Mundo Padre é acusado e detido na França por participar de genocídio em Ruanda

00:16  17 abril  2021
00:16  17 abril  2021 Fonte:   afp.com

França abre arquivos sobre envolvimento do país no genocídio de Ruanda em 1994

  França abre arquivos sobre envolvimento do país no genocídio de Ruanda em 1994 A França abriu ao público nesta quarta-feira (7) importantes arquivos relativos à situação em Ruanda entre 1990 e 1994, exatamente 27 anos depois do início do genocídio dos tutsis no país, segundo um decreto publicado no Diário Oficial francês. O material inclui arquivos do ex-presidente François Mitterrand e de seu primeiro-ministro da época, Édouard Balladur. Vários documentos, sobretudo telegramas diplomáticos e notas confidenciais, integraram um relatório devastador sobre o papel da França em Ruanda na época, publicado por uma comissão de 14 historiadores em março passado, liderada por Vincent Duclert.

Um padre ruandês, refugiado na França desde o fim dos anos 1990, foi acusado e detido na quarta-feira por ter "dado provisões aos milicianos" que massacraram civis da etnia tutsi em sua igreja em Ruanda, informou nesta sexta-feira (16) à AFP a promotoria francesa.

Fotos de vítimas do genocídio de 1994 em Ruanda no Memorial do Genocídio em Kigali, em 7 de abril de 2021 © Simon Wohlfahrt Fotos de vítimas do genocídio de 1994 em Ruanda no Memorial do Genocídio em Kigali, em 7 de abril de 2021

Marcel Hitayezu, nascido em 1956 e que obteve a nacionalidade francesa, foi acusado de crimes de "genocídio" e "cumplicidade com crimes contra a humanidade" por um juiz de instrução do tribunal de Paris, segundo a promotoria nacional antiterrorista, que também se ocupa de crimes contra a humanidade.

Suspeita de planejar atentado contra igreja, jovem radicalizada é presa na França

  Suspeita de planejar atentado contra igreja, jovem radicalizada é presa na França Cinco meses após o ataque jihadista à basílica de Nice, o departamento antiterrorista da França afirma ter frustrado um novo plano de ataque contra uma igreja em Hérault (sul): a suspeita é uma jovem de 18 anos da cidade vizinha de Béziers, que foi indiciada e encarcerada nesta quinta-feira (8). L. B., de 18 anos, estava sob custódia policial desde sua prisão durante a noite de sábado para domingo, no meio do fim de semana da Páscoa, após uma busca na casa de sua família, em um bairro popular de Béziers (sul).

"Padre da paróquia de Mubuga (sul), em Ruanda, Marcel H. é acusado de ter", em abril de 1994, "privado de víveres e água os tutsis que se refugiaram em sua igreja" e de ter dado "provisões aos milicianos que atacaram os tutsis que se refugiaram" no templo, informou a promotoria em um comunicado.

"Marcel H. respondeu aos fatos durante seu interrogatório em seu primeiro comparecimento perante o juiz de instrução", acrescentou.

Como ocorreu com todos os suspeitos de participar do genocídio reivindicados por autoridades ruandesas, o padre tinha sido alvo de uma ação de extradição a Ruanda, mas a justiça francesa a negou definitivamente em outubro de 2016.

Mais de 800.000 pessoas foram assassinadas, a maioria delas da etnia tutsi, entre abril e julho de 1994 em Ruanda, segundo dados das Nações Unidas.

alh-kp-lp-bl/pga/bow/eb/jz/mvv

Acadêmicos e ganhadores do Nobel assinam carta aberta contra ataques à ciência no Brasil .
Carta reúne mais de 200 pesquisadores do mundo inteiro e denuncia a má gestão do presidente Jair Bolsonaro; texto pede a responsabilização sobre a crise sanitária no PaísMais de 200 pesquisadores do mundo inteiro, incluindo três laureados pelo Prêmio Nobel, assinaram uma carta aberta em solidariedade a acadêmicos e cientistas brasileiros. No documento, os signatários afirmam que a ciência brasileira sofre com cortes orçamentários, perseguições e a instrumentalização de pesquisas para fins eleitorais. O grupo também critica a gestão do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia de covid-19 e pede a responsabilização do governante.

usr: 0
Isto é interessante!