Mundo O genocídio armênio

09:40  28 abril  2021
09:40  28 abril  2021 Fonte:   estadao.com.br

Biden reconhecerá o genocídio armênio, segundo imprensa americana

  Biden reconhecerá o genocídio armênio, segundo imprensa americana O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconhecerá como genocídio o massacre de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, reportaram meios de comunicação locais nesta quarta-feira (21). Espera-se que Biden faça este anúncio no sábado, 24 de abril, data do 106º aniversário do início do massacre dos armênios em 1915, quando tropas do Império Otomano combatiam a Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial na região onde hoje fica a Armênia, segundo o The New York Times e o The Wall Street Journal. A decisão faria de Biden o primeiro presidente americano a chamar explicitamente de genocídio o massacre.

“Todos os anos, neste dia, nós lembramos as vidas de todos aqueles que morreram no genocídio armênio durante a era otomana e reafirmamos o compromisso de evitar que tal atrocidade jamais ocorra novamente”, disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no dia 24 passado.

A declaração é histórica. Foi a primeira vez que um presidente norte-americano chamou pelo nome a brutal política de extermínio dos armênios empreendida pelo então Império Otomano desde antes da 1.ª Guerra Mundial. A palavra “genocídio” ainda seria empregada mais uma vez por Biden no discurso em memória das vítimas, quando ele enfatizou que “o povo americano honra todos os armênios que pereceram no genocídio que começou 106 anos atrás”.

Biden diz a Erdogan que planeja chamar massacre armênio em 1915 de genocídio, dizem fontes

  Biden diz a Erdogan que planeja chamar massacre armênio em 1915 de genocídio, dizem fontes Biden diz a Erdogan que planeja chamar massacre armênio em 1915 de genocídio, dizem fontesWASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira ao presidente turco, Tayyip Erdogan, que pretende reconhecer os massacres de armênios no Império Otomano em 1915 como genocídio, disseram à Reuters fontes familiarizadas com a conversa, em possível novo revés para o laços já desgastados entre os dois aliados da Otan.

A bem da verdade, antes de Joe Biden, muitos presidentes americanos criticaram com firmeza o extermínio dos armênios, jamais reconhecido pelos turcos, porém, sem classificá-lo como genocídio; não porque descabido fosse, mas para evitar ferir suscetibilidades da Turquia, país que Washington considera um frágil aliado na delicada geopolítica na região do Oriente Médio.

Por razões diametralmente opostas, o genocídio é uma questão que toca a identidade nacional de turcos e armênios.

A reação de Ancara após a fala de Biden mostra por que presidentes americanos antes dele tanto evitaram falar em genocídio armênio e quão corajosa foi a inflexão do democrata, que, diga-se, cumpriu uma promessa de campanha com o reconhecimento público da tragédia. Em pronunciamento transmitido pela TV, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a declaração de Biden “afunda” as relações entre seus países.

Biden reconhece o genocídio armênio, para o desgosto da Turquia

  Biden reconhece o genocídio armênio, para o desgosto da Turquia Joe Biden reconheceu neste sábado (24) o genocídio armênio, tornando-se o primeiro presidente dos Estados Unidos a qualificar assim a morte de 1,5 milhão de armênios massacrados pelo Império Otomano a partir de 1915. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan reagiu imediatamente denunciando "a politização por terceiros" deste debate. A Turquia "não tem nenhuma lição a receber de ninguém sobre sua história", declarou por sua vez o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu.

Erdogan, que classificou como “insultuoso” o discurso de Biden, pediu que o presidente americano “corrija a tempo este passo errado” nas relações entre Turquia e Estados Unidos, que, em sua visão, atingiram “um novo ponto negativo”. Não haverá recuo por parte de Washington, evidentemente. Primeiro, como já dito, porque Biden cumpriu uma promessa de campanha. Segundo, por questão de coerência. O primeiro passo para “evitar que tal atrocidade jamais ocorra novamente” é tratar as coisas como são, sem subversões da realidade. O que a política pode distorcer, o registro da História aponta como o primeiro caso de genocídio do século 20, décadas antes da tentativa do extermínio dos judeus pelo regime nazista, não por acaso também negado ainda hoje por aqueles que não só se põem a espancar a História, mas também a memória das vítimas da barbárie.

De fato, era inconcebível que o genocídio armênio não fosse tratado como tal, não obstante todas as evidências da deliberada política de matança e deportação em massa implementada pelo Império Otomano, principalmente, a partir de 1915. Então premidos entre os impérios otomano e russo, no Cáucaso, o movimento de identidade nacional dos armênios sofreu toda a sorte de violência, muito antes da eclosão da 1.ª Guerra, que, em seu término, levou ao fim do Império Otomano e à fundação da Turquia.

Em decisão histórica, Biden diz que massacres de 1915 contra armênios constituem genocídio

  Em decisão histórica, Biden diz que massacres de 1915 contra armênios constituem genocídio Em decisão histórica, Biden diz que massacres de 1915 contra armênios constituem genocídioWASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano Joe Biden afirmou neste sábado que os massacres de 1915 contra armênios durante o Império Otomano constituem genocídio, uma declaração histórica que enfureceu a Turquia e deve tensionar ainda mais os laços entre os dois aliados da OTAN.

Lamentavelmente, o governo brasileiro ainda não reconhece oficialmente o genocídio armênio. Foi para cá que acorreram muitos armênios da diáspora. Aqui vivem milhares de seus descendentes.

Em 2015, o Senado aprovou requerimento dos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Serra, ambos do PSDB de São Paulo, e emitiu uma moção de solidariedade aos armênios por ocasião do centenário do genocídio. O emprego correto da palavra motivou reação da Turquia, que convocou para consultas o então embaixador em Brasília, Hüseyin Diriöz.

Os armênios estimam em 1,5 milhão os mortos entre 1915 e 1917. Tramita no Senado um projeto do falecido senador Major Olímpio (PSL-SP) para que se institua o dia 24 de abril como o “Dia de Homenagem às Vítimas e de Reconhecimento do Genocídio do Povo Armênio”. A rápida tramitação deste projeto de lei seria uma justa homenagem à memória dos armênios que pereceram no massacre.

Erdogan critica Biden por reconhecimento de genocídio armênio .
Presidente turco definiu a decisão como 'injusta'    Essa é a primeira declaração oficial de Erdogan após o reconhecimento de Biden, ocorrido no último sábado (24), data do 106º aniversário do início da matança, que vitimou cerca de 1,5 milhão de pessoas.

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