Mundo Restos humanos revelam antiga migração para a Europa

21:42  07 abril  2021
21:42  07 abril  2021 Fonte:   afp.com

Cientistas descobrem genoma mais antigo de humanos modernos em análise de crânio

  Cientistas descobrem genoma mais antigo de humanos modernos em análise de crânio A partir de um crânio de 45 mil anos descoberto na República Tcheca nos anos 1950, cientistas conseguiram sequenciar o mais antigo genoma de um ser humano moderno já encontrado fora da África. O crânio que foi originalmente encontrado na região da colina de Zlaty Kun e pertence ao acervo do Museu Nacional em Praga foi matéria do estudo realizado por cientistas do Instituto Max Planck para Ciência da História Humana, da Alemanha, e da Universidade de e publicado no periódico científico Nature Ecology & Evolution.

O sequenciamento genético de restos humanos de 45.000 anos de antiguidade revelou uma migração para a Europa e mostrou que as misturas com populações neandertais foram mais comuns do que se acreditava.

Caverna de Bacho Kiro, na Bulgária, onde foram encontrados os restos humanos de 45.000 anos de antiguidade © NIKOLAY DOYCHINOV Caverna de Bacho Kiro, na Bulgária, onde foram encontrados os restos humanos de 45.000 anos de antiguidade

Esses restos humanos, que incluem um dente inteiro e fragmentos de ossos, foram encontrados em uma caverna na Bulgária em 2020.

O sequenciamento genético sugere "que pertenciam a uma migração humana moderna na Europa que ainda não se conhecia" na história genética das migrações, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (7) pela revista Nature.

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Além disso, constitui uma "prova de que houve uma certa continuidade entre os primeiros humanos modernos na Europa e os homens que viveram mais tarde na Eurásia", acrescenta o estudo.

São descobertas que "mudam a nossa compreensão inicial das primeiras migrações humanas na Europa", afirmou Mateja Hajdinjak, pesquisadora do Instituto de Antropologia Evolutiva alemão Max Planck, que dirigiu a pesquisa.

Isso mostra como "a história dos europeus modernos pode ter sido tumultuada na Europa" e que esta pode "ter implicado substituições de populações", explicou Hajdinjak à AFP.

Os restos, encontrados na caverna Bacho Kiro na Bulgária, mostraram em um primeiro momento que os humanos conviveram com os neandertais na Europa antes do que se pensava.

No entanto, a análise genética dos restos também revelou que esses primeiros humanos e neandertais se reproduziam entre si mais do que se acreditava.

Todos os "indivíduos da caverna Bacho Kiro têm ancestrais neandertais em cinco ou sete gerações anteriores à sua, o que sugere que as misturas entre esses primeiros humanos na Europa e os neandertais eram frequentes", segundo Hajdinjak.

A primeira evidência dessa mistura surgiu na descoberta de um único indivíduo, chamado Oase 1, de 40.000 anos de idade, na Romênia.

sah-pcl/juc/fmp/ide/jvb/mb/aa

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