Mundo Turquia condena 38 militares a prisão perpétua por tentativa de golpe em 2016

12:26  08 abril  2021
12:26  08 abril  2021 Fonte:   poder360.com.br

Prisão perpétua para 32 ex-militares na Turquia por participação no golpe de 2016

  Prisão perpétua para 32 ex-militares na Turquia por participação no golpe de 2016 Um tribunal de Ancara condenou 32 ex-militares à prisão perpétua, nesta quarta-feira (7), por seu papel na tentativa de golpe de Estado de 2016 contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o que motivou grandes expurgos nas Forças Armadas. Os ex-militares condenados integram um grupo de 497 suspeitos que foram julgados por acusações relacionadas ao golpe frustrado. Muitos serviram na guarda presidencial durante sua carreira. Um advogadoOs ex-militares condenados integram um grupo de 497 suspeitos que foram julgados por acusações relacionadas ao golpe frustrado. Muitos serviram na guarda presidencial durante sua carreira.

O ex-tenente-coronel Ümit Gençer foi condenado a prisão perpétua com agravantes por ler a declaração do golpe após ocupar a estação pública de rádio e televisão TRT. Por sua vez, o ex-comandante Muhsin Kutsi Baris, que anteriormente recebeu 141 sentenças de prisão perpétua por seu O Governo turco culpa membros da irmandade do clérigo islâmico exilado Fethullah Gülen pela tentativa de golpe , embora este último rejeite qualquer acusação. Após a tentativa de golpe , que ocorreu em 15 de julho de 2016 , o Governo turco lançou extensos expurgos para expulsar supostos

Con penas de cadena perpetua a 38 ex altos mandos del Ejército turco, se cerró este miércoles uno de los últimos macrojuicios por el fallido golpe de Estado de 2016 en Turquía , en el que se han imputado a casi medio millar de personas. Entre los condenados a cadena perpetua por un tribunal de Ankara se hallan dos coroneles que asaltaron durante la noche de la asonada el edificio de la radiotelevisión pública (TRT) y forzaron a una locutora a leer el comunicado que anunciaba la toma del poder por los militares .

A Justiça da Turquia condenou, nessa 4ª feira (7.abr.2021), 38 militares a prisão perpétua pela tentativa de golpe de Estado em 2016. Outros 100 foram condenados a penas de prisão que variam de 6 a 16 anos.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan © Reprodução do Twitter O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

Na noite de 15 de julho de 2016, uma mobilização de facções das Forças Armadas do país tentou derrubar o presidente Recep Tayyip Erdogan e o governo do primeiro-ministro Binali Yıldırım. Confrontos aconteceram na capital política, Ankara, e na capital econômica, Istambul.

Prédios do governo, como a Assembleia Nacional e o Complexo Presidencial, foram bombardeados e os militares conseguiram controlar locais estratégicos, mas o golpe falhou. Houve rejeição de cidadãos, que saíram para protestar nas grandes cidades, assim como de todos os partidos políticos e da comunidade internacional.

"Custo de dar um golpe é gigantesco"

  Em entrevista, especialista na relação dos militares com a política avalia que não há risco de iniciativas golpistas organizadas neste momento, mas rechaça a ruptura de fardados com o governo. © José Cruz /Abr Bolsonaro no ato de posse do ex-ministro da Defesa em 2019 A demissão do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa desencadeou uma crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o Alto Comando das Forças Armadas. De forma inédita, os três comandantes pediram renúncia conjunta nesta terça-feira (30/03).

Turquía ha condenado a cadena perpétua a 38 altos mandos del Ejército por su implicación en el fallido golpe de Estado de 2016 , en el que murieron 240 personas. Los jueces del macrojuicio contra 497 acusados consideraron a los condenados culpables de varios delitos de golpismo, "intento de eliminar" el Parlamento, "intento de usurpar comandos militares " e intento de "asesinar al presidente", informa la agencia Anadolu. Otros 106 acusados han sido sentenciados a penas de entre 6 y 16 años, en el que se considera el último gran juicio por la intentona golpista de 2016 .

Um tribunal de Ancara, na Turquia , condenou 337 pessoas à prisão perpétua por participação no fracassado golpe de Estado de 15 de julho de 2016 , usado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan para promover um expurgo nas Forças Armadas e nos serviços públicos. Entre os sentenciados estão ex-oficiais de alto escalão e pilotos de caças militares , acusados de bombardear o Parlamento e outras instituições turcas. Outros 60 réus foram condenados a penas menores, enquanto 75 acabaram absolvidos. Os 337 sentenciados à prisão perpétua foram acusados de crimes como assassinato

Ao menos 265 pessoas morreram em decorrência do episódio e 2.000 ficaram feridas.

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O julgamento que terminou nessa 4ª feira (7.abr) ficou conhecido como o processo da Guarda Presidencial, já que a maioria dos 500 réus estava ligada ao corpo de segurança de elite do chefe de Estado.

Há pelo menos mais 299 processos envolvendo outros corpos das Forças Armadas que participaram da tentativa de golpe.

Plano de golpe

Em sua primeira década de governo,  Erdogan e seu partido, o AKP, formaram uma estreita aliança com os seguidores do líder islâmico Fethullah Golen.

Mas, a partir de 2013, esses antigos aliados se envolveram em uma luta pelo poder, o que culminou na declaração do grupo como uma organização terrorista e na subsequente tentativa de golpe.

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  'Militares saíram melhor na foto', diz historiadora sobre mudanças de Bolsonaro nas Forças Armadas Para pesquisadora, golpe militar está descartado, porque militares nunca tiveram situação tão cômodaPara ela, os fardados cumpriram seus rituais, escolheram seus nomes para indicar ao presidente para chefiá-los e reafirmaram suas posições. São, porém, lembra ela, as Forças Armadas de sempre, com uma posição privilegiada na sociedade brasileira e, de forma anacrônica, com interferência na política, algo já descartado na Europa e mesmo na América Latina. “Se um militar espirra, a gente fica assustado. Entendeu? No fundo, nós temos um trauma né?”, diz, em conversa com o Estadão.

Un tribunal de Ankara ha condenado a cadena perpetua a cuatro exmilitares por su implicación en el fallido golpe militar de 2016 en Turquía , informan medios locales. Entre los condenados se encuentran los excomandantes del Regimiento de la Guardia Presidencial Muhsin Kutsi Baris y Muhammet Tanju Poshor, que forman parte de un proceso en el que se juzga a 497 acusados por la intentona, que incluyó ataques aéreos al Parlamento del país y el Palacio Presidencial.

Brasileiros relatavam tentativa de golpe militar na Turquia . Jornalismo SBT. Turquia : Governo detém mais de 1.500 militares após tentativa de golpe de Estado. euronews (em português). 2:45. Com povo nas ruas, fracassou a tentativa de golpe militar na Turquia . Rede TVT. 0:55. Presidente da Turquia : militares envolvidos na tentativa de golpe de estado "vão pagar um preço muito alto".

A justiça e o governo turcos acusam a organização de Golen de ter elaborado o plano de 2016.

Erdogan decretou uma mudança em todo o aparato estatal e substituiu os chamados golenistas por partidários e militantes da formação MHP, de extrema-direita, com a qual o AKP formou uma nova aliança política.

O presidente turco também conta com militares expulsos pelas Forças Armadas.

No entanto, essa colaboração, de ideias nacionalistas e anti-ocidentais, também trouxe problemas a Erdogan.

No último fim de semana, 100 militares aposentados, alguns dos quais serviram como estrategistas para a nova política externa de Erdogan, assinaram um manifesto criticando projetos e debates do governo. Depois do episódio, 10 deles foram presos.

Erdogan aproveitou o incidente para acusar a oposição, especialmente o CHP, a 2ª maior formação de centro-esquerda no Parlamento, de “ficar do lado dos golpistas”.

O chefe de Estado turco disse, na 4ª feira (7.abr), que a oposição é um instrumento de “golpistas e terroristas”, e mostrou um vídeo de propaganda que foi transmitido pelos principais canais de televisão ligando o CHP a todos os golpes bem sucedidos na história recente da Turquia (1960, 1971, 1980 e 1997).

Mas cada um desses golpes foi realizado por diversas facções militares, e as vítimas políticas eram diferentes.

O último golpe, por exemplo, levou uma junta militar a manter o poder por 3 anos e beneficiou o movimento islâmico de onde Erdogan veio.

Manifestantes pedem intervenção militar em atos esvaziados no aniversário do golpe de 1964 .
Nas mídias sociais, manifestações em defesa da democracia se destacamEm São Paulo, o ato ocorreu na frente do Comando Militar do Sudeste, ao lado da Assembleia Legislativa do Estado. Um grupo de manifestantes tentou forçar a entrada dentro no quartel e foi contido pelos militares. O ato começou por volta das 9h e reuniu cerca de 100 manifestantes, muitos sem máscara e sem respeitar o distanciamento social recomendado para evitar a propagação do coronavírus. Eles defendiam intervenção militar com Bolsonaro no poder e gritavam palavras de ordem contra o comunismo.

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