Mundo Acusado do assassinato de jornalista em Malta é condenado a 15 anos de prisão

19:52  23 fevereiro  2021
19:52  23 fevereiro  2021 Fonte:   afp.com

Malta condena assassino de jornalista que expôs corrupção de políticos do país

  Malta condena assassino de jornalista que expôs corrupção de políticos do país Repórter sofreu atentado a bomba após apontar envolvimento da esposa e do chefe de gabinete do então primeiro-ministro maltês em escândalo. © Reuters/D. Z. Lupi Antes de ser morta, Galizia havia prestado queixa afirmando ter recebido ameaças O assassino da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia, que revelou suspeitas de corrupção envolvendo políticos do alto escalão do governo de Malta, foi condenado nesta terça-feira (23/02) a 15 anos de prisão por um tribunal do país. Galizia foi morta em outubro de 2017, quando uma bomba colocada em seu carro destruiu completamente o veículo.

Um dos três acusados pelo assassinato, em outubro de 2017, da jornalista maltesa especializada em temas de corrupção, Daphne Caruana Galizia, foi condenado nesta terça-feira (23) a 15 anos de prisão, na primeira pena condenatória pelo crime.

Manifestação convocada pela sociedade civil e familiares da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia, em Valletta, 29 de novembro de 2019 © STRINGER Manifestação convocada pela sociedade civil e familiares da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia, em Valletta, 29 de novembro de 2019

"Vincent Muscat, como se declara diante das acusações?", perguntou o secretário do tribunal, ao que o acusado respondeu "culpado", observou um jornalista da AFP presente na audiência no tribunal de La Valeta.

ONG apresenta queixa na Alemanha contra príncipe saudita

  ONG apresenta queixa na Alemanha contra príncipe saudita Repórteres Sem Fronteiras acusa príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, de crimes contra a humanidade no caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. © Bandar Algaloud/Saudi Royal Court/REUTERS ONG acusa Mohammed bin Salman de ser o mandante do assassinato A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) anunciou nesta terça-feira (02/03) que apresentou uma queixa na Alemanha por crimes contra a humanidade contra o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e quatro altos funcionários sauditas no caso do assassinato A queixa foi entregue nest

Os juízes o condenaram a 15 anos de prisão, seguindo as recomendações da Promotoria, que solicitou uma pena branda em relação ao código penal de Malta, considerando que o acusado cooperou com a Justiça e garantiu que não recorreria.

A família da jornalista, decepcionada com o veredicto, disse esperar que a condenação de Muscat "abra caminho para justiça total para Daphne Caruana Galizia".

Caruana, que tinha um blog muito popular onde denunciava a corrupção das elites do arquipélago, morreu aos 53 anos em 16 de outubro de 2017 na explosão de um carro-bomba.

Três homens com antecedentes criminais - os irmãos Alfred e George Degiorgio e Vincent Muscat - foram indiciados no dia seguinte, por suspeitas de participação em uma organização criminosa e de terem fabricado a bomba.

EUA evitam impor sanções ao príncipe Bin Salman por morte de jornalista

  EUA evitam impor sanções ao príncipe Bin Salman por morte de jornalista Washington se afasta de punir príncipe saudita, suspeito de estar por trás do assassinato de Jamal Khashoggi. Governo desagrada ativistas ao adotar cautela para preservar relações com seu maior parceiro no Oriente Médio. © Provided by Deutsche Welle A morte de Jamal Khashoggi (esq.) teria ocorrido com aval do príncipe saudita Mohammad bin Salman Após sugerir que príncipe saudita Mohammad Bin Salman estaria por trás da morte do jornalista dissidente Jamal Kashoggi, o governo dos Estados Unidos frustra ativistas e apoiadores ao evitar punições ao monarca.

Desde então, eles se declararam inocentes, até a reviravolta desta terça-feira.

Um quarto homem ligado ao caso, Yorgen Fenech, da empresa 17 Black, foi preso em 2019 em seu iate na costa de Malta, enquanto tentava fugir.

Alguns meios de comunicação e a família da jornalista o apresentam como um possível mentor do assassinato. As audiências sobre as acusações contra ele ainda não começaram.

Foi justamente Daphne que revelou as ligações entre Fenech e altos políticos malteses.

Ela descobriu, em particular, que uma empresa de Dubai, a 17 Black, havia pago dois milhões de euros a Keith Schembri, na época chefe de gabinete do primeiro-ministro Joseph Muscat (sem parentesco com Vincent Muscat), e Konrad Mizzi, ministro do Turismo.

O consórcio de jornalistas Projeto Daphne, que retomou suas investigações, revelou que a 17 Black era propriedade de Fenech.

A prisão de Fenech levou a uma cascata de renúncias de alto nível na arena política.

Joshep Muscat renunciou em novembro de 2019, seguido pelo ministro do Turismo.

Por sua vez, o primeiro-ministro deixou o cargo em 1º de janeiro de 2020 e foi substituído por Robert Abela, um advogado empresarial.

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