Mundo Porque a França apoia o novo líder do Chade?

10:25  26 abril  2021
10:25  26 abril  2021 Fonte:   dw.com

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A França e cinco países da região do Sahel (G5 Sahel) manifestaram o “ apoio ao processo de transição civil-militar” no Tchad, a ser conduzido pelo filho do Presidente Idriss Déby Itno, morto na frente de combate, anunciou, ontem, o Eliseu. O filho do Presidente morto, Mahamat Idriss Déby, um tenente-general de 37 anos, até então comandante da Guarda Republicana, é o novo homem forte no Tchad, e está rodeado pelos generais leais ao seu pai. Mahamat Idriss Déby foi investido de plenos poderes, dissolveu o Parlamento e o Governo anterior, suspendeu a Constituição, anunciando uma

Na terça-feira, o novo líder do Chade nomeou, por decreto, 14 outros generais, todos muito próximos do seu falecido pai, para o CMT, entidade que governará o país num período de transição de 18 meses até à realização de "eleições livres e democráticas". Ainda segundo a carta publicada hoje, Mahamat Idriss Déby lidera " o Conselho Militar de Transição, o Conselho de Ministros e os conselhos e comissões superiores de Defesa Nacional". O novo chefe de Estado promulga as leis adotadas pelos 69 membros do Conselho Nacional de Transição, que são nomeados diretamente por Mahamat Idriss

A França deposita esperanças no novo líder do Chade, Mahamat Idriss Deby, filho do ex-Presidente morto, Idriss Deby. Entretanto, isso não agrada muito a oposição chadiana.

Mahamat Idriss Deby (esq.), novo Presidente do Chade, e Emmanuel Macron, Presidente da França, no funeral de Idriss Deby © Christophe P. Tesson/Epa/AP/picture alliance Mahamat Idriss Deby (esq.), novo Presidente do Chade, e Emmanuel Macron, Presidente da França, no funeral de Idriss Deby

Idriss Deby Itno, que esteve no poder por três décadas, foi morto no início da última semana enquanto participava de uma ofensiva contra os rebeldes. No funeral do ex-líder do Chade, o Presidente da França, Emmanuel Macron, foi o único chefe de estado ocidental presente.

A França há muito que considerava Idriss Deby Itno um dos seus mais importantes aliados africanos e um alicerce na luta contra o terrorismo na região do Sahel.

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Em 1920, a França havia assegurado o controle absoluto da colônia e incorporou o território do Chade à África Durante a administração colonial do Chade , os governadores se apoiavam em elementos do serviço Por meio de um referendo os chadianos aprovaram uma nova constituição e, em 1996

Hoje o marechal está morto, mas agora a nova equipa deve ouvir o povo. Se não, teremos os mesmos problemas, que serão difíceis de gerir ", disse aquele oficial do Exército tchadiano. O general Mahamat Idriss Déby, 37 anos, chefe da Guarda Presidencial, é criticado pela falta de experiência. Apreensão internacional Ainda ontem, o embaixador da França no Tchad, Bertrand Cochery, encontrou-se com o novo líder do país, Mahamat Idriss Deby Itno, tendo-lhe expressado o apoio contínuo do seu país.

De fato, o apoio da França ao ex-líder do Chade e a ausência de qualquer crítica à sua ascensão ao poder - que incluiu a suspensão da Constituição e do Parlamento do país – suscitou mesmo muitas críticas por parte da oposição e da sociedade civil.

Segundo o renomado analista francês Roland Marchal, o principal interesse da França no Chade não é a democracia, mas a estabilidade.

"A [França] acredita que a instabilidade pode ocorrer muito rapidamente no Chade devido às divisões dentro do aparelho militar e de segurança e à existência de rebeliões armadas. E, por isso, deve-se evitar um vazio", afirma.

Há espaço para o diálogo?

O Chade acolhe atualmente cerca de 5 mil soldados franceses da operação "Barkhane", uma missão militar que combate os jihadistas na conturbada região do Sahel, na África Ocidental. É também o grande contribuinte das tropas do G5 Sahel, uma força regional que luta contra os extremistas.

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Nesse sentido, França apoia o aumento do poder do Exército do Senegal prometido pelo Presidente Macky Sall até 2025, compromisso que comporta um aumento de 20.000 para 30.000 elementos. O Reino Unido registou 22.950 novas infeções e 595 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo desta segunda vaga, fazendo o balanço oficial ultrapassar as 50 mil mortes, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O Chade tornou-se independente da França a 11 de agosto de 1960. Mas 60 anos depois, muitos chadianos dizem estar a sufocar sob o domínio do Presidente Idris Deby, no poder há 30 anos, enquanto Paris olha para o lado. Idriss Deby e Emmanuel Macron durate Cimeira do G5 Sahel em O Chade conquistou a independência a 11 de agosto de 1960, dois anos depois de se ter tornado uma República. Na altura, o primeiro-ministro chadiano, François Tombalbaye, foi nomeado primeiro Presidente de um país que cedo entrou numa guerra civil - com os muçulmanos a norte e a maioria

Idriss Déby Itno tinha sido reeleito para o cargo de Presidente do Chade nas eleições de 11 de abril © Idriss Deby Itno/Facebook Idriss Déby Itno tinha sido reeleito para o cargo de Presidente do Chade nas eleições de 11 de abril

No funeral do antigo Presidente do Chade, Macron apelou ao recém-nomeado Governo militar para promover a "estabilidade, a inclusão, o diálogo, e a transição democrática".

Já os partidos da oposição apelaram a um diálogo conjunto com o conselho militar sobre o caminho a seguir. Mas peritos disseram ser pouco provável que isso se torne realidade em breve.

Helga Dickow é analista no Instituto Arnold Bergstraesser, da Alemanha e faz a seguinte leitura: "Eu duvido que o clã Zaghawa e o conselho militar possam aceitar isso. Atualmente, sobretudo os Zaghawas estão ao leme e o seu alvo é permanecer no poder para continuar a beneficiarem-se dos recursos naturais do país".

Prioridade é democracia ou estabilidade?

E isso significa que o novo Governo pode não ser muito diferente do anterior. Nos seus 30 anos no poder, o ex-Presidente dirigiu um regime autocrático que restringiu severamente a liberdade política, reprimiu os opositores e reprimiu qualquer forma de dissidência.

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  Oposição no Chade denuncia A notícia da morte em combate do Presidente chadiano foi seguida pela indicação imediata de que o filho de Idriss Déby, Mahamat, vai assumir o poder no país. Os partidos da oposição denunciam um "golpe de Estado".Os partidos da oposição do Chade denunciaram esta quarta-feira (21.04) a existência de "um golpe de Estado institucional" em curso no país, como demonstra a tomada do poder pelo filho de Idriss Déby Itno, Mahamat, após a morte do pai.

Reunidos desde este fim-de-semana, os delegados do Congresso Nacional Africano, ANC, elegeram o novo líder do partido no poder. A luta para a liderança do partido foi intensa entre o agora presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, e a candidata que tinha o apoio de Jacob Zuma, a sua ex-mulher Nkosazana Dlamini Zuma, que também já presidiu a União Africana. O vencedor, Cyril Ramaphosa de 65 anos, é um ex-empresário que tinha como principal apoio o sector económico, denunciando a corrupção do Zuma e prometendo estimular a economia do país.

As relações entre Chade e França referem-se às relações diplomáticas entre a República do Chade e a República Francesa. A França controlou o Chade de 1900 até a independência do país em 1960. Ambas as nações são hoje membros da Francofonia e das Nações Unidas.

É por isso que críticos não esperam que a França exerça muita pressão sobre o novo homem a liderar o Chade. O analista Seidick Abba diz: "Não ouvimos nada de França quando a Internet foi bloqueada [no Chade], quando pessoas foram presas e políticos mais importantes da oposição se retiraram das eleições presidenciais".

E para Abba "a França não acreditava que a democracia iria morrer no Chade. Hoje, após a morte de Déby, creio que a sua principal preocupação é que a luta contra o terror continue".

Praça da Nação na capital do Chade, N'djamena © Issouf Sanogo/AFP Praça da Nação na capital do Chade, N'djamena

Especialistas apontam a presença do alto representante da União Europeia para a política externa Josep Borrell, que também participou no funeral de Deby, como um sinal de que a França não é o único país ocidental a apoiar o Chade.

Mas para o analista francês Roland Marchal, "a União Europeia veio apoiar valores como os direitos humanos e políticos, mas o que estão a fazer agora em África é apenas apoiar um golpe militar”, no qual, segundo o analista, "o filho chega ao poder depois do pai, tal como [o que vimos] nos anos 60".

Acusações à França

A oposição chadiana e organizações da sociedade civil acusaram, neste sábado (24.04), a França de apoiar o que denominam um "golpe” no Chade, e apelam a "uma manifestação pública" na terça-feira (27.04) para exigir a dissolução do Conselho Militar de Transição, liderado pelo filho do ex-Presidente, o General Mahamat Idriss Déby.

Na noite de domingo (25.04), os militares no poder desde a morte do Presidente Idriss Déby Itno anunciaram a sua recusa em negociar com os rebeldes que lançaram uma ofensiva contra a capital há duas semanas, e que tinham dito estarem dispostos a um cessar-fogo.

por:content_author: Daniel Pelz, AFP

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