia é alta? Quando chegará ao Brasil? Tire suas dúvidas

  Vacina de Oxford: Eficácia é alta? Quando chegará ao Brasil? Tire suas dúvidas AstraZeneca e a Universidade de Oxford divulgaram nesta segunda os resultados de eficácia do imunizante que estão desenvolvendo contra o coronavírusO laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram nesta segunda-feira, 23, que a vacina contra a covid-19 que estão desenvolvendo alcançou eficácia de até 90%. A vacina foi administrada de duas formas diferentes: na primeira delas, os voluntários receberam metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90%.

Ministério da Saúde anuncia parceria para desenvolver vacina contra o coronavírus. O Ministério da Saúde anunciou neste sábado (27) uma parceria para a pesquisa e produção nacional da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford , do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca.

O Domingo Espetacular conta a história de Francisco, que tem 55 anos, e oficialmente não existe. Ele não tem documentos e não consegue tirar os novos.

Nos próximos dias, os resultados da pesquisa deverão ser publicados na revista The Lancet para revisão dos dados pela comunidade científica. “Ainda não temos muitos subsídios. Tudo faz parte da linha do tempo das pesquisas”, opina a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, consultora em Biossegurança e Controle de Infecções e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Diante do cenário de incertezas, o governo do Reino Unido já decidiu mudar o foco e apostar em outro imunizante. De acordo com o jornal Financial Times, o imunizante da empresa de biotecnologia alemã BioNTech em parceria com a farmacêutica Pfizer deve receber a aprovação da agência regulatória do país nos próximos dias. A distribuição da vacina deve começar horas após a sua liberação e as primeiras injeções podem ocorrer já no dia 7 de dezembro. Com isso, o Reino Unido pode se tornar o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina para a covid-19 e iniciar a imunização.

Impactos no Brasil

O biólogo Fernando Reinach, colunista do Estadão, explica que a AstraZeneca tem duas alternativas nas próximas semanas. A primeira é pedir aos órgãos regulatórios a aprovação da vacina com a aplicação de duas doses inteiras e uma eficácia de 62%. A segunda é retardar o pedido até ter os resultados desse novo estudo de fase 3 na esperança de que possa pedir e aprovar uma vacina com 90% de eficácia. “Se ela esperar, vai atrasar a distribuição da vacina, mas pode ter daqui uns meses uma vacina competitiva com as da Pfizer e Moderna (eficácia de 95%), com custo menor e mais fácil de usar”, diz o especialista.

Fundação Lemann calcula que Brasil leve 1 ano para ter população vacinada

  Fundação Lemann calcula que Brasil leve 1 ano para ter população vacinada Financiar testes de Oxford . Pode voltar a fazer aportes . Monta laboratório da FiocruzA projeção foi feita em entrevista realizada no mesmo dia em que foi revelada eficácia de até 90% da vacina produzida por Oxford e AstraZeneca. No Brasil, os testes foram financiados pelo grupo cujo nome remete ao seu fundador, o empresário Jorge Paulo Lemann.

Vale lembrar que a agência reguladora de alimentos e medicamentos americana (FDA) espera que as vacinas sejam pelo menos 50% eficazes na prevenção ou redução da gravidade da covid-19, meta que a vacina de Oxford parece ter atingido.

O Brasil sofrerá impactos diretos. Principal aposta do governo brasileiro para uma vacinação em massa, o imunizante será produzido pela Fiocruz. Os resultados iniciais de 90% de eficácia levaram a fundação a anunciar que o Brasil vacinaria 130 milhões de brasileiros em 2021. A previsão inicial era de que a produção começasse em março. Se a AstraZeneca realmente adiar o pedido de registro no Brasil, que estava previsto para dezembro, a vacinação vai atrasar. Por outro lado, se ela pedir a aprovação no Brasil com 62% de eficácia, as estimativas da Fiocruz de vacinar 130 milhões de brasileiros em 2021 serão reduzidas para 100 milhões.

“Como o governo brasileiro só fez o investimento em uma vacina, diferentemente de outros países, que fizeram investimentos em várias propostas, poderemos ter atraso na vacinação dos profissionais de saúde, idosos e grupo de risco”, afirma Julio Croda. Ele afirma que o Reino Unido se prepara para adquirir 350 milhões de doses de diferentes laboratórios para uma população menor que o Brasil.

No Brasil, a Pfizer informou na última quarta-feira, 25, que deu início ao processo de submissão para registro da sua vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda não está claro quando o Brasil poderia ter acesso à vacina.

Repórter da DW: "Eu tomei a Sputnik V" .
Jornalista participou dos testes clínicos da vacina russa e, pouco antes do início da anunciada vacinação em massa na Rússia, relata suas experiências e os efeitos colaterais que sentiu. © Sergej Satanowski/DW Satanovskiy exibe o certificado da vacina Sputnik V A Rússia deve começar a vacinação em massa contra o novo coronavírus já no fim da semana que vem, seguindo uma decisão desta quarta-feira (02/12) do presidente Vladimir Putin. Os médicos e professores deverão ser os primeiros a serem vacinados.

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