Mundo China acusa Reino Unido de acolher criminosos, após asilo a ativista de Hong Kong

15:31  08 abril  2021
15:31  08 abril  2021 Fonte:   afp.com

Tribunal de Hong Kong condena ativistas por protesto de 2019

  Tribunal de Hong Kong condena ativistas por protesto de 2019 Nove líderes do movimento pró-democracia são condenados por organizar manifestação contra lei que permitia extradição para China continental. Ex-parlamentares estão entre os réus. © Tyrone Siu/REUTERS O ativista pró-democracia Lee Cheyk-yan (centro) fala à imprensa em frenta ao tribunal, momentos antes do julgamento O movimento pró-democracia de Hong Kong sofreu um duro golpe nesta quinta-feira (01/04). Um tribunal local condenou nove ativistas por terem organizado e participado de uma manifestação pacífica em 2019.

A China acusou o Reino Unido, nesta quinta-feira (8), de dar abrigo a "criminosos procurados" depois que o ativista pró-democracia de Hong Kong Nathan Law disse ter recebido asilo político.

(Arquivo) O ativista Joshua Wong (ao fundo, à esq.) e Nathan Law (à dir.), em 16 de janeiro de 2018, em Hong Kong © Anthony WALLACE (Arquivo) O ativista Joshua Wong (ao fundo, à esq.) e Nathan Law (à dir.), em 16 de janeiro de 2018, em Hong Kong

O Reino Unido acusa a China de descumprir sua promessa de manter as liberdades fundamentais na ex-colônia britânica durante os 50 anos posteriores à retrocessão.

Ontem (7), Law contou que lhe foi concedido asilo no Reino Unido, depois de fugir do território semiautônomo chinês. Ele deixou Hong Kong, após a introdução de novas leis de segurança chinesas.

Ativistas pró-democracia de Hong Kong são declarados culpados por manifestação de 2019

  Ativistas pró-democracia de Hong Kong são declarados culpados por manifestação de 2019 Nove ativistas veteranos de Hong Kong foram declarados culpados, nesta quinta-feira (1º), por seu papel na organização de uma das maiores manifestações de 2019, decisão que ilustra a repressão implacável na região chinesa. É um caso emblemático, porque se trata da organização de uma manifestação não autorizada em 18 de agosto de 2019, que havia sido uma das maiores em sete meses de protesto. Os organizadores foram responsáveis por reunir 1,7 milhão de manifestantes naquele dia, o que representaria quase um em cada quatro habitantes de Hong Kong. Esse número não pôde ser verificado de forma independente.

"O Reino Unido é claramente uma plataforma para os agitadores da independência de Hong Kong e proporciona o chamado refúgio para criminosos foragidos", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, à imprensa.

Zhao, que se referiu a Law como um "suspeito criminoso", classificou a medida de "grosseira interferência" no poder judiciário de Hong Kong.

"O Reino Unido deve corrigir imediatamente seu erro e parar de interferir nos assuntos de Hong Kong e nos assuntos internos da China", acrescentou.

Law, um ex-deputado de 27 anos e ativista estudantil de Hong Kong, fugiu para o Reino Unido em julho de 2020, semanas após a imposição da Lei de Segurança Nacional. Esta legislação é fortemente rejeitada pelos ativistas pró-democracia.

No início deste ano, a China declarou que não reconheceria o passaporte britânico de ultramar para cidadãos de Hong Kong, devido a um novo plano de vistos. Desde janeiro, este plano oferece um caminho para a cidadania britânica plena para aqueles que quiserem deixar o território.

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Eleições legislativas de Hong Kong são adiadas para dezembro .
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