Mundo The Economist: O que esperar de uma economia aquecida nos EUA

12:46  21 fevereiro  2021
12:46  21 fevereiro  2021 Fonte:   estadao.com.br

Vacinas contra covid: como está a vacinação no Brasil e no mundo

  Vacinas contra covid: como está a vacinação no Brasil e no mundo Quando se trata de distribuição de vacinas, há uma pergunta que a maioria das pessoas está fazendo — quando vou tomá-la?Alguns países definiram metas muito específicas, mas o restante do mundo a imagem é bem menos clara.

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Quando os Estados Unidos espirram, o resto do mundo fica resfriado. Mas o que acontece quando fica febril? Depois de um difícil 2020 em que o PIB apresentou uma queda de 3,5%, os EUA deverão desfrutar de uma forte recuperação em 2021 simplesmente voltando para algo semelhante ao normal com o avanço da vacinação. Entretanto, é possível que consiga mais do que isso. Se o projeto de lei sobre a ajuda no combate à covid elaborado pelo presidente Joe Biden for aprovado, o estímulo em sua totalidade, este ano, poderá superar os US$ 2,5 trilhões.

Isso impulsionaria a produção acima do que o Departamento do Orçamento do Congresso calcula que seja o seu patamar “potencial”: ou seja, o total que a economia pode produzir sem aumentar a pressão inflacionária. Essa possibilidade faz com que alguns economistas americanos fiquem atentos aos sinais de uma aceleração do crescimento dos preços e dos salários.

‘Será muito difícil a economia não piorar’, diz pesquisadora da FGV

  ‘Será muito difícil a economia não piorar’, diz pesquisadora da FGV Segundo Laura Karpuska, falta de foco do governo, tanto na luta contra a covid quanto na agenda econômica, dificultam uma recuperaçãoA pandemia deixou claro que, quando a gente sofre um choque dessa magnitude, o papel do governo é fundamental. O mercado vem revisando para baixo suas expectativas de PIB e acho que isso é coerente com o fato de que vemos um governo com dificuldade de organizar prioridades, não só orçamentárias, mas de forma ampla, de estabelecer um plano de ação. A gente passou, no começo da pandemia, por uma dificuldade de criar um plano de testes e de rastreamento. Isso agora culminou no fato de que não temos um plano de vacinação claro.

La nueva portada de Agosto The Economist afirma que los Aliens ya están entre nosotros. La revista es propiedad de la élite del mundo Agnelli y Rothshild.

Há exatos 10 anos, o Brasil ganhava destaque na revista britânica “ The Economist ” como uma economia promissora. A primeira capa retratava um momento em que as avaliações sobre a economia brasileira viviam Entre os fatores apontados pela revista estava o aquecido mercado de commodities Em economia , não dá para fazer uma coisa hoje e esperar o resultado para amanhã”.

Caso ocorra um superaquecimento, seus efeitos não se deteriam nas fronteiras americanas. Dependendo de como se dará a recuperação, o aquecimento da economia americana poderá ser uma bênção para o resto do mundo – ou então outra fonte de preocupação.

Em uma economia fechada que não tem laços comerciais com o resto do mundo, gastos limitados podem levar à perda de empregos e pressionar para baixo os preços. Já em excesso, impulsionariam o emprego e, por fim, os preços. Em uma economia aberta, entretanto, alguns dos efeitos das alterações da demanda se propagam para o resto do mundo. Uma queda abrupta dos gastos, por exemplo, pode estar associada à queda da demanda por importações, e parte do sofrimento de uma crise é exportada para o exterior. Durante a crise financeira global de 2007-09, os problemas nos mercados financeiros provocaram o caos no mundo inteiro, mas mesmo países relativamente isolados desses males foram afetados em razão dos laços comerciais com os EUA e a Europa. Segundo uma estimativa, cerca de 25% da queda da demanda americana e 20% da demanda europeia foram sentidas por outras economias e transmitidas por meio do comércio.

De olho em 2021: temas de Clima, Cidades e Florestas para acompanhar no Brasil

  De olho em 2021: temas de Clima, Cidades e Florestas para acompanhar no Brasil Brasil pode ser um dos líderes da agenda da restauração de ecossistemas no mundo Foto de Akil Mazumder no Pexels Quem poderia prever 2020? Mesmo no início do ano, quando já se sabia da existência de um novo coronavírus, era difícil imaginar que o mundo passaria por tantas mudanças. Os impactos não se limitaram à saúde e espalharam-se pelo comportamento, a economia e muitos outros aspectos da vida no planeta, incluindo o meio ambiente. Neste momento, não é possível prever como as vacinas contra o vírus podem mudar o destino da humanidade no próximo ano, nem como será a trajetória do Brasil na recuperação da crise causada pela Covid-19.

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Bueno, lo que se presenta en el cuadro de la portada donde aparece un Cerdito, unos patos y el gato, no tiene realmente nada fuera de lo ordinario sabiendo identificar los diversos estudios previos y sistemas de monitoreo de nuevas cepas que pueden representar algo para la especie humana, como el VIZIONS o el PREDICT. así como paneles de expertos previamente realizados por.

A aceleração da demanda deveria funcionar de maneira semelhante, mas na outra direção. Como os americanos gastam mais, parte disso vaza para o exterior por meio das compras de bens estrangeiros, por exemplo, ou pelos gastos em serviços – incluindo o turismo, que deverá começar a se recuperar à medida que as restrições em razão da pandemia forem levantadas.

Uma análise das repercussões da política fiscal publicada pelo Fundo Monetário Internacional em 2017 observou que um estímulo americano, que consiste principalmente de gastos (ao contrário do corte de impostos), correspondente a 1% do PIB, eleva a produção de um país médio em 0,33% no primeiro ano. Os países com vínculos comerciais mais estreitos experimentam efeitos maiores. O estímulo para a economia do Canadá é calculado em quase três vezes a média, por exemplo. Se a combinação da reabertura com o estímulo revigorar o consumidor americanos, os efeitos poderão ser sentidos rapidamente no mundo inteiro.

Após queda de mais de 20%, ações da Petrobrás fecham em alta nesta terça-feira

  Após queda de mais de 20%, ações da Petrobrás fecham em alta nesta terça-feira Papéis da estatal subiram mais de 8% e apoiaram o Ibovespa, que terminou com ganho de 2,3%, aos 115,2 mil pontos; dólar caiu e fechou cotado a R$ 5,44Após caírem mais de 20% na segunda-feira, 22, depois da interferência política no comando da empresa, os papéis de Petrobrás tiveram as maiores altas da Bolsa brasileira nesta terça-feira, 23, em um movimento de recuperação. As ações ON da estatal fecharam em alta de 8,86% e as PN, de 12,17%, na véspera da divulgação de seus resultados trimestrais. Com isso, a empresa já recuperou R$ 30,8 bilhões em valor de mercado, após perder R$ 102 bilhões nos últimos dois dias.

De acuerdo a un estudio realizado por la prestigiosa revista ‘ The Economist ’, el Perú es el país que está destacando en la región por su fortaleza

En su ultimo numero especial de la revista The Economist "The World If" se habla sobre escenarios hipotéticos que podrían pasar en el mundo en un futuro

Entretanto, o grau em que serão sentidos depende da resposta da política, tanto interna quanto externamente. Os efeitos externos na área fiscal são mais poderosos quando os países que os recebem também estão operando abaixo do potencial. Os gastos americanos, portanto, terão impacto mais provavelmente no resto do mundo se a sua recuperação for mais forte do que a dos seus parceiros comerciais.

Em geral, os efeitos fornecem um forte incentivo para que os governos coordenem os seus esforços na questão dos estímulos – para que algumas economias comedidas (por exemplo, as da Europa) peguem carona na magnanimidade das mais generosas. De fato, no dia 12 de fevereiro, Janet Yellen, a secretária do Tesouro dos EUA, instou os seus colegas do G-7 a também serem “generosos” no estímulo. Os países que pegam carona poderão encontrar-se em uma situação complicada com Yellen: o governo Biden prometeu ser intransigente com os que registram consideráveis e persistentes superávits comerciais.

Feito para transbordar

A maior incerteza a respeito dos efeitos globais de uma economia americana aquecida é a reação do Fed. Um recente trabalho de Kristin Forbes, do Massachusetts Institute of Technology, sugere que a inflação interna se tornou mais sensível ao longo do tempo a fatores globais. Entretanto, a inflação dos salários parece ainda em grande parte sensível às condições internas.

Em busca do momento exato da morte

  Em busca do momento exato da morte A famosa “linha plana” nos monitores médicos é um marcador seguro de que o paciente de fato morreu? Um estudo canadense mostra que a situação não é tão simples assimA forma mais comum de morrer é depois que o coração para de bater. No entanto, há evidências limitadas de quanto tempo esperar para determinar a morte depois que o coração parar. Essa falta de informação tem repercussões na prática clínica e na doação de órgãos.

O Fed poderá, portanto, minimizar a questão dos aumentos dos preços, mais tarde este ano, considerando que a pressão sobre os preços no curto prazo não se traduzirá em uma inflação sustentada até que o mercado de trabalho nos EUA e a economia mundial estejam plenamente recuperados. Um Fed mais tolerante em relação aos juros favorecerá um dólar mais fraco e condições financeiras mais fáceis no mundo todo, influindo no impulso proporcionado pelo fato de que os americanos compram mais bens do exterior.

Mas o fantasma americano das altas dos juros poderia assustar os mercados globais e forçar as economias emergentes a adotarem políticas fiscais e monetárias menos estimulantes. A possibilidade de o Fed repentinamente tornar-se intransigente parece improvável. Mas se a temperatura dos Estados Unidos subir o suficiente, o resto do mundo poderá se apavorar. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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