Mundo Sete ex-membros das Brigadas Vermelhas italianas detidos na França

15:51  28 abril  2021
15:51  28 abril  2021 Fonte:   afp.com

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Sete ex-membros das Brigadas Vermelhas, condenados pela justiça italiana por atos de terrorismo, foram detidos na França nesta quarta-feira (28), a pedido das autoridades da Itália, onde a lembrança de seus atos de barbárie continua forte.

(Arquivo) Foto de 16 de março de 1978 mostra a área do sequestro do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, em Roma. Ele foi assassinado em um crime atribuído ao grupo de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas © - (Arquivo) Foto de 16 de março de 1978 mostra a área do sequestro do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, em Roma. Ele foi assassinado em um crime atribuído ao grupo de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas

A França serviu durante muito tempo como refúgio para figuras das Brigadas Vermelhas por uma política estabelecida pelo ex-presidente socialista François Mitterrand, o que provocou muitas tensões com Roma.

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A chamada "Doutrina Mitterrand", adotada em 1985, oferecia asilo aos extremistas desde que renunciassem à violência e não fossem procurados na Itália por assassinato ou outros "crimes de sangue".

O presidente Emmanuel Macron autorizou a detenção de 10 ex-membros das Brigadas Vermelhas, e três deles ainda estão sendo procurados, informou o Palácio do Eliseu em um comunicado.

O texto destaca que Macron continua defendendo a "Doutrina Mitterrand", mas que as detenções e extradições são parte dos esforços para resolver as tensões de muitos anos com o país vizinho.

"A França, também afetada pelo terrorismo, compreende a absoluta necessidade de fazer justiça às vítimas", afirma o comunicado.

Os grupos de extrema-esquerda como as Brigadas Vermelhas provocaram o caos durante o período conhecido na Itália como "anos de chumbo", do fim da década de 1960 até meados dos anos 1980.

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As Brigadas Vermelhas foram o grupo mais conhecido, acusado por centenas de mortes, incluindo o sequestro e assassinato do líder democrata-cristão e ex-primeiro-ministro Aldo Moro em 1978.

- Tensões diplomáticas -

A presença de centenas de ex-membros das Brigadas na França, que são procurados na Itália por crimes violentos, provocou tensões entre os dois vizinhos durante décadas.

Em 2019, o então ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, disse que escreveria a Macron "para pedir que deixasse de permitir que os terroristas que massacraram os italianos possam beber champanhe livremente".

As relações entre França e Itália passavam por turbulências na época, mas o presidente Macron vê no atual primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, um grande aliado pró-União Europeia.

Draghi expressou "satisfação" com a decisão da França de proceder as detenções e destacou que estas pessoas "são responsáveis por crimes muito graves de terrorismo".

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"A recordação destes atos de barbárie continua viva na consciência dos italianos", disse.

"Não se pode fugir de nossas próprias responsabilidades, da dor e do dano que provocaram", escreveu o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, em uma mensagem no Facebook.

Ele indicou que as detenções eram o resultado da cooperação das autoridades dos dois lados da fronteira.

Entre os detidos está Marina Petrella, 66 anos, que teve a extradição bloqueada em 2008 pelo então presidente Nicolas Sarkozy após a intervenção de sua esposa Carla Bruni, nascida na Itália.

Petrella, que em 2008 tinha problemas de saúde, foi condenada à prisão perpétua por assassinato na Itália e a intervenção de Sarkozy na época provocou a fúria de Roma.

A advogada Irene Terrel, que representa Petrella e outros quatro ex-membros das Brigadas Vermelhas, declarou à AFP que estava "indignada" com as detenções.

"Desde os anos 1980, estas pessoas estiveram sob a proteção da França. Reconstruíram suas vidas aqui durante 30 anos diante dos olhos e conhecimento de todo o mundo, com seus filhos e netos... e então, de madrugada, vêm procurá-los, 40 anos depois dos fatos", disse.

A advogada afirmou que os clientes recorrerão contra a detenção.

A justiça francesa deve se pronunciar sobre a extradição.

leb-meb/bl/fp

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