Mundo Facção rebelde assume o controle de base militar em Mianmar

13:06  27 abril  2021
13:06  27 abril  2021 Fonte:   afp.com

Chefe da junta militar de Mianmar terá 1º compromisso no exterior desde o golpe

  Chefe da junta militar de Mianmar terá 1º compromisso no exterior desde o golpe Chefe da junta militar de Mianmar terá 1º compromisso no exterior desde o golpeMianmar está em convulsão desde que a junta derrubou um governo eleito liderado pela vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. As forças de segurança já mataram 728 pessoas, de acordo com um grupo de ativistas, na tentativa de reprimir os protestos.

Uma das facções rebeldes mais importantes de Mianmar, muito combativa contra a junta que governa o país desde o golpe de Estado, assumiu o controle nesta terça-feira (27) de uma base militar, o que provoca o temor de novos confrontos violentos com o exército.

Manifestação contra o golpe de Estado militar em Yangon, em 26 de abril de 2021 © STR Manifestação contra o golpe de Estado militar em Yangon, em 26 de abril de 2021

A tensão entre os militares e alguns grupos armados é cada vez mais intensa desde que o exército derrubou, em 1º de fevereiro, o governo civil liderado pela vencedora do Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Na madrugada desta terça-feira, "nossas tropas tomaram a base" situada no estado de Karen (sudeste), declarou à AFP Padoh Saw Taw Nee, um dos líderes da União Nacional Karen (KNU). Ele não informou se a ação provocou vítimas.

Oposição no Chade denuncia "golpe de Estado institucional" em curso

  Oposição no Chade denuncia A notícia da morte em combate do Presidente chadiano foi seguida pela indicação imediata de que o filho de Idriss Déby, Mahamat, vai assumir o poder no país. Os partidos da oposição denunciam um "golpe de Estado".Os partidos da oposição do Chade denunciaram esta quarta-feira (21.04) a existência de "um golpe de Estado institucional" em curso no país, como demonstra a tomada do poder pelo filho de Idriss Déby Itno, Mahamat, após a morte do pai.

O porta-voz da junta militar, Zaw Min Tun, confirmou o ataque e disse que "medidas serão adotadas" contra a brigada 5 da KNU, responsável pelo ataque.

"Ninguém se atreve a ficar por medo de possíveis represálias do exército birmanês", afirmou à AFP Hkara, que mora na localidade tailandesa de Mae Sam Laep, do outro lado da fronteira.

A KNU afirma abrigar no território que controla quase 2.000 opositores ai golpe de Estado que fugiram de outras cidades do país, após a violenta repressão das forças de segurança.

- Milhares de deslocados -

No fim de março, esta facção rebelde assumiu o controle de uma base militar e matou 10 soldados.

O exército respondeu com ataques aéreos contra redutos da KNU, pela primeira vez em 20 anos nesta região do país. Quase 24.000 civis abandonaram suas casas.

Manifestantes em Mianmar pedem aos líderes asiáticos que 'apoiem o povo'

  Manifestantes em Mianmar pedem aos líderes asiáticos que 'apoiem o povo' Os manifestantes pró-democracia foram às ruas nesta sexta-feira (23) em Mianmar para exigir aos líderes asiáticos que "apoiem o povo birmanês", às vésperas de uma cúpula regional com a participação do líder da junta militar, Min Aung Hlaing. O país está em crise desde o golpe militar de 1º de fevereiro que derrubou o governo civil de Aung San Suu Kyi. A junta reprimiu com violência o movimento de desobediência civil, que exige a restauração da democracia e uma maior participação das minorias étnicas no poder.A repressão deixou um saldo de ao menos 739 mortes e a detenção de 3.300 ativistas, segundo organizações locais.

Desde a independência de Mianmar em 1948, muitas facções étnicas lutam contra o governo central para obter mais autonomia, acesso aos recursos naturais ou a uma parte do lucrativo tráfico de drogas.

A partir de 2015, o exército alcançou um acordo nacional de cessar-fogo com 10 grupos, incluindo a KNU. Mas com a repressão contra os manifestantes que não aceitam o golpe, algumas facções ameaçaram retomar as ações.

Mais de 750 civis morreram em operações das forças de segurança nos últimos dois meses, de acordo com a Associação de Ajuda aos Presos Políticos (AAPP).

Na segunda-feira à noite, um vendedor morreu ao ser atingido por um tiro no peito em Mandalay (centro).

A AAPP teme ainda o aumento dos abusos contra a comunidade LGBTIQ. A associação denunciou o caso de uma mulher transexual humilhada e agredida durante sua detenção.

- "Lei e ordem" -

A mobilização e campanha de desobediência civil continuam, apesar da repressão. Pequenos grupos de manifestantes saíram às ruas novamente nesta terça-feira.

Mianmar: líderes de países do Sudeste Asiático buscam acordo para cessar violência

  Mianmar: líderes de países do Sudeste Asiático buscam acordo para cessar violência Líderes dos países membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) declararam neste sábado (24) terem chegado a um acordo com o chefe da junta militar birmanesa para pôr fim à violência que afeta o país. Este último, no entanto, não respondeu explicitamente aos apelos para parar de matar manifestantes. "Vai além das nossas expectativas", declarou o primeiro-ministro da Malásia, Muhyiddin Yassin, após a reunião com a presença do ministro geral de Mianmar, Aung Hlaing. © AP - Muchlis Jr "Nós tentamos não o acusar muito porque nos interessa saber quem está na origem dos confrontos", acrescentou o primeiro ministro.

Os ativistas também publicaram fotos nas redes sociais com os rostos pintados com mensagens contra a junta: "Libertem os detidos!", "Respeitem nossa votação".

O comandante do exército, general Min Aung Hlaing, justificou o golpe com a alegação de supostas fraudes nas eleições legislativas de novembro, vencidas pelo partido de Suu Kyi.

O general fez sua primeira viagem ao exterior desde o golpe. Ele compareceu no fim de semana a uma reunião de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que terminou com a divulgação de um documento de cinco pontos para tentar acabar com a violência e promover o diálogo.

As autoridades birmanesas indicaram nesta terça-feira que examinarão "cuidadosamente as sugestões construtivas" da Asean, mas que "sua prioridade no momento é manter a lei e a ordem".

O ex-presidente americano Barack Obama pediu na segunda-feira aos países vizinhos de Mianmar que "reconheçam que um regime assassino rejeitado pela população apenas provocará maior instabilidade e uma crise humanitária" na região.

bur-sde/lch/erl-tjc/zm/fp

Aung San Suu Kyi inicia quarto mês de detenção e protestos continuam em Mianmar .
Em prisão domiciliar, isolada do mundo e com várias acusações apresentadas contra ela, a birmanesa Aung San Suu Kyi inicia neste sábado o quarto mês de detenção desde o golpe de Estado militar contra seu governo. A vencedora do Nobel da Paz em 1991, que está bem mas perdeu bastante peso, de acordo com seus advogados, não é vista em público desde sua detenção em 1º de fevereiro. Ao pressentir o que os militares pretendiam, Suu Kyi, 75 anos, pediu à população para "não aceitar" o golpe. E seu apelo foi ouvido.

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